O que a Turma da Mônica ensina sobre jornada do consumidor

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O que a Turma da Mônica ensina sobre jornada do consumidor

O ecossistema de 60 anos criado por Mauricio de Sousa se sustenta em princípios de crossmedia, consumercentric e desenvolvimento de novos negócios

Luiz Gustavo Pacete
4 de dezembro de 2019 - 10h33

 

Dá esquerda para a direita: o mediador Sidney Gusman, Marcos Saraiva, Monica Sousa e Bruno Honda (Crédito: Mari Caldas / Unlock CCXP)

Dos quadrinhos para o cinema, para as séries animadas, para as redes sociais. Por muitos anos, essa foi a lógica que imperou na Mauricio de Sousa Produções (MSP). Os quadrinhos representavam a mídia principal e determinavam o ritmo dos outros formatos. Essa dinâmica, no entanto, tornou-se absolutamente não linear. Os ingredientes de perenidade em relação a um ecossistema que se expandiu em dezenas de plataformas – de filmes a mangás – se equilibram entre acompanhar a jornada dos fãs e a evolução de novas plataformas.

De acordo com Mônica Sousa, Marcos Saraiva e Bruno Honda, todos da MSP, acompanhar a jornada é um conceito que define a expansão de um universo que conversa, de acordo com os próprios profissionais, com 200 milhões de brasileiros aproximadamente. “Hoje, um roteiro que surge para a série animada acaba indo para os quadrinhos, o que antes era o inverso, sempre tudo se originou dos quadrinhos, agora nasce de acordo com cada plataforma”, afirmou Mônica, diretora-executiva da MSP durante o Unlock CCXP, evento de conteúdo voltado a indústria do entretenimento.

A abordagem que, em muitos casos se parece óbvia, representa um grande desafio para empresas em processo de transformação digital cujo objetivo é acompanhar o consumidor onde quer que ele esteja. O consumercentric aqui, no caso da MSP, segundo Marcos Saraiva, produtor-executivo da MSP, se reflete não apenas em acompanhar a jornada, mas entender, respeitar e adaptar as linguagens para cada momento. “Temos que ter conteúdo adequado para a plataforma certa e de acordo com o perfil do fã que lá está”, afirmou.

 

Jeremias: os roteiros do personagem foram adaptados de acordo com o novo contexto atual sobre representatividade (Crédito: Reprodução)

Por fim, Bruno Honda, designer-chefe da MSP, destacou que após o desenho da jornada e o desenvolvimento de plataformas adotar processos e desenvolver métricas é o que dá sustentação para a estratégia. “O que começou de forma orgânica e espontânea, no caso da Turma da Mônica, hoje é feito de maneira planejada, organizado e baseado em métricas e a junção desses fatores faz com que consigamos expandir em termos de conteúdo e marca”.

A personagem Milena foi desenvolvida após a queixa das fãs que não se sentiam representadas pela Turma da Mônica (Crédito: Reprodução)

Honda reforçou que a sobrevivência da marca de forma saudável depende da geração de negócios em volume o que precisa estar baseado em uma estratégia de conversão. “É importante impactar o maior número possível de pessoas, mas sem conversão, esse impacto não faz sentido”, destacou. Durante o painel, foram apresentados novos teasers da série Astronauta Propulsão, série desenvolvida em parceria com HBO, prevista para 2020.

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