Após críticas, YouTube cria site para crianças

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Após críticas, YouTube cria site para crianças

Em carta aberta, CEO da plataforma lembrou de propósito aberto, mas reforçou ações para aumentar o rigor sobre a qualidade de conteúdo


29 de agosto de 2019 - 6h22

(Crédito: Dolgachov/iStock)

*Do AdvertisingAge

O YouTube anunciou um site para crianças depois que a plataforma foi criticada e investigada por mostrar vídeos impróprios para crianças. De acordo com comunicado divulgado pela companhia na quarta-feira, 28, o novo ambiente, uma versão online do aplicativo para dispositivos móveis YouTube Kids, será lançado no final desta semana.

Além disso, a companhia afirmou que tanto o site como o app Kids receberão novas categorias para diferentes idades: “Pré-escola” para crianças de 4 anos ou menos; “Younger” para idades de 5 a 7; e “Older” para as crianças até 12 anos. “Sabemos que um ótimo conteúdo para uma criança de 4 anos pode não ser um ótimo conteúdo para uma criança de 10 anos, e é por isso que queremos que os pais escolham o certo para seus filhos no YouTube Kids”, disse a empresa em nota no blog.

A plataforma de vídeos do Google tem sido criticada por permitir que vídeos impróprios, enganosos e às vezes violentos sejam divulgados em seu serviço. Durante anos, os executivos não conseguiram ou não se dispuseram a resolver o problema ao perseguirem metas agressivas de “engajamento” dos espectadoresOs vídeos segmentados para crianças têm sido particularmente problemáticos, em parte porque o YouTube não analisa manualmente todos os conteúdos e porque seu software não identifica facilmente qual conteúdo é adequado para os jovens espectadores.

Não por acaso, a CEO de YouTube, Susan Wojcicki, divulgou também nessa quarta-feira uma carta aberta com o título “Preservando a transparência através da responsabilidade”. Nela, lembra que o propósito de ser uma plataforma aberta à criatividade ainda é essencial e que acredita que uma diversidade de vozes e expressões é importante, mas também reforçou que é necessária uma “abordagem responsável no gerenciamento do que está na plataforma”.

Para isso, Susan lembrou que o YouTube investe significativamente nas equipes e sistemas de proteção, envolvendo o que chamam de quatro Rs: Remoção de conteúdo que viola as políticas da plataforma, o mais rápido possível, com destaque a pegadinhas, desafios, segurança infantil e discurso de ódio; Recomendação de fontes confiáveis quando se procura por notícias e informações; Redução da disseminação de conteúdo que está no limite de conformidade das políticas; e Recompensa a criadores mais qualificados, aumentando o rigor de distribuição de receita dentro do ecossistema da plataforma.

O escrutínio sobre o YouTube aumentou desde que a Federal Trade Commission (FTC), agência independente do governo dos Estados Unidos, passou a investigar se o YouTube violou a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Coppa). A agência chegou a um acordo com a plataforma, mas não divulgou os termos. Para satisfazer os reguladores, as autoridades do YouTube estão planejando acabar com os anúncios “segmentados” em vídeos que as crianças provavelmente assistirão.

A companhia alertou os pais de que ainda não consegue identificar todos os vídeos impróprios. “Nossos sistemas trabalham duro para excluir conteúdo não adequado para cada uma dessas categorias de idade, mas nem todos os vídeos foram revisados ​​manualmente”, disse a empresa em comunicado. “Se você encontrar algo inapropriado que perdemos, poderá bloqueá-lo ou sinalizá-lo para uma revisão rápida”, completa.

*Tradução: Amanda Schnaider

**Crédito da imagem no topo: Christian Wiediger/Unsplash

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