Futuro do streaming e dos agregadores de conteúdo

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Futuro do streaming e dos agregadores de conteúdo

É possível utilizar a tecnologia para capturar as necessidades do usuário e entender o seu ciclo de consumo e, desta forma, oferecer algo que lhe seja sempre interessante


2 de julho de 2021 - 15h17

(Crédito: Simpson33/ iStock)

A todo instante surge um novo produto, um novo app de um grande estúdio, é muita oferta para um público que talvez não esteja disposto a voltar a ter uma enormidade de opções sem utilizá-la, por isso que o churn (rotatividade de clientes) em plataformas de streaming é tão mais alto, muitas vezes chega a permanecer na casa dos 30% ao mês em algumas plataformas de streaming. O usuário contrata um serviço e quando percebe que já viu a série ou nova temporada que queria troca de serviço, por outra opção.

Isso acontece muito devido à facilidade de contratação e cancelamento destes serviços, mas não só isso, também por uma falta de disposição das pessoas em ter 10 ou 20 assinaturas diferentes para serviços. Além do custo que isso gera, também ficar administrando todas essas funções é muito desagradável.

Porém, existe uma alternativa, é possível utilizar a tecnologia para capturar as necessidades do usuário e entender o seu ciclo de consumo e, desta forma, oferecer algo que lhe seja sempre interessante. Como fazer isso? É aqui é que entram os agregadores de conteúdo, plataformas que servem para dar uma única experiência ao usuário, com várias alternativas de conteúdo e empacotamentos de conteúdos relevantes e com cobrança centralizada.

Tudo num único lugar! Esse é o sonho das pessoas, ter todos os filmes, séries, programas e shows que ela gosta num mesmo ambiente. A experiência do usuário é algo de extrema importância.

Vale lembrar que, como temos um ecossistema muito heterogêneo, o usuário ainda hoje acaba encontrando dificuldade toda vez que troca um dos equipamentos que está utilizando para consumir determinado conteúdo. Já se tornou comum o comportamento onde as pessoas começam a assistir um determinado conteúdo no celular, enquanto estão no Uber a caminho de casa, e ao chegarem querem continuar do ponto onde pararam, porém agora na TV ou no computador.

O desafio para quem oferta vídeo sob demanda é o de conseguir manter a mesma experiência, especialmente para aparelhos de TV de diferentes marcas, comuns hoje em várias casas que têm mais de um equipamento. A experiência muda e a dificuldade é vista como uma deficiência da plataforma.

Nos dias de hoje, esse é o maior desafio das plataformas de streaming, conseguir trazer uma experiência única e fácil para que o acesso à seus conteúdos, que seja ao mesmo tempo agradável em diferentes equipamentos, que seja financeiramente acessível a todos e de fácil usabilidade, afinal a maioria das pessoas não é experts em tecnologia.

Nesse contexto é que os agregadores têm uma vantagem e tanto! A partir de um único lugar, os agregadores de conteúdo podem fornecer muito mais para o cliente final com preços mais competitivos. Já temos hoje plataformas que oferecem serviços de vídeo sob demanda (VOD), canais lineares (TV aberta) e marketplace para agregar cada dia mais conteúdos aos consumidores.

O futuro do streaming passa pela experiência do usuário. Não basta ter o melhor filme ou série em um streaming se a experiência do cliente em equipamentos diversos não for a mesma e de alta qualidade. Não basta ter uma série incrível para manter o cliente, pois uma hora ela deixará de existir. O que fará o cliente permanecer no streaming é a diversidade de conteúdo somada à experiência. Para conseguir captar o maior número de usuários, será necessário surpreender o consumidor com a melhor experiência possível. Se content is king, distribution is the queen. Sem o par completo, nenhum streaming ou agregador reinará.

**Crédito da imagem no topo: Tech Daily/Unsplash

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