TV Cultura explora digital e investe no entretenimento

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TV Cultura explora digital e investe no entretenimento

Emissora anuncia programas sobre talentos, esportes, empreendedorismo e negociações com plataformas de streaming

Thaís Monteiro
30 de janeiro de 2020 - 19h12

Nesta quinta-feira, 30, a TV Cultura realizou um encontro com o mercado publicitário para apresentar sua nova programação e um novo pilar de marca. Realizado no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo, o evento contou com a presença do governador João Dória, do Secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, e de José Roberto Maluf, presidente da Fundação Padre Anchieta.

 

José Roberto Maluf destacou esforços da equipe para criar conteúdos acessíveis e digitais (Crédito: Divulgação/TV Cultura)

Este ano, a emissora pública apresenta 10 produções novas, que devem estrear ao longo de 2020. A grande novidade  é o investimento em programas de entretenimento, um novo pilar de marca que vai além dos já estabelecidos cultura, educação e informação. Nesse campo, a TV Cultura anunciou o show Talentos, uma competição apresentada por Jarbas Homem de Mello, que promete revelar talentos do teatro musical — o programa ocupará o horário nobre da emissora. Já na dramaturgia, José Roberto Maluf deu ênfase à série infantil O Menino do Caixote Azul.

Outro grande foco da TV Cultura é o esporte. De acordo com o presidente, a emissora passou  um período sem transmitir competições esportivas e tem se esforçado nesse sentido desde 2019, quando exibiu o Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino de Seleções e a Superliga de Vôlei. Para este ano, o novo programa Hora do Esporte visa dar espaço para as diversas modalidades para além do futebol.

Na área cultural, a emissora prepara o Influências Brasil, programa dedicado a falar sobre estilos de dança brasileiros com o coreógrafo Ismael Ivo; Periféricos, uma revista televisiva com linguagem jovem sobre a cultura do hip hop; e uma nova versão do programa Águias da Cidade em coprodução. O Águias da Cidade foi um reality show feito pela Mixer com o Discovery Channel que acompanhava o trabalho da patrulha aérea da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Também estão previstos documentários sobre o movimento modernista no Brasil, sobre o cinema brasileiro e sobre a família Matarazzo.

No jornalismo, a empresa estreia o Jornal da Tarde, para cobrir o horário do almoço, um jornal focado em ciência, que conta com a parceria de universidades pelo País e o Contraponto, programa em que João Marcelo Bôscoli se propõe a explorar visões distintas de um mesmo assunto. E em educação, a emissora estreia Mochileiro em Ação, em que um jovem busca descifrar o empreendedorismo em diferentes regiões do mundo e planeja um programa com o Sebrae sobre o mesmo tema mas com o olhar mais voltado ao Brasil.

Fora da linearidade televisiva, Maluf afirmou que a fundação está em negociação com três plataformas de streaming para distribuir seu conteúdo. O grupo também investe em tecnologias próprias: está projetando um site e aplicativo que abrigarão toda a produção dos canais de TV e rádios e lança, em março, o aplicativo da TV Rá Tim Bum.

Para além dos novos programas, a TV Cultura reestreia do Hashtag, programa de Marcelo Tas; promete uma repaginação no Agrocultura com uma maior atenção para o proprietário de agronegócios e trabalhadores do campo e proposta multimídia; e a continuidade do Festival de Música Brasileira, o Prelúdio e o Festival de Campos do Jordão na programação.

Transformação cultural

O discurso de Sérgio Sá Leitão e de João Dória exaltaram o trabalho de Maluf na reestruturação das propriedades da Fundação Padre Anchieta. O presidente da Fundação Padre Anchieta destacou que montou uma equipe composta apenas por profissionais que já tivessem tido experiência em emissoras de televisão ou rádio e destacou os esforços do grupo para ganhar alcance ao voltar a trabalhar com antenas parabólicas, no esporte, em criar conteúdo acessível e investir no digital como em podcasts e transmissões ao vivo. “O mundo evoluiu e ficou tecnológico e digital, mas não sem o talento humano. É por isso que a TV cultura tem apresentado crescimento expressivo”, declarou Dória.

O secretário iniciou o encontro assegurando que o governo colocou a TV Cultura como um ponto importante de atuação no ambiente da cultura e da educação e, por isso, traçou um projeto de renovação e ampliação da emissora. “Queremos o apoio da iniciativa privada e das empresas para que a TV Cultura possa oferecer um conteúdo de maior qualidade e alcançar um público maior”, afirmou.

“Damos boas vindas ao investimento privado. Todas as televisões educativas modernas, como a PBS e a BBC, têm anunciantes. Não há nenhum impedimento, nada que mutile ou modifique  ou prejudique o conteúdo por termos breaks anunciantes. Vamos estimular para que anunciem, patrocinem e apoiem a TV Cultura não apenas pelo o gesto ou por ter ou não o benefício fiscal, mas pelos valores que a emissora representa inclusive isonomia. Eu estou no governo mas a minha mente e a minha alma felizmente permanecem na iniciativa privada. E nós, do Palácio dos Bandeirantes, vamos recomendar anunciar, apoiar e prestigiar a rádio e TV Cultura de São Paulo e do Brasil”, disse Dória.

 

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