São Paulo cancela Carnaval de rua e mantém desfiles no Anhembi

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São Paulo cancela Carnaval de rua e mantém desfiles no Anhembi

Capital paulista segue as decisões já tomadas por cidades como Salvador, Rio de Janeiro e Olinda; festas e eventos fechados terão de exigir comprovante de vacinação

Bárbara Sacchitiello
6 de janeiro de 2022 - 12h02

Desfile do bloco Tarado Ni Você, em 2020 (Crédito: Victor Moriyama/Getty Images)

Atualizada às 14h02

Assim como fizeram Rio de Janeiro, Salvador, Olinda e outras cidades brasileiras, São Paulo também decidiu cancelar o Carnaval de rua, pelo segundo ano consecutivo, em virtude do aumento dos casos de Covid-19 e de influenza. A decisão da prefeitura da cidade foi anunciada nesta segunda-feira, 6.

A administração municipal decidiu manter os desfiles das escolhas de samba no Anhembi e deverá discutir, junto à Liga das Escolas de Samba, os protocolos de segurança para os participantes do evento.

O cancelamento dos desfiles dos blocos de rua se deve à percepção de que, pela grande quantidade de pessoas que os desfiles envolvem, seria impossível tomar medidas sanitárias como fiscalizar os comprovantes de vacinação. Ao todo, 58 cidades do Estado de São Paulo desistiram de promover festas de rua no Carnaval.

A secretaria de saúde da cidade de São Paulo declarou que não estão proibidos os bailes e eventos fechados de Carnaval, desde que seja exigido o comprovante de vacinação de todos os participantes, independente da quantidade de pessoas reunidas em cada local.

Antes mesmo da decisão da Prefeitura, algumas entidades que representam blocos carnavalescos da cidade haviam manifestado que não sairiam às ruas neste ano. O Fórum de Blocos de Carnaval de Rua de São Paulo, a União Blocos de Carnaval do Estado de São Paulo e a Comissão Feminina do Carnaval de São Paulo (que juntos, representam 250 blocos carnavalescos), anunciaram nessa quarta-feira, 5, que não participariam do Carnaval por razões de “insegurança sanitária, falta de consenso entre as três esferas políticas e não inclusão dos blocos e coletivos nas tratativas da organização”, de acordo com informações da Folha de S.Paulo.

Ampro defende mecanismos de controle
A Ampro, associação brasileira de marketing promocional e live marketing diz que o aumento de casos preocupa, mas acredita que os governos estão sabendo lidar com a prevenção e que, por isso, a tendência deve ser a manutenção de eventos que permitam um controle de acesso.

“O Carnaval de rua pelas suas características especiais, não deve servir de parâmetro. São atividades de dificuldade de controle. A manutenção do desfile no Rio mostra que, havendo possibilidade controle de acesso e observação de protocolos, é possivel manter as atividades acontecendo, mesmo aquelas que envolvam grande público”, diz Alexis Pagliarini, presidente executivo da Ampro. O executivo, que está em Madrid, capital da Espanha, neste início de ano, deu o exemplo de como o local conseguiu manter a realização da tradicional Parada do Dia de Reyes. “A única mudança foi estabelecer bolsões de acesso controlado ao público, não permitindo a aglomeração junto aos carros alegóricos, como usualmente acontecia. Imagino que essa é a tendência. Manter as atividades, mas estabelecer mecanismos de controle.

Pagliarini diz, ainda, que a Ampro considera possível a realização de eventos de Carnaval e de outras temáticas, desde que seja possível estabelecer controles de acesso e garantir respeito aos protocolos de prevenção ao vírus.

 

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