StreetWise chega ao mercado como agência para OOH

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StreetWise chega ao mercado como agência para OOH

Liderada por Daniel Simões, Paut Heath e Rodrigo Famelli, operação oferecerá serviços de planejamento, criação, inteligência de dados e mídia para os anunciantes que queiram utilizar o meio

Bárbara Sacchitiello
10 de agosto de 2021 - 6h00

Da esq. para a dir.: Rodrigo Famelli, Daniel Simões e Paul Heath: serviço full service para os anunciantes que queiram explorar a mídia out-of-home (Crédito: Divulgação)

Entre os veículos de comunicação do Brasil, poucos tiveram um período de tanta evolução e transformação como o de out-of-home. Impulsionado, sobretudo, pela retomada da veiculação publicitária no mobiliário urbano da cidade de São Paulo – projeto iniciado em 2013 – o setor veio ganhando espaço nas verbas publicitárias dos anunciantes e fomentando um mercado com players fortalecidos e de atuação nacional e regional. Antes da pandemia, o OOH vinha de uma taxa anual de crescimento de dois dígitos, reforçando, em grande parte, pelas oportunidades que os meios digitais e a tecnologia traziam para suas telas e painéis. Com o avanço da vacinação e o relaxamento das medidas restritas, a tendência é que os números do restante do ano sejam mais robustos.

Vislumbrando esse cenário que Daniel Simões, que até o ano passado era sócio e CEO da Eletromidia, começou a idealizar seu novo projeto para o setor. O executivo, que deixou o negócio da companhia meses depois da fusão com a Elemidia, em 2020, apresenta nesta semana a StreetWise, agência de publicidade que terá, como diferencial, o atendimento exclusivo para clientes que queriam fazer trabalhos na mídia OOH.

O embrião do projeto começou a ser elaborado há alguns meses e contou com uma participação internacional. O executivo inglês Paul Heath, que ocupou cargos de direção do grupo WPP nos mercados da Europa e Ásia, auxiliou Simões em um road show pelo continente europeu em 2019, quando o brasileiro ainda liderava a Eletromiia. “Contratamos a consultoria do Paul para esse road show pela Inglaterra e, nesse processo, acabei conhecendo a Talon, grupo internacional especializada em inteligência de negócios de OOH. Após deixar a Eletromidia, procurei o Paul e disse que tinha vontade de trazer a operação da Talon ao Brasil. A partir daí, começamos as conversas para fazer a associação”, relata Simões.

Com Paul representando a participação da Talon no negócio, Simões foi atrás de um terceiro sócio para compor o projeto. À dupla, juntou-se Rodrigo Famelli, ex-diretor de mídia da Africa e com experiência em agências de publicidade. Com as bagagens da parte dos veículos, anunciantes e de agências, os três sócios pretendem oferecer na StreetWise um serviço completo de atendimento aos clientes que desejam investir no OOH, envolvendo as fases de planejamento, criação, mensuração de dados, compra de mídia e monitoramento de resultados. “O fato de o mercado de OOH estar bem mais estruturado no Brasil e de estarmos apenas no início de um grande processo de digitalização acaba permitindo trazer ao País uma operação como essa”, acredita.

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Com a visão da maturidade que o segmento atingiu em diversos mercados internacionais, Paul Heath, que também trabalhou por mais de 20 anos no Brasil, acredita que a mídia out-of-home tende a ganhar cada vez mais importância. “Com as pessoas passando mais tempo online e consumindo conteúdos sem propaganda tradicional, a importância do OOH e de impactar os consumidores em sua jornada fora de casa cresce ainda. O meio já é fundamental nas estratégias de mídia e para a construção de marcas e essa importância tende a ser cada vez maior”, acredita o executivo.

Além de voltar toda a estrutura da agência para a criação de soluções de comunicação exclusivas à mídia OOH, todo o trabalho da StreetWise será, de acordo com os sócios, construído sobre os pilares de tecnologia e inteligência digital. “Houve uma grande mudança na forma de planejar e fazer gestão de OOH. Antes, os anunciantes escolhiam a mídia pela localização. Depois, o trabalho passou a ser definido pela jornada da audiência. Ainda que não tenhamos um inventário totalmente digital no meio, é possível fazer um trabalho calcado na movimentação da audiência, que adote o digital como cultura primordial. A vantagem de estar ligado a um grande grupo internacional especializado é a de poder contar com ferramentas de dados e inteligência já existentes que ajudarão os clientes a aproveitarem mais as oportunidades de negócios”, analisa Famelli.

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