Esportes no gelo e na neve querem aquecer relação com fãs

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Esportes no gelo e na neve querem aquecer relação com fãs

Confederação de desportos na neve lança clube de vantagens Snow Club, enquanto confederação de desportos no gelo cria marca Ice Brasil

Fernando Murad
23 de janeiro de 2018 - 12h50

Snowboarder Isabel Clark disputará sua quarta Olimpíada em 2018 (crédito: divulgação)

O Brasil estará representado nos Jogos Olímpicos de Inverno Pyeongchang 2018, que acontecem entre 9 e 25 de fevereiro, na Coreia do Sul, pelos atletas da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), responsável por modalidades como snowboard, ski alpino e cross country, e da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), que cuida de modalidades como bobsled, luge, skeleton, patinação, hóquei e curling. Ao mesmo tempo em que buscam melhorar os resultados nas competições, as confederações pensam no futuro das modalidades e investem em ações para estreitar o relacionamento com os diversos públicos e atrair novos talentos e patrocinadores.

A CBDN, por exemplo, apresenta nesta quinta-feira, 25, o Snow Club. O clube de vantagens oferece a seus associados benefícios relacionados ao turismo de neve e a indústria do esporte e bem-estar. O custo para os participantes é de R$ 280 por ano e a estimativa da confederação é que uma pessoa que fizer uma viagem por ano e utilizar outros benefícios possa economizar R$ 2.800 por ano. A expectativa da entidade é de alcançar o número de 1.700 associados no primeiro ano.

“O Snow Club é uma ideia que vem sendo desenvolvida há alguns anos, motivada pelo desejo da confederação de servir todos os brasileiros interessados na neve, seja no esporte de rendimento, na prática esportiva por lazer ou no turismo. Até aqui, o foco da entidade foi o esporte de rendimento, e o clube é o projeto que expande esse universo com objetivo de criar uma comunidade de pessoas que amam e se interessam pela neve”, afirma Pedro Cavazzoni, CEO da CBDN.

Junto com o clube, a CBDN coloca no ar um site com informações sobre os esportes e o turismo de neve e dicas de especialistas, atletas e treinadores. O projeto do clube de vantagens é resultado de mais de um ano de pesquisas e desenvolvimento em parceria com OutField (consultoria estratégica que criou do modelo de negócio), FITS (gestora do programa), Attitude Esportiva (comunicação comercial) e In Press Media Guide (site e assessoria de imprensa).

Equipe brasileira de bobsled 4-man e a marca Ice Brasil em destaque (crédito: divulgação)

A CBDG, por sua vez, apresentou nesta terça-feira, 23, a marca Ice Brasil. Desenvolvida pela Onda Web, a marca tem o objetivo de criar uma identidade para os esportes de gelo e conectá-los com o País. “A marca institucional da confederação permanecerá, mas a sigla CBDG não é clara quando nos comunicamos, sobretudo no exterior. Ice Brasil traz um reconhecimento mais direto dos nossos times. As equipes utilizarão uniformes Ice Brasil, abrindo oportunidades para a criação de produtos esportivos destinados aos fãs dos esportes no gelo”, projeta Matheus Bacelo de Figueiredo, CEO da CBDG. A apresentação da marca aconteceu durante o último treino aberto da equipe brasileira de bobsled, realizado no Núcleo de Alto Rendimento de São Paulo (NARSP).

Visibilidade e audiência
A transmissão das últimas edições dos Jogos Olímpicos de Inverno na TV aberta e fechada contribuiu para a disseminação das modalidades junto ao público brasileiro, ajudando a atrair praticantes e parceiros. Neste ano, o SporTV transmitirá os Jogos na TV por assinatura. “A audiência aumentou consideravelmente não só nos Jogos, mas também durante a temporada regular, tanto em nossos canais digitais quanto em transmissões na TV das Copas do Mundo e Campeonatos Mundiais, impactando diretamente a nossa base de fãs, aumentando também o número de atletas”, conta Pedro, da CBDN.

No caso da CBDG, em termos de quantidade de atletas, o número não teve aumento significativo, mas a qualidade das equipes brasileiras melhorou muito, segundo o CEO. “O Brasil deu um salto de mais de 50 posições no ranking mundial do bobsled nos últimos cinco anos, por exemplo. Mas para termos um aumento do número de praticantes é fundamental conseguirmos ter arenas com tamanhos oficiais e uma estrutura para a prática do esporte no País”, diz.

Jaqueline Mourão, principal nome do País no ski cross country (crédito: divulgação)

Para isso, a CBDG tem se estruturado para atender os patrocinadores e a criação da marca Ice Brasil foi um passo nessa direção. A confederação tem o patrocínio do parque Snowland, de Gramado (RS). “Temos buscado parcerias com instituições esportivas, como o NARSP, onde nossos atletas treinam e onde fica baseada a pista de push (arrancada), um equipamento primordial para o desenvolvimento do bobsled. Há espaço para o desenvolvimento de mais parcerias”, projeta Matheus.

A CBDN, que recebe recursos da Lei Agnelo Piva, tem, ainda, parceria com empresas como Columbia, o escritório de Advocacia CBSG – Castro, Barros, Sobral e Gomes, o Parque Eco Esportivo Damha e o Ski Mountain Park, além do apoio de NARSP, Instituto Vita, Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, SRB (fabricante de rollerskis), Snowland. Para eventos esportivos, tem parceria com Nissan, Corralco Mountain Ski Resort e Valle Nevado, ambos no Chile.

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