“Bandersnatch abriu a porta para mais oportunidades”

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“Bandersnatch abriu a porta para mais oportunidades”

Carla Engelbrecht, diretora de inovação de produtos da plataforma de streaming, fala sobre narrativas interativas

Thaís Monteiro
21 de janeiro de 2019 - 6h00

Lançado no final de dezembro, Bandersnatch, o filme interativo da franquia Black Mirror, deu uma nova força para os experimentos interativos da Netflix. Foi a primeira vez que a plataforma explorou a narrativa interativa em conteúdo adulto. Antes disso, a empresa lançou Gato de Botas: Preso num Conto Épico e Buddy Thunderstruck: A Pilha do Talvez em 2017, ambos voltados ao público infantil.

Esse formato não é novo e a plataforma admite isso. O contexto do próprio filme traz os livros e jogos eletrônicos como as primeiras plataformas a usar a interatividade a seu favor. “Com o passar do tempo, os videogames se tornaram cada vez mais cinematográficos, e algumas das mesmas mecânicas no jogo podem ajudar a criar narrativas atraentes e envolventes”, conta Carla Engelbrecht, diretora de inovação de produtos da Netflix.

 

“O futuro de contar uma grande história tem muitas possibilidades e nós queremos aprender mais sobre como as pessoas engajam com isso”, diz Carla Engelbrecht (Crédito: Divulgação/Netflix)

A executiva trabalha com interatividade há dez anos em jogos e atividades educacionais para crianças. Em entrevista ao Meio & Mensagem, Carla adianta que a animação do público sobre o filme abre campo para mais conteúdo nesse formato.  Confira:

M&M – Essa não é a primeira vez que Netflix aposta em narrativas interativas. Em 2017 a empresa estreou as animações Gato de Botas: Preso num Conto Épico e Buddy Thunderstruck: A Pilha do Talvez. Por que decidiram apostar nesse tipo de formato?
Carla Engelbrecht – Estamos satisfeitos com o engajamento que tivemos para os títulos interativos e está claro para nós que existe apetite para participar, voltar e descobrir novas narrativas. Ainda estamos no início e temos muito para aprender, especialmente agora que estamos embarcando no campo adulto.

M&M – Qual é a diferença dessas para Black Mirror: Bandersnatch além do conteúdo, que é infantil?
Engelbrecht – É sobre encontrar a história e os parceiros certos. Black Mirror é baseada em novas e fascinantes tecnologias e as implicações dessas tecnologias. Junte isso com a mente brilhante de Charlie Brooker e você terá o combo perfeito.

M&M – As narrativas interativas começaram com livros e jogos, como o próprio Bandersnacth mostra. Em que estágio estão as narrativas interativas hoje?
Engelbrecht – Com o passar do tempo, os videogames se tornaram cada vez mais cinematográficos, e algumas das mesmas mecânicas no jogo podem ajudar a criar narrativas atraentes e envolventes. Narrativas de jogos e vídeo estão em duas extremidades de um amplo espectro de tipos de conteúdo, com muito espaço para explorar no meio.

M&M – Qual é a diferença entre esses dois formatos e um episódio ou filme? E qual é o futuro das narrativas interativas?
Engelbrecht – Vemos o entretenimento interativo como uma extensão da experiência que temos com livros e jogos. O futuro de contar uma grande história tem muitas possibilidades e nós queremos aprender mais sobre como as pessoas engajam com isso.

M&M – O que podemos esperar das experiências interativas da Netflix?
Engelbrecht – Nós estamos procurando boas histórias em muitos formatos. Estamos focados em achar as histórias certas e também os contadores certos de histórias que possam contar essas narrativas complexas de uma maneira convincente, e existe muito espaço para explorar nesta área em diferentes gêneros. Bandersnatch abriu a porta para mais oportunidades e estamos animados para o que ainda está por vir. Podem esperar novidades nessa área.

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