BRF e Marfrig planejam unir operações

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BRF e Marfrig planejam unir operações

Companhias, que faturariam juntas RS$ 80 bilhões, querem assumir liderança nos segmentos e regiões onde atuam

Roseani Rocha
30 de maio de 2019 - 19h26

Segundo as empresas, ainda não há qualquer tipo de definição societária na transação (Crédito: Arte Meio & Mensagem)

Tanto a BRF (dona de Sadia e Perdigão) quanto a Marfrig soltaram comunicados ao mercado no fim desta quinta-feira,30, para comunicar que começaram a avaliar uma possível combinação de seus negócios que, juntos, resultariam numa companhia com faturamento anual de R$ 80 bilhões.

O Memorando de Entendimentos entre as duas estabelece regras e condições de acesso a informações que permitam aprofundar a análise da transação e prevê um prazo de exclusividade de 90 dias, prorrogável por outros 30, em que nenhuma das duas poderá iniciar negociações com terceiros. “No âmbito dessa análise, a Companhia e Marfrig deverão avaliar, junto aos seus respectivos assessores financeiros, legais, contábeis e outros, os efetivos benefícios econômicos que possam advir de eventual Transação, e, ainda, a estrutura societária mais eficiente a ser adotada”, diz o comunicado da BRF.

A expectativa das duas com a companhia que resultaria da união de suas operações é a criação de uma empresa-líder nos segmentos que atuam, redução da exposição a riscos setoriais e geração de sinergias resultantes da complementaridade de portfolios e diversificação geográfica, sendo os mercados mais relevantes Brasil e os demais países da América Latina, Ásia, Estados Unidos e Oriente Médio.

Afirmam também que a transação reforçaria o compromisso com a redução de alavancagem financeira e adequação da estrutura de capital, o foco no Brasil e Mercado Halal, a inovação, a expansão da base de produtos e em demais mercados internacionais, e a estabilidade do modelo de gestão.

As empresas reafirmaram que ainda não há qualquer tipo de definição societária na negociação até o momento e ressaltam como premissas da transação que a companhia eventualmente resultante tenha “elevado nível de governança corporativa, com estabilidade na administração direta e gestão; adote políticas internas e métricas necessárias para atingir grau de investimento (Investment Grade Rating); e seja administrada de forma a atingir excelente reputação no que diz respeito à integridade, qualidade, segurança e sustentabilidade”.

Desde a realização da operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, em março de 2017, em que os maiores frigoríficos brasileiros passaram a ser investigados por diferentes tipos de irregularidades, as questões de governança, ética e reputação ganharam ainda mais peso para o setor.

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