“O patrocínio no mundo do futebol mudou”

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“O patrocínio no mundo do futebol mudou”

Gustavo Oliveira, VP de marketing e comunicação do Flamengo, analisa a crise no esporte provocada pela pandemia de Covid-19

Fernando Murad
30 de abril de 2020 - 6h06

Gustavo Oliveira, vice-presidente de marketing e comunicação do Flamengo (crédito: divulgação/Alexandre Vidal)

Se antes empresas buscavam apenas visibilidade e realizavam patrocínios pontuais, hoje, querem aproximação e engajamento forte com o torcedor, ressalta Gustavo Oliveira, vice-presidente de marketing e comunicação do Flamengo desde janeiro de 2019.

Uma das estratégias adotadas pelo clube é o investimento nos canais digitais para transformá-los em uma plataforma de negócios para agências e anunciantes. O objetivo é consolidar novas fontes de receita para o Flamengo, que registrou receita recorde de R$ 939 milhões no ano passado. O executivo detalha, nesta entrevista – publicada na edição 1908, disponível na íntegra e gratuitamente na área do Acervo do portal –, a estratégia nas redes sociais, os planos para alcançar o público no exterior, analisa a crise no esporte provocada pela pandemia de Covid-19 e comenta as negociações do Flamengo com a Amazon.

CRISE NO ESPORTE
A pandemia mexeu com todos os mercados, não só o futebol. Estamos tendo o apoio e a parceria da grande maioria de nossos patrocinadores. Todos eles sabem da força da marca do Flamengo e que a pandemia, em algum momento, passará. As relações firmadas e continuadas num momento como o atual tendem a ser ainda mais fortes no futuro. Azeite Royal (que rescindiu o contrato com o clube) e Adidas (que atrasou uma parcela de pagamento ao clube), têm posições muito distintas. Com a Azeite Royal tínhamos um patrocínio muito pequeno, no calção, e a decisão da empresa não foi isolada. Na realidade, ela tinha presença muito mais forte nos demais clubes cariocas e decidiu sair de todos. Já em relação à Adidas, ainda estamos conversando sobre a nova data de pagamento. Temos certeza de que isto será resolvido logo, já que o Flamengo, além de ser o maior parceiro da Adidas Brasil, tem uma longa parceria de sucesso comercial com a empresa.

RELAÇÃO COM MARCAS
O patrocínio no mundo do futebol mudou. No passado, as empresas buscavam apenas a visibilidade da marca e realizavam patrocínios pontuais. Hoje, buscam a aproximação e um engajamento forte com o torcedor. Cada um destes momentos de crise só reforçam a necessidade dos clubes de se adaptarem a esta demanda do mercado, trabalhando mais na parceria com as empresas e envolvendo sua torcida com as patrocinadoras. Não basta mais simplesmente colocar a marca na camisa. O Flamengo tem isto muito claro em sua estratégia de marketing. Por sermos uma verdadeira nação, com 42 milhões de torcedores, temos uma enorme capacidade de entrega, tanto no que se refere à audiência da TV, como no alcance e no engajamento digital, e em vendas de produtos. Nossa tarefa tem sido maximizar isto de forma a trazer maior retorno ao Flamengo e aos nossos parceiros. Sem dúvida, a crise fará com que as empresas tenham ainda mais cuidado em fazer investimentos, mas para o Flamengo isso é positivo.

A íntegra desta reportagem está publicada na edição semanal de Meio & Mensagem, que até o fim de abril pode se acessada gratuitamente pelo plataforma Acervo, onde também está disponível a consulta a todas as edições anteriores que circularam nos 42 anos de história da publicação. Também está aberto a todo o público, gratuitamente, o acesso à versão digital das edições semanais de Meio & Mensagem, no aplicativo para tablets, disponível nos aparelhos com sistema iOS e Android.

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