Campanhas educacionais mudam comportamentos

Buscar

Campanhas educacionais mudam comportamentos

Buscar
Publicidade

Opinião

Campanhas educacionais mudam comportamentos

As empresas têm não apenas a oportunidade, mas como a responsabilidade de ocupar determinados territórios


7 de março de 2024 - 15h23

Inspiradas na campanha “Se Beber, Não Dirija” de 1996, criação da Associação Brasileira de Bebidas, a Heineken e a Sem Parar se uniram no ano passado para oferecer aos clientes que optassem por comprar cerveja sem álcool a possibilidade de ganhar tags Sem Parar com R$ 1 mil em créditos. A marca de cerveja levanta com frequência a bandeira da moderação ou do consumo zero de álcool em suas campanhas – algumas delas, premiadas em festivais internacionais.

Parece contraditório, mas com o avanço da tecnologia, das redes sociais e do alto consumo de informação que temos à disposição atualmente, a maneira que o público se relaciona com as marcas mudou, o que tem exigido das empresas novas estratégias para se comunicarem.

Temos não somente oportunidades para ocupar territórios, mas também uma enorme responsabilidade. De acordo com o Edelman Trust Barometer de 2023, no Brasil, 64% das pessoas acreditam nas empresas e ONGs, frente a 40% que dizem acreditar no governo. Estamos em um país onde a principal fonte de confiança da população vem do setor privado.

O surgimento de outras tecnologias digitais, como inteligência artificial, big data e realidade virtual, passou a nortear o marketing por meio de dados, que trazem estratégias mais ágeis e preditivas. As ações são mapeadas e direcionadas para que a informação correta chegue até as pessoas, seja por canais digitais ou no off-line.

Outra ação recente que chamou atenção foi o lançamento da fragrância Extinto, de O Boticário. A iniciativa reproduziu o aroma original da Baía de Guanabara para gerar conscientização e reforçar a necessidade de medidas voltadas para a conservação ambiental. O projeto, que é um chamamento para que os consumidores façam sua parte no descarte correto de lixo, gerou um desconforto no mercado, colocando luz neste tema que é tão urgente.

É papel das empresas garantir que seu posicionamento e responsabilidade social estejam alinhados à busca por engajamento e destaque no mercado. Diante de tal cenário, fica evidente que as ações publicitárias podem ser – e são – catalisadoras de conscientização em massa, trazendo temas fundamentais para a sociedade.

No nosso caso, adotamos como missão educar e conscientizar nossos usuários sobre segurança no ambiente digital. Vivemos em um dos países que mais sofre com as fraudes cibernéticas. De acordo com pesquisa da AllowMe, em 2023, mais de 80 mil pessoas foram vítimas de ataques no ambiente online.

Recentemente, iniciamos um movimento para endereçar uma das maiores questões que as fintechs e instituições financeiras têm enfrentado: os golpes baseados em engenharia social – termo usado para definir fraudes que têm como principal alvo a vulnerabilidade do próprio usuário. Lançamos a campanha “Defesa Digital”, que promove aulas para ensinar o consumidor a identificar alguns dos principais golpes e aprender a evitá-los.

Feita por meio dos canais de comunicação online, a ação tem como embaixador o professor e judoca Flávio Canto. O campeão usa metáforas do judô, modalidade que lhe rendeu uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas, para facilitar o entendimento dos usuários e criar conexão com a audiência. A ideia principal é aplicar o conceito de defesa pessoal para os ambientes digitais.

A iniciativa foi desenvolvida em conjunto com o time de risco da empresa, que traz insights importantes sobre como a conscientização coletiva é parte essencial do processo para manter a segurança de dados sensíveis dos usuários. Nossa meta é colocar esforço intencional na campanha, para trazer mudanças reais.

A arte (e responsabilidade) de comunicar é capaz de transformar a maneira que as pessoas vêem o mundo, como se comportam e como interagem, e é por isso que nos comprometemos a seguir assim: juntos e conectados com nossos valores para contribuir para um ecossistema mais consciente e livre dos riscos digitais.

Publicidade

Compartilhe

Veja também

  • A fronteira do raciocínio

    Com tanto dinheiro na busca por cognição próxima à humana, a inteligência artificial irá além de pescar dados do passado para oferecer uma nova colcha de retalhos? O planejamento e a criação de algo original serão possíveis?

  • Entretenimento de respeito

    A Grande Entrevista desembaça a vidraça do telhado de quem lida com reputação