De Disney a Nubank: as marcas mais queridas pelos geeks

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De Disney a Nubank: as marcas mais queridas pelos geeks

Pesquisa da Omelete Company mapeia os hábitos de consumo e a relação desse público com plataformas e serviços

Thaís Monteiro
3 de dezembro de 2019 - 15h46

 

Geeks consomem mais redes sociais e conteúdo do que público brasileiro geral (Crédito: Mahdiar Mahmoodi/Unsplash)

Netflix, Mundo Verde, Disney, WhatsApp, Itaú, Adidas, Dell, Burger King e Nubank são algumas das marcas mais consumidas pelo público geek. A lista é parte da sexta edição da pesquisa Geek Power, realizada pela Omelete Company junto com a MindMiners, que detalha os hábitos de consumo desse grupo. O estudo foi apresentado nesta terça-feira, 3, durante o Unlock, evento de conteúdo voltado ao mercado de entretenimento.

Nesta edição do levantamento, o Omelete estendeu a busca pelas empresas mais citadas pelo público participante do estudo. Anteriormente, as marcas apareciam por espontaneidade do público. Com auxilio da MindMiners, a Omelete Company preparou perguntas de múltipla escolha e de campo aberto para entender com quais empresas o tem uma relação maior com esses consumidores. Junto com esses nomes, foram apresentado insights sobre como os geeks se relacionam com cada segmento das marcas citadas e uma comparação desses hábitos com o da população brasileira geral.

“Nunca fizemos isso de forma provocada, as marcas sempre apareciam espontaneamente, as pessoas citavam. Agora a gente provocou o público a responder top of mind para entender qual era o sentimento em relação às marcas e deixamos aberto para eles contarem quais são aquelas que estão presentes no cotidiano deles”, explica Otávio Juliano, CCO da Omelete Company.

A pesquisa foi realizada de 13 a 24 de novembro de 2019 traçando um comparativo entre as 1.853 respostas do público geek, que se relaciona com as verticais da Omelete, e as 1.500 respostas da base de entrevistados brasileiros conectados da MindMiners. Conforme os dados do levantamento, o público geek se refere a uma maioria composta por homens (63%) de 25 a 34 anos (40%), solteiros (72%), sem filhos (87%), de classe B e D (ambas 30%), com ensino superior completo ou cursando (56%) e que falam inglês (86%).

Conteúdo, plataformas e conexão

Se comparado à média da população brasileira conectada, os geeks representam um grupo ávido por redes sociais e ao conteúdo. Cerca de 91% respondeu que acessa as redes sociais todos os dias, 78% lê conteúdo de blogs e sites de notícias diariamente, 83% consome livros e quadrinhos — uma quantia três vezes maior do que a população brasileira consome — e 45% vão ao cinema duas vezes por mês. Nesse quesito, os melhores contadores de história, segundo o levantamento, são Disney, Netflix, Warner, HBO e Dreamworks.

Como parte dessas marcas têm um streaming próprio, a pesquisa indica que este público assina algum serviço de vídeo sob demanda. Segundo os dados coletados, 91% o faz e a Amazon Prime Video tem ganhado relevância no último ano. De 2018 para 2019, o número de assinantes cresceu 31% entre os geeks e 10% entre a população geral. Os streamings preferidos são: Netflix, Amazon Prime Video, HBO Go, Globoplay e Telecine Play. As séries mais aguardadas para 2020 por ambos – o público geek e os brasileiros em geral – são da Netflix (Stranger Things e La Casa de Papel). Os geeks também aguardam Falcão e Soldado Invernal, da Marvel (Marvel/Disney). Já os filmes mais aguardados pelo grupo são Mulher-Maravilha 1984 (Warner Bros.), Black Widow (Marvel/Disney) e Os eternos (Marvel/Disney)

As redes sociais mais comentadas foram o WhatsApp, Instagram, Twitter, Pinterest e Facebook e o meio pelo qual eles acessam tais plataformas e redes via desktop ou notebook tem o logo das marcas Dell, HP, LG, Lenovo e Asus. Apesar de ser um tema em crescente discussão e com mais marcas interessadas, apenas 20% dos geeks assistem à streaming de e-sports. No entanto, 62% afirma que joga games, um número maior do que a população geral. Nesse quesito, apenas 50% disse jogar.

Delivery

Como a internet virou mediador de diversas atividades, Omelete e MindMiners buscaram entender como é o consumo desse grupo em relação aos aplicativos de entrega. Apesar de muito conectados, é pouca a diferença percentual desse consumo entre geeks e população geral. Cerca de 80% dos geeks e 79% dos brasileiros conectados dizem usar delivery uma vez por mês. As marcas top of mind foram iFood, Uber Eats, Rappi e Loggi.

Estilo de vida

Em relação à população brasileira conectada, os geeks frequentam mais eventos. Dos entrevistados, 54% diz ter ido em algum evento nos últimos três anos. Esse número, para a população geral, é de 20%. Os eventos top of mind para os geeks são: CCXP, Rock in Rio e Lollapalooza. Já para o público geral, são: Rock in rio, Lollapalooza e Game XP.

No quesito alimentação, o levantamento mostra que 79% do grupo geek está tentando se alimentar de forma mais saudável; 4% são vegetarianos. As marcas de comida saudável mais lembradas foram Mundo Verde, Native, Jasmine, Cuida Bem e Fit Food. No fast-food, dominaram: Burger King, McDonald’s, Subway, Pizza Hut e Bob’s.

Cerca de 54% desse público informou que pratica exercícios, mais de 50% afirmou o fazer de uma a quatro vezes por semana. Eles praticam: musculação (51%), corrida (39%) e caminhada (36%). As marcas que oferecem mais conforto e praticidade são: Adidas, Nike, Puma, Fila e Vans.

Transporte

Mesmo que adeptos à prática esportiva, o geek não usa a bicicleta como seu principal meio de transporte. Dos entrevistados, 71% usa carro, 51% transporte público e 8% bicicleta. Da população brasileira conectada, 68% usa carro, 47% transporte público e 18% bicicleta. As fabricantes mais citadas foram Chevrolet, Honda, Volkswagen, Ford e Renault.

Negócios e finanças

A maioria dos entrevistados (59%) se interessa em desenvolver seu próprio negócio e 41% tem o hábito de investir em sua renda. O investimento em criptomoeda pelo público geek é baixo se comparado ao investimento do público geral. Cerca de 6% dos geeks e 13% da população geral afirmou apostar na moeda digital. Aparecem, na pesquisa, os bancos Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander e as fintechs Nubank, PagSeguro, Trigg, Next e Neon.

“Estamos só no início da conversa de como as marcas podem se engajar na conversa com esse público. Hoje, temos na CCXP marcas do mercado de luxo, de moto, de bebidas alcoólicas, seguros e outras. Antigamente, tínhamos mais dificuldade para convencer e menos dados para provar que todas as marcas se encaixam com o público. O nosso desafio, hoje, é ilustrar para um número cada vez maior de marcas que essa ponte está cada vez menor e mais fácil de acontecer. Quando você apresenta um paper ou resultado de pesquisas, fica tudo meio jogado. Quando você traz as marcas para materializar a força desse público e o que as demais marcas estão fazendo, temos um cenário mais assertivo para trabalhar com as marcas e conseguimos incluir qualquer marca”, coloca Otavio.

**Crédito da imagem no topo: Hermes Rivera/Unsplash

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