Super Bowl 2026: quanto custa anunciar no intervalo?
NBCU esgota inventário para o Super Bowl 2026 com antecedência após forte demanda das marcas

O Super Bowl consolida-se como o espaço mais valorizado da TV global, atraindo investimentos recordes a cada edição (Créditos: Shutterstock AI)
Com a aproximação do Super Bowl LX, que acontecerá no próximo dia 8 de fevereiro, o mercado publicitário global volta seus olhos para a NBCUniversal, detentora dos direitos de transmissão desta edição nos Estados Unidos.
O movimento de negociações, iniciado ainda em março de 2025, revela um cenário de valorização contínua e estratégias agressivas de vendas casadas para garantir espaço no evento de maior audiência da TV norte-americana.
No início das rodadas de negociação, o preço base para uma inserção de 30 segundos girava em torno de US$ 7 milhões. Contudo, a alta demanda elevou o patamar das negociações. Atualmente, fontes do mercado, questionadas pelo AdAge, indicam que a rede pediu cerca de US$ 9 milhões por uma cota nacional de 30 segundos.
Além do valor nominal, a NBCU tem condicionado a venda a pacotes de investimento cross-plataforma. Segundo Michael Magnusson, CEO da Pinnacle Advertising, a rede passou a exigir um “match” de investimento: para garantir os US$ 9 milhões no Super Bowl, a marca deve comprometer outros US$ 9 milhões em inventário para as Olimpíadas de Inverno de 2026. Esse modelo eleva o compromisso inicial de novos anunciantes para a casa dos US$ 18 milhões.
A evolução dos custos nos últimos anos
Para compreender o salto nos valores de 2026, é necessário observar a trajetória de preços da última meia década. O custo do comercial de 30 segundos na partida final da NFL manteve uma curva ascendente acentuada. Confira a evolução dos preços médios:
- 2020: US$ 5,6 milhões
- 2021: US$ 5,5 milhões
- 2022: US$ 6,5 milhões
- 2023: US$ 7,0 milhões
- 2024: US$ 7,0 milhões
- 2025: US$ 7,0 – 7,5 milhões
- 2026: US$ 9,0 milhões
Na prática, o valor atual representa um custo aproximado de US$ 300 mil por segundo de exposição. Apesar das cifras vultosas, a escassez de inventário ditou o ritmo: todos os espaços para 2026 foram esgotados em setembro de 2025, meses antes da final.
O desempenho da Fox em 2025 e o rodízio das emissoras
A variação de preços e a estratégia de vendas também são influenciadas pelo sistema de rodízio da NFL, que alterna a transmissão da final entre as quatro grandes redes dos EUA: CBS, Fox, NBC e ABC/ESPN. Em 2025, a responsabilidade coube à Fox, que capitalizou sobre a demanda sem precedentes.
A emissora reportou ter gerado aproximadamente US$ 800 milhões em receita publicitária com a transmissão do Super Bowl LIX. Na ocasião, a rede conseguiu comercializar cotas específicas por até US$ 8 milhões, contando com anunciantes de peso como PepsiCo, Anheuser-Busch InBev, Instacart, Stellantis e Unilever.
Para 2026, a NBCUniversal já sinaliza que os setores de bens de consumo (CPG), entretenimento, finanças e bebidas alcoólicas lideram os investimentos. A rede também registrou um crescimento de 20% no investimento digital em torno do evento e confirmou que 90% de todo o seu inventário da temporada regular da NFL já está vendido, para além do Super Bowl.