Multiview e compras no app: as novidades do YouTube em 2026
CEO da plataforma, Neal Mohan divulga as principais áreas de atenção da companhia para o ano

Neal Mohan, CEO do YouTube, apontou as principais diretrizes da companhia em carta anual (Crédito: Reprodução)
O CEO do YouTube, Neal Mohan, divulgou nessa quarta-feira, 21, sua carta anual direcionada a comunidade de creators e de usuários da plataforma, antecipando algumas novidades de recursos e estratégias que a rede adotará neste ano.
No geral, o executivo dá continuidade à pretensão já sinalizada pela plataforma do Google, de se posicionar como a nova TV, sobretudo entre os mais jovens, o avanço na utilização da IA para melhor distribuir e amplificar o conteúdo e a transformação do YouTube Shop em uma plataforma de compras sem atritos.
“Ao entrarmos em 2026, as fronteiras entre criatividade e tecnologia estão se tornando cada vez mais tênues, dando início a uma nova era de inovação. Esse ponto de inflexão exige apostas ambiciosas”, iniciou Mohan, listando, em seguida, os tópicos sobre os quais a plataforma direcionará mais esforços em 2026. Veja:
1: Reinventar o entretenimento: os criadores são as novas estrelas e os estúdios
Nesse tópico, o CEO do YouTube destaca a importância dos criadores de conteúdo para seu ecossistema, pontuando que eles já são os protagonistas das produções digitais, em alguns casos com estúdios e estrutura grandiosos.
A rede social mantém a premissa de seguir oferecendo espaço para conteúdo de todos os tamanhos, mas o CEO fez menção direta ao Shorts, que ganhará formato de publicação com imagens e outros recursos em 2026. Segundo o YouTube, o Shorts já conta com 200 bilhões de visualizações diárias.
Na proposta de ocupar o lugar da “TV” nas salas de novas gerações, a plataforma promete lançar, nos Estados Unidos, o multiview customizável, recurso que permite que o usuário assista a diferentes vídeos simultaneamente. O CEO não declarou quando esse recurso deve ser estendido a outros países.
Ainda nos Estados Unidos, o YouTube deve ganhar 10 planos diferentes de assinatura, que abrangem esportes, entretenimento e outros gêneros.
2- Construir o melhor lugar para crianças e adolescentes
Em relação às novidades no âmbito de segurança da plataforma, sobretudo para crianças e adolescentes, o CEO do YouTube destacou que, na semana passada, passou a disponibilizar novas ferramentas para simplificar o controle parental.
Para os usuários, em breve, será possível verificar quanto tempo as crianças passam navegando nos Shorts. “Tudo isso visa capacitar os pais a proteger seus filhos no mundo digital, e não do mundo digital”, destacou o executivo.
3- Impulsionar a economia dos criadores
A plataforma pontuou que, em 2024, o ecossistema do YouTube contribuiu com US$ 55 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, sustentando mais de 490 mil empregos.
Para 2026, a plataforma promete seguir com as frentes de monetização por assinaturas, financiamento coletivo e parcerias com marcas.
Sob esse último aspecto, a plataforma destaca a intenção de se tornar um destino de compras de “primeira linha”, partindo da grande confiança que os usuários têm em relação às indicações feitas por criadores de conteúdo.
Ainda segundo a empresa, mais de 500 mil criadores de conteúdo já fazem parte do YouTube Shopping, que deve direcionar as estratégias em 2026 para propiciar compras sem atritos. A ideia do YouTube é permitir que as pessoas possam comprar itens mostrados pelos influenciadores nos próprios vídeos, sem sair do app da plataforma.
4- Potencializar e proteger a criatividade
O líder do YouTube falou sobre o papel que a inteligência artificial já tem e terá ainda mais em toda a sua estrutura e aponta que sua atuação nessa área se dará em quatro frentes.
A primeira é o investimento na criação em ferramentas de IA que possam ser usadas pelo creators para incrementar seu conteúdo, ajudando, por exemplo, a criar imagens e trilhas. A segunda diz respeito ao trabalho de identificar e sinalizar todo o conteúdo criado por IA, de acordo com suas diretrizes de comunidade. A plataforma se compromete a apoiar a integridade criativa, apoiando legislações sobre o tema, como a NO Fakes Act, dos Estados Unidos.
O YouTube também promete aprimorar seus sistemas para ajudar a coibir conteúdo de Inteligência Artificial de baixa qualidade, da mesma forma com que já combate, por exemplo, spams e clickbait. A ideia da plataforma, contudo, é seguir com esse controle sem tolher a expressão criativa.
E, por fim, a plataforma diz que a ideia é utilizar a IA para qualificar as experiências do usuário, citando, por exemplo, a ferramenta que permite dublagem automática para diferentes idiomas e as perguntas que já podem ser feitas para fornecer mais informações sobre o conteúdo de vídeos.
“Frequentemente me perguntam quem será o criador de conteúdo mais importante do YouTube daqui a cinco ou dez anos. Minha resposta é sempre a mesma: é alguém de quem você nunca ouviu falar e que está começando seu canal hoje. E é isso que me motiva a continuar construindo as bases para essa geração e as que ainda virão”, encerrou o CEO do YouTube, no texto.
Veja o vídeo que resume o comunicado do CEO da plataforma:

