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Fred Trajano analisa varejo em 2026 e ciclo do ecossistema

CEO do Magalu avalia o cenário econômico, as oportunidades para o setor e os planos da companhia neste ano

i 21 de janeiro de 2026 - 6h00

O ano de 2026 promete ser agitado para o varejo. Em pouco mais de 140 dias, o mundo começa a acompanhar a maior Copa do Mundo da história. Ao todo, 48 seleções disputarão o torneio que terá um total de 104 jogos, 40 partidas a mais que a edição anterior. Além disso, a proximidade com os países-sede (Estados Unidos, Canadá e México) beneficia a dinâmica de transmissão para a audiência brasileira.

Fred Trajano

Fred Trajano: “Assim como a Galeria é a materialização física do ecossistema Magalu, o WhatsApp da Lu vai ser a materialização digital” (Crédito: Divulgação)

Mas, para além da Copa do Mundo – historicamente, benéfica para o varejo -, mais de 155 milhões de brasileiros irão às urnas neste ano para escolher deputados, senadores e o novo presidente do País.

Apesar das incertezas e da disputa pela atenção, Frederico Trajano, CEO do Magalu, enxerga o cenário como positivo para o varejo. “Vamos ter quase R$ 25 bilhões, R$ 30 bilhões que serão injetados na economia, por conta das 13 milhões de famílias que não vão mais pagar imposto de renda. É muito relevante. É o dinheiro que necessariamente vai para consumo ou para quitação de dívidas e de empréstimos”, aponta.

Aprovada pelo Congresso em novembro do ano passado, a mudança na regra do imposto de renda entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano e prevê isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

“Em contrapartida, a queda da taxa de juros vai acontecer de maneira mais lenta do que gostaríamos. Gostaria que não fosse essa a realidade, mas é o cenário base de praticamente todos os economistas. Uma queda muito lenta, mas é uma queda, o que temos que comemorar”, analisa Trajano.

A Copa do Mundo também seria uma vantagem, especialmente, para a categoria de bens duráveis. “Este ano tem muitos elementos que vão aquecer a demanda e fazer o consumo continuar forte”, aposta o CEO do Magalu.

O ciclo do ecossistema

Trajano descreve os últimos cinco anos do Magalu como o ciclo do ecossistema. Nesse período, a empresa fez aquisições, como a da Época Cosméticos, do KaBum! e Netshoes e criou operações próprias que vão da logística aos serviços de nuvem.

A ambição mais recente foi materializar esse ecossistema para o consumidor. No mundo físico, isso se deu com a inauguração da Galeria Magalu, no Conjunto Nacional, que une todas as marcas do grupo. Já no digital a aposta é no Whatsapp da Lu, um chat conversacional que promete guiar toda a jornada de compra com inteligência artificial.

“Estamos conseguindo ter muito mais entendimento do consumidor, do que é o ecossistema Magalu. Ele entra na Época Cosméticos e acaba comprando no Magalu e vice-versa. Foi assim que nós prevíamos que seria a solução do ecossistema. Precisamos da materialização física para acontecer. E a mesma coisa no WhatsApp da Lu. Assim como a Galeria é a materialização física do ecossistema Magalu, o WhatsApp da Lu vai ser a materialização digital”, resume o CEO sobre a estratégia.