Haaland, CEO da Abril: “Não descartamos retomar marcas históricas”

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Haaland, CEO da Abril: “Não descartamos retomar marcas históricas”

Presidente da Abril confirma que Placar, Vip e Viagem e Turismo devem permanecer somente em digital

Igor Ribeiro
16 de agosto de 2018 - 17h33

Mais três marcas da Abril deixam a plataforma impressa para seguir só no digital. São elas Placar, Vip e Viagem e Turismo. Ao contrário do que havia se previsto, Guia do Estudante permanece editando impressos quando necessário, já que sua periodicidade não é constante. Quem garante é o próprio presidente executivo do Grupo Abril, Marcos Haaland, em entrevista ao Meio & Mensagem.

 

Marcos Haaland, CEO do Grupo Abril (Crédito: Abril/ Divulgação)

“Não descartamos retomar marcas históricas em outro momento, em outros formatos. Temos dimensão da importância de títulos como Boa Forma e Casa Claudia, entre outros. Um dia, poderemos tê-los de volta”, diz o executivo. Mas tanto as marcas descontinuadas semana passada, tanto em print como digital, e as citadas acima, em digital, não devem ser resgatadas num curto prazo.

Segundo Haaland, o R$ 1,6 bilhão de dívida em renegociação durante o processo de recuperação judicial do grupo inclui os milhões em dívida trabalhista, que são prioridade. “Temos feito reuniões com todos e nossa prioridade é quitar o mais rapidamente possível com o grupo de funcionários”. Cerca de 700 pessoas foram desligadas da companhia na semana passada. A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do grupo, que tem dois meses para apresentar o plano de recuperação aos credores.

Das quatro principais unidades de negócio a comporem o grupo, somente a Total Express, empresa de logística da Abril, vai bem. Haaland conta que a empresa é rentável, tem crescimento de dois dígitos anualmente há vários ciclos, fez mais de R$ 300 milhões em receita e deve superar o valor neste ano. “Das nossas quatro maiores unidades de negócio, a Total será pouco afetada pela redução”, afirma o presidente. “A área de publicações, a gráfica e a Dinap perderam muito volume e, principalmente na distribuidora, temos de fazer um redesenho rápido, pois ela é fonte de um profundo déficit.”

Assim como a gráfica e a Total, a Dinap não é uma empresa que opera exclusivamente produtos da Abril, distribuindo também títulos e publicações de outras empresas. O grave problema de caixa na companhia reflete, portanto, o panorama de desafios que se impõe a todo o setor de revistas e impressos.

Atualizado às 18h51

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