“O publicitário vai muito além da propaganda”

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“O publicitário vai muito além da propaganda”

No 5º episódio da série Transições, Gal Barradas, fundadora da Gal Barradas Brand&Venture, fala da construção de marcas por meio do propósito

Luiz Gustavo Pacete
29 de agosto de 2019 - 6h00

 

Gal Barradas: “Um publicitário é aquele profissional que conhece profundamente o consumidor, os mercados” (Crédito: Denise Tadei)

Em papéis de liderança no mercado publicitário, Gal Barradas conheceu bem os desafios de manter agências em meio a um cenário de mudanças. Passou por grandes ícones da propaganda como W/Brasil, MPM e F/Nazca. Foi na Fbiz, de 2010 a 2013, que teve sua primeira experiência no comando de uma agência, papel que foi repetido quando esteve na copresidência da Havas Brasil e na BETC, sua última passagem pelo mercado antes de criar, no fim do ano passado, a Gal Barradas Brand & Venture, hub que se propõe a fomentar inovação e o desenvolvimento de negócios de impacto.

“Na mesa de qualquer empresa haverá sempre um lugar para as habilidades de um bom publicitário”

No 5º episódio da série Transições, Gal Barradas, fala sobre as possibilidades da profissão fora de uma agência de propaganda. “Na mesa de qualquer empresa haverá sempre um lugar para as habilidades de um bom publicitário”, diz. Relata também seus aprendizados como empreendedora e como transformar ideias e projetos em marcas com propósito.

Meio & Mensagem – Como foi o processo de decisão e transição do mundo corporativo, no caso publicitário, para tornar-se uma empreendedora?
Gal Barradas – O mundo hoje é muito atraente em termos de novas possibilidades profissionais. Depois de tanto tempo e de tanta experiência, me senti atraída a experimentar novos segmentos. Lógico que fazer não é tão simples quanto pensar e falar. Recentemente, escrevi dois artigos sobre este momento de transição, nos quais pude falar sobre sentimentos e sobre questões práticas para encarar da melhor forma possível. É preciso estar preparado para a trajetória de um mundo a outro. Ela tem momentos tão prazerosos quanto tensos.

O que te levou a criar o Viva10 [plataforma de pagamento que dá acesso a serviços de saúde básica]? Por que esse mercado te chamou a atenção?
Quando decidi empreender, estabeleci algumas premissas. A primeira era buscar atuar em segmentos críticos para a sociedade e a economia. Segundo: que pudesse ajudar a reequilibrar cadeias de valor. Terceiro: que tivesse escala. Os segmentos de saúde, educação e financeiro são críticos. Assim, eles entraram no meu radar imediatamente. Além do Viva10, a nossa empresa está incubando outros dois novos negócios para o biênio 2019/2020.

 

Gal Barradas: “De um modo geral, no ambiente de serviços, tudo tem a ver com a equação de tempo, dinheiro e emoção” (Crédito: Denise Tadei)

De que maneira os aprendizados como executiva de publicidade estão sendo aplicados e úteis no dia-a-dia da Gal Barradas Brand&Venture?
O publicitário não é aquela “pessoa que faz propaganda”. Esta é uma simplificação que não me agrada. Um publicitário é aquele profissional que conhece profundamente o consumidor, os mercados, extrai algo relevante da relação entre estes e procura desenvolver algo que, dentro desta relevância, vai diferenciar uma marca e gerar negócios.

“O publicitário não é aquela “pessoa que faz propaganda”. Esta é uma simplificação que não me agrada”

Como disciplinas voltadas ao campo da inovação podem contribuir para as marcas?
Minha atuação envolve questões que vão impactar diretamente o negócio por meio da experiência do usuário: construção da marca, suas promessas, seu propósito, posicionamento de mercado, narrativas, plataformas, UX até estratégia comercial, precificação, canais de venda, engajamento. Por isso eu sempre digo: na mesa de qualquer empresa haverá sempre um lugar para as habilidades de um bom publicitário. Mas, lembre-se que publicitário é tudo isso que descrevi acima.

Pode indicar quatro insights que sua experiência recente lhe gerou em termos de consumo, experiência, inovação e marketing?
Vou falar sobre negócios de serviços. De um modo geral, no ambiente de serviços, tudo tem a ver com a equação de tempo, dinheiro e emoção. Se você oferece algo que valoriza o tempo e o dinheiro das pessoas e do prestador do serviço, e desperta um sentimento de satisfação, orgulho, atenção, afeto, qualquer tipo de emoção para ambos os lados, a coisa está feita. Do ponto de vista da inovação, reequilibrar cadeias recorrentes de valor hoje está no cerne das grandes ideias.

Acompanhe as outras entrevistas das Série Transições:

“Inovação deve estar no dia a dia de todos”
No 4º episódio da série Transições, André Foresti, fundador da Troublemakers, fala sobre o papel da mentalidade ágil na resolução de problemas

A tecnologia exigirá maior proposta de valor do marketing
No 3º episódio da série Transições, Alexandra Mendonça, chief revenue officer da Winclap e ex-Mercado Livre, fala sobre os desafios das martechs

Os desafios de não transformar inovação em commodity
No 2º episódio da série Transições, Daniel Chalfon, sócio da Astella Investimentos, fala sobre o equilíbrio entre conhecimento e suporte a novos empreendedores

Os aprendizados de uma marca community-driven
No 1º episódio da série Transições, a publicitária Jéssica Gomes, ex-Mutato e creative content da startup Sallve, fala da responsabilidade na desconstrução de estereótipos

 

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