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TikTok lança recurso de gerenciamento de tempo na plataforma

Usuários poderão definir limites diários de tempo de tela, controlar o tempo de cada sessão na plataforma e programar avisos para lembrar de fazer pausas


9 de junho de 2022 - 16h32

Com o objetivo de fazer com que seus usuários desenvolvam hábitos digitais mais positivos, o TikTok anunciou nesta quinta-feira, 9, um novo recurso que pretende ajudar as pessoas a gerenciar o tempo que passam no aplicativo.

Agora, os usuários poderão definir limites diários de tempo de tela, controlar o tempo de cada sessão na plataforma e programar avisos para lembrar de fazer uma pausa após uma determinada quantidade de tempo ininterrupto.

“Ter uma relação positiva com dispositivos e aplicativos digitais não se trata apenas de administrar um tempo de tela saudável, mas também em fazer com que as pessoas estejam no controle de suas experiências online e garantir que o tempo conectado contribua positivamente para uma sensação de bem-estar”, disse a empresa, em nota.

 

TikTok cria painel de tempo de tela no app (crédito: divulgação/TikTok)

O app também passará a contar com um painel de tempo de tela que contará com resumos de tempo diário no aplicativo, o número de vezes em que o app foi acessado e uma discriminação do uso diurno e noturno. Há ainda a opção de receber notificações semanais para revisar o painel de controle. Até então, o TikTok oferecia controles de tela que expiravam após um limite diário.

Além disso, TikTok disponibilizou um novo guia em sua Central de Segurança sobre como refletir sobre bem-estar digital com a família e amigos, visando incentivar a sua comunidade a refletir sobre o tempo gasto online, seja no TikTok ou em qualquer outra plataforma.

Por fim, usuários entre 13 e 17 anos começarão a receber avisos de bem-estar digital quando estiverem no aplicativo por mais de 100 minutos em um único dia, lembrando-os da ferramenta de limite de tempo da tela.

Contexto

Tanto o TikTok quanto as demais redes sociais ultimamente vêm sendo alvo de debates e até mesmo de críticas a respeito do impacto que estariam causando no comportamento dos usuários, principalmente dos mais jovens.

Um estudo publicado recentemente na revista científica NeuroImage, realizado por pesquisadores da Universidade Zhejiang, na China, revelou, por exemplo, porque o público-alvo do TikTok, formado majoritariamente por jovens, passa horas e horas no aplicativo. A pesquisa detectou que áreas do cérebro ligadas ao sistema de prazer e recompensa são ativadas pelos vídeos da plataforma, produzindo uma forma rápida de satisfação no organismo.

O experimento envolveu exames de ressonância magnética cerebral em 30 alunos, de 19 a 30 anos, da universidade e usuários da plataforma, enquanto assistiam a dois tipos de vídeos: aqueles personalizados pelo algoritmo do TikTok e os genéricos, que são exibidos aos novos usuários da plataforma, que ainda não têm suas preferências percebidas pelo algoritmo do aplicativo. O estudo mostrou que quase metade desses alunos (46%) assiste a mais de uma hora de vídeos curtos por dia no TikTok e que quase todos (93%) preferem os vídeos personalizados aos genéricos.

Dessa forma, o estudo comprova a eficácia do algoritmo do TikTok em ativar essas áreas do cérebro responsáveis por intensificar a vontade de continuar navegando pela plataforma por horas e horas. A grande problemática disso é que quanto mais o cérebro recebe dopamina, mais ele quer. Segundo a psicóloga do Laboratório de Estudos de Psicologia e Tecnologias da Informação e Comunicação da PUC-SP, Andrea Jotta, essa captação de desejo não acontece somente no TikTok, só está ficando mais evidente na rede social. “Quando vemos a pesquisa subentende-se que os vídeos curtos é que fazem o vício acontecer. Não, na verdade, o que acontece é uma pré-preparação desses algoritmos para que isso aconteça”, explica.

Justamente de olho nessa pré-preparação dos algoritmos que, em fevereiro deste ano, as senadoras norte-americanas Amy Klobuchar e Cynthia Lummis apresentaram um projeto de lei destinado a abordar o vício em plataformas de mídias sociais. O projeto visava reduzir o “dano amplificação algorítmica e do vício em mídia social em plataformas cobertas”, com o objetivo de proteger os usuários mais jovens.

“Acredito que chegamos num ponto que precisamos de alguma forma como sociedade, seja por iniciativa do governo, das empresas, das big techs, precisamos nos organizar em relação a isso, porque não dá para ignorarmos o quanto isso faz mal para todo mundo, fora essas questões de ansiedade, de profundidade de informação”, enfatiza João Vicente, managing director da Sapient AG2, agência do Publicis Groupe.

 

 

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