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Conheça as melhores agências para trabalhar

Décima edição do ranking do Great Place to Work coloca no topo as digitais i-Cherry e Mirum, do WPP, entre as grandes, e a independente Cupola, entre as de até cem funcionários

Carolina Huertas
10 de janeiro de 2022 - 14h00

As agências incluídas nos rankings mantém equipes em que 30% dos funcionários foram promovidos no último ano (Crédito: Jacob Lund/shutterstock)

Em um ano onde as relações e os formatos de trabalho foram repensados em diversos setores, oportunidade de crescimento, qualidade de vida e alinhamento de valores foram os pontos que se destacaram como motivação de permanência dos profissionais atuantes em agências. É o que aponta a 10ª edição do ranking Melhores Agências de Comunicação para Trabalhar, realizado pela consultoria Great Place to Work em 2021.

O levantamento contou com 89 agências inscritas, representando 8.257 funcionários. A pesquisa é composta por uma etapa quantitativa, onde é necessário que a empresa atinja a amostra mínima de funcionários e que obtenha nota igual ou superior a 70%, e uma segunda etapa qualitativa, onde são avaliadas suas práticas culturais.

Assim como nas edições anteriores, 20 empresas foram premiadas, sendo 10 de porte grande (com 100 ou mais funcionários) e 10 de porte médio (com 30 a 99 funcionários). Entre as grandes, os dois primeiros lugares ficam com as digitais i-Cherry e Mirum, ambas do grupo WPP. Já entre as agências de até cem funcionários, a líder é a independente Cupola, que tem expertise em marketing imobiliário. Curiosamente, todas as três têm sede em Curitiba, uma das capitais brasileiras melhores avaliadas em qualidade de vida.

No ranking das grandes, após i-Cherry e Mirum, aparecem DP6 (São Paulo), GhFly (Curitiba), Rocky (Sorocaba), Méliuz (Belo Horizonte), Ímpar (Rio de Janeiro), Pmweb (Porto Alegre), Pontaltech (São Paulo) e Cadastra (Porto Alegre).

Já o top 10 das agências médias lista, após a líder Cupola: Cuponomia (São José dos Campos), Prod (Passa Quatro), Agência FG (Santo André), Fasters (Guarulhos), Fala Criativa (São Paulo), Yooper (São Paulo), Alright (Porto Alegre), Elephant Skin (São Paulo) e Adtail (Porto Alegre).

Negócio humano

Para Rodrigo Werneck, CEO da Cupola, a presença no ranking é a coroação de uma estratégia bem clara de investimento em pessoas. “Entendemos que o nosso negócio é humano intensivo. Precisamos de fato de pessoas engajadas, motivadas, em um ambiente leve e produtivo, que seja convidativo a criação”, diz. O executivo pontua que, historicamente, o mercado de agências tem contornos perversos pela perspectiva de clima organizacional, com jornadas abusivas de trabalho, ambientes tóxicos de cobranças e de pressão descontrolada, dos quais sua agência busca se desvencilhar.

“Nós colocamos, de fato, pessoas em primeiro lugar e procuramos uma forma de trabalhar diferente, fugindo daquela abordagem mais cosmética de oferecer geladeira de cerveja, mesa de pingue-pongue ou um videogame. O que as pessoas querem não é isso, elas entendem que essas coisas são uma compensação justamente por conta de jornadas abusivas. A gente entendeu que o que as pessoas queriam era um projeto de carreira, perspectivas de desenvolvimento, reconhecimento, respeito e serem ouvidas. E viemos construindo isso com muito pé no chão, sem investimentos abusivos em cosmética, mas em uma gestão de fato mais humanizada”, explica.

Colocar a preocupação com os funcionários como uma das prioridades de entrega da agência também é o caminho que a i-Cherry vem seguindo, de acordo com o CEO Adriano Nadalin. Primeira colocada da lista de 2021, a agência já havia ficado em terceiro lugar nos rankings de grandes agências de 2020 e 2019 do Great Place to Work. Para Nadalin, ter um lugar agradável para que os colaboradores trabalhem é uma preocupação da empresa tal qual a eficiência, o profissionalismo e a qualidade dos serviços prestados aos clientes.

“A gente busca muito esse equilíbrio entre conseguir entregar com qualidade, evoluir em quesitos técnicos, e a gestão de pessoas num ambiente em que se sintam bem, seguras, acolhida e bem geridas”, frisa. Segundo o executivo, participar da pesquisa é uma gratificação pelo esforço que a empresa vem fazendo e, ao mesmo tempo, uma fonte de informação para melhorias. “Além de um feedback dado pelos nossos funcionários, estar nesse ranking é muito importante para nós por causa dos dados que conseguimos coletar e, assim, trabalhar para melhorarmos os pontos que os funcionários veem com nossas possíveis fraquezas. Nossas notas vêm melhorando ao longo dos anos”, explica o Nadalin.

Esta também é uma das vantagens apontadas por Robson Ortiz, CEO da Mirum, segunda colocada em 2021 entre as grandes e médias, após ter liderado esse ranking nos quatro levantamentos anteriores. “Nós precisamos usar a mais importante de todas as sabedorias, que é a humildade, para saber que a gente pode melhorar sempre. Onde podemos melhorar? Eu acho que esse é o questionamento que sempre fazemos quando a gente vê um GPTW. Nós incentivamos as pessoas a participarem para de fato sabermos onde podemos aprimorar ainda mais”, afirma o executivo.

Ortiz comenta que com as mudanças nas relações de trabalho e nas perspectivas de vida buscadas pelos profissionais, os níveis de exigência para ser um GPTW estão mudando e ficando cada vez mais elevados. “Os critérios e as pessoas estão cada vez mais exigentes. Hoje não é mais só a agência que entrevista os funcionários, mas os colaboradores que entrevistam as agências e querem escolher um ambiente seguro, de escuta ativa, onde de fato os líderes não só falam, mas agem de acordo com aquilo que falam”, salienta.

Honestidade e ética

Para além dos elementos apontados como motivação de permanência nas empresas, as afirmativas que se destacaram no estudo foram: “As pessoas aqui são bem tratadas independentemente de sua cor ou etnia, orientação sexual, gênero e idade”, “Este é um lugar fisicamente seguro para trabalhar” e “Quando se entra nesta organização, fazem você se sentir bem-vindo”, todas com 99% de concordância dos funcionários; e “Este é um lugar amistoso para trabalhar” e “Os gestores são honestos e éticos na condução dos negócios”, ambas com 98%.

Com relação as piores afirmativas, ou seja, aquelas que tiveram as menores notas na avaliação dos funcionários. Os dados apontaram que os colaboradores acreditam que as empresas ainda não são tão justas quanto à participação nos lucros (PLR), ao salário e aos benefícios, e não os envolvem nas decisões, com as taxas de 78% de concordância para a frase “Acredito que a quantia que recebo como participação nos resultados da organização é justa”, de 80% para “As pessoas aqui são pagas adequadamente pelo serviço que fazem”, de 84% para “Temos benefícios especiais e diferenciados aqui”, de 86% para “Os gestores envolvem as pessoas em decisões que afetam suas atividades e seu ambiente de trabalho” e de 89% com relação a “Os gestores evitam o favoritismo”.

As agências incluídas nos rankings apresentam uma taxa de rotatividade de 18% no ano e mantém equipes em que 30% dos funcionários foram promovidos no último ano. Além disso, 45% oferecem programas de coaching e 55% têm mentoring. Ainda sobre as relações profissionais, a pesquisa identificou que a camaradagem entre as pessoas é muito bem avaliada, assim como o orgulho que elas têm da sua empresa. “A colaboração entre as pessoas é algo muito cultural nosso e que a gente valoriza muito. Tentamos não perder esse lado humano, amigável e de colaboração que todo mundo tem aqui ao longo do nosso crescimento”, conta Nadalin, da i-Cherry.

Com relação ao incentivo ao crescimento profissional dos colaboradores, 50% das empresas participantes oferecem bolsas de estudos para graduação ou pós, 65% têm verba para usarem em desenvolvimento de sua escolha, 60% mantêm universidade interna e 70% oferecem bolsa para cursos de idiomas. Werneck, da Cupola, comenta que a educação e formação de profissionais é parte importante do processo, mas que, às vezes, pode ser um caminho a longo prazo e difícil de ser percorrido pelas empresas. “É importante um grande esforço de educação, mas muito desse investimento é de difícil tangibilização. Enquanto o videogame liberado é visível, o esforço de formação de líderes é intangível, até chegar na ponta e ser percebido leva meses, anos”, pontua.

Os dados colhidos mostram que as empresas premiadas têm, em média, 11 anos de mercado, 80% das empresas permitem que os funcionários participem de programas de voluntariado no horário de trabalho e 95% contam com alguém responsável por combater a discriminação e promover a diversidade. A pesquisa identificou ainda o perfil dos presidentes das empresas premiadas: possuem idade média de 38 anos, estão há 10 anos no cargo e são apenas duas mulheres na liderança das 20 listadas.

Melhores para Trabalhar

GRANDES AGÊNCIAS (com 100 ou mais funcionários e cidades sedes)

1ª i-Cherry (Curitiba)

2ª Mirum (Curitiba)

3ª DP6 (São Paulo)

4ª GhFly (Curitiba)

5ª Rocky (Sorocaba)

6ª Méliuz (Belo Horizonte)

7ª Ímpar (Rio de Janeiro))

8ª Pmweb (Porto Alegre)

9ª Pontaltech (São Paulo)

10ª Cadastra (Porto Alegre)

 

MÉDIAS AGÊNCIAS (com 30 a 99 funcionários e cidades sedes)

1ª Cupola (Curitiba)

2ª Cuponomia (São José dos Campos)

3ª Prod (Passa Quatro)

4ª Agência FG (Santo André)

5ª Fasters (Guarulhos)

6ª Fala Criativa (São Paulo)

7ª Yooper (São Paulo)

8ª Alright (Porto Alegre)

9ª Elephant Skin (São Paulo)

10ª Adtail (Porto Alegre)

Fonte: Great Place To Work

*Crédito da imagem do topo: Shutterstock 

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