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Natura estreia no entretenimento

Casa Natura Musical abre as portas esta semana em São Paulo, com novos talentos da música e show inaugural de Maria Bethânia

Roseani Rocha
8 de maio de 2017 - 14h00

Layout do projeto desenvolvido pela Triptyque Architetura (Crédito: Divulgação)

Um espaço exclusivamente dedicado à música brasileira e que ao mesmo tempo preenche uma lacuna no mercado de entretenimento: uma casa de médio porte e flexível. Essa é a concepção da Casa Natura Musical, que abre as portas nesta terça-feira, 9, no bairro de Pinheiros, com um show para convidados no qual se apresentam novos talentos da música nacional e a consagrada Maria Bethânia.

O espaço foi inicialmente pensado pelos empresários Paulinho Rosa e Edgar Radesca, que já têm experiência com espaços de entretenimento na capital paulista, pois são donos, respectivamente, do Canto da Ema e Bourbon Street, e pela cantora Vanessa da Mata, que entrou como sócia da Vivá Cultural. No entanto, dado o perfil idealizado para a nova casa de espetáculos, o trio negociou com a Natura um patrocínio que se mostra mais abrangente que um simples naming right.

A empresa fechou contrato de cinco anos para uso da marca no local, mas também teve voz ativa até no projeto arquitetônico, feito pela Triptyque Architeture, e do design interior assinado pelo Estúdio Penha. Além disso, por tocar há 12 anos o programa Natura Musical, a companhia também atuará na programação da casa, que pretende mesclar as apresentações de artistas já estabelecidos na cena musical brasileira e outros que estão despontando. Dentre o primeiro grupo, Lenine (11 de maio), Baby do Brasil (12 de maio) e Mart’nália (13 de maio) estreiam a programação oficial do espaço. A expectativa é realizar uma média de 150 shows por ano.

“A reflexão sobre ter um espaço começou em 2015, com a comemoração de 10 anos do Natura Musical. Percebemos que já havia um grande legado de fomento à música brasileira, mas ainda uma oportunidade de ampliar o impacto da Natura na cadeia da música e em termos de visibilidade e construção de marca. Chegamos ao projeto por meio dos sócios e foi um casamento perfeito de oportunidades”, conta Fernanda Paiva, gerente de marketing institucional da Natura.

Ao longo dos 12 anos do Natura Musical, houve investimentos de R$ 123 milhões, 51% do montante com verba própria e o resto com leis de incentivo à cultura, com apoio a mais de 1.350 produtos culturais – shows, CDs, DVDs, livros e filmes. Já o investimento isolado na Casa Natura Musical não é divulgado. O local abrigará um café e uma loja Natura, mas esta deve funcionar mais como experiência de marca aos visitantes, uma vez que o estoque no local, por motivos óbvios, será pequeno. Quem quiser comprar terá seu pedido registrado e os produtos entregues em casa.

 

Ambiente acolhedor

Edgar Radesca define a nova casa como um local que tem dinâmica diferente dos teatros e outras grandes casas de espetáculo, em que a pessoa chega em cima da hora, assiste ao show e vai embora. “Pensamos num espaço mais acolhedor, que tem uma gastronomia, é mais intimista. A pessoa pode chegar antes e sair depois. Ainda no posicionamento, o que ele tem em comum com as outras casas que tocamos é a boa música”, pontua.

A Casa Natura Musical tem três opções de uso: shows com mesas, com capacidade para 500 pessoas; em pé, para até mil pessoas; e uma terceira é a organização de eventos na área externa, para um número maior ainda de participantes.

Questionado sobre a possibilidade de haver outras casas no mesmo estilo em outras cidades do Brasil, Radesca afirma que o modelo pode ser replicado em outros locais. “Está no nosso pensamento fazer em outras cidades, mas seria uma decisão da Natura em primeiro lugar”, afirma. A empresa, no entanto, diz que não há previsão disso no momento. Segundo Fernanda, por ora o objetivo é testar e aprender com o modelo, visto também como uma forma de aproximar a marca do público jovem, da cena urbana e formadora de tendências.

Desde meados de abril, a nova casa de shows está sendo divulgada em abrigos de ônibus, spots de rádio e anúncios nos cadernos de cultura dos principais jornais, além de ativações em digital, feitas pela Eventim  (parceira do projeto na venda de ingressos).

Anúncio veiculado em cadernos de cultura dos principais jornais (Crédito: Divulgação)

 

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