Os profissionais de comunicação de 2015

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Os profissionais de comunicação de 2015

Confira os dez destaques do ano no setor de agências e produtoras no Brasil, listados em ordem alfabética

Alexandre Zaghi Lemos
21 de dezembro de 2015 - 10h00

Abel Reis
CEO no Brasil da Dentsu Aegis Network (DAN), desde junho do ano passado, Abel Reis se consolidou em 2015 como um dos principais líderes do mercado publicitário brasileiro — e, por este motivo, foi indicado ao prêmio Caboré na categoria Empresário ou Dirigente da Indústria da Comunicação. Após as aquisições no ano passado da NBS, na ocasião a maior agência controlada por brasileiros, e da OOH Plus, especializada em venda de mídia out-of-home, transformada em escritório nacional da rede Posterscope, a DAN manteve seus planos de expansão no País, apesar do momento ruim da economia nacional. Em julho, comprou a agência de marketing digital Redirect, de Curitiba, e, em outubro, a Pontomobi. “Temos planos de seguir nosso programa de aquisições porque acreditamos que o Brasil é uma fronteira importante para o conglomerado no longo prazo. Acreditamos no País para além da crise econômica e política do momento”, disse Abel. Ele foi um dos fundadores, em 1999, da AgênciaClick, comprada pela Isobar em 2007. Também fundou a MidiaClick, especializada em mídia de performance, vendida para a mesma multinacional em 2009 e transformada em iProspect. Além das já citadas, a DAN controla no Brasil a Dentsu, a McGarryBowen, a Lov, a Amnet, a Copernicus, e a MKTG.

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David Laloum
Depois de passar em seu país de origem por Wunderman, Orange Art e TBWA Paris, e também pela Wunderman de Nova York, o francês David Laloum chegou ao Brasil em 2006 em meio a uma das maiores crises do escritório local da Y&R. Desentendimento entre Roberto Justus e Silvio Matos na sociedade do Grupo Newcomm terminou com uma debandada de diretores da Y&R para a Grey. Laloum ficou na Y&R como diretor de planejamento, tendo subido à vice-presidência da área em 2010. No final de 2011, tornou-se o número 2 na hierarquia da agência, passando a responder como chief operating officer (COO) ao presidente Marcos Quintela. Desde então, configurou-se uma linha de sucessão que se movimentou neste final de 2015. A partir de janeiro, Laloum assume oficialmente como CEO da Y&R e Quintela passa a CEO do Grupo Newcomm, posto atualmente ocupado por Roberto Justus, que responderá como chairman da holding após vender a maioria das ações que tinha para o controlador WPP e assinar contrato de permanência até 2020. O ano de 2015 é o 13o de liderança no ranking nacional de agências pela Y&R (a agência assumiu a posição em 2003, ainda quando se chamava NewcommBates, antes da fusão com a Y&R, que ocorreu em janeiro de 2004).

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Eduardo Simon
Até então sócio e vice-presidente de atendimento da Taterka, Eduardo Simon foi personagem central de um dos fatos mais emblemáticos do mercado publicitário brasileiro em 2015: a fusão da agência com a icônica DPZ. Escolhido pelo Publicis Groupe, dono de ambas, para ser o CEO da nova operação, Simon levou consigo o retrospecto de atendimento a grandes contas importantes regionalmente na América Latina, como McDonald’s e Natura. “As duas agências estão habituadas com marcas líderes em seus mercados e relações duradouras. O Itaú está na DPZ desde 1972. O McDonald’s é atendido pela Taterka desde 1993, e a Natura há mais de dez anos”, salientou Simon. Uma de suas prioridades nesses primeiros meses como CEO é tornar a inteligência digital um elemento presente em todas as áreas da DPZ&T. Para auxiliá-lo nesse processo, Simon criou a diretoria de projetos e inovação e contratou Marcos Yamamura (ex-Rapp) para ocupá-la. “É uma mudança sintomática dessa nova fase da agência. O digital já é algo integrado a todo nosso processo de trabalho e, agora, sentimos que era importante dar mais um passo para consolidar esse modelo”, frisa.

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Fernando Musa
Indicado ao prêmio Caboré na categoria Empresário ou Dirigente da Indústria da Comunicação, Fernando Musa é CEO da Ogilvy & Mather desde 2011 — ano em que também foi incluído na lista de destaques do ano de Meio & Mensagem. Considerando os últimos seis anos, de 2010 a 2015, a agência é a brasileira mais premiada no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. Soma nada menos que 103 troféus, incluindo dois Grand Prix. “Para os negócios, o Brasil sempre foi importante e representativo para a rede. Mas com os prêmios passamos a ter uma relevância muito maior. Em 2009, a Ogilvy Brasil estava no 48º lugar no ranking interno da rede que lista os escritórios mais premiados do mundo. A partir de 2010, entramos no top 10. E desde 2012 estamos entre os três primeiros. Nos últimos cinco anos, não houve uma única campanha global em que alguém do Brasil não estivesse envolvido de maneira central”, frisa. Musa lidera uma estrutura que conhece bem. Em 2015 comemorou 20 anos de Ogilvy, onde começou como assistente de atendimento, chegando a diretor-geral em 2005 e conquistando o Caboré de Profissional de Atendimento em 2009. É também um dos fundadores da David, microrrede da Ogilvy que tem escritórios em São Paulo, Miami e Buenos Aires.

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Guga Ketzer
Aos 40 anos, o gaúcho Guga Ketzer é um dos mais jovens profissionais na presidência das maiores agências brasileiras. Na Loducca, ele foi escolhido para suceder o fundador Celso Loducca, que ficou no comando da agência por 20 anos, a vendeu para o Grupo ABC em 2008 e está se retirando da empresa neste fim de 2015. Um dos primeiros desafios de Guga na nova função foi o de escolher um novo nome para a agência. Para explicitar que a saída do fundador, que leva consigo o sobrenome, não muda a essência da casa, optou por adotar a marca LDC, redução de Loducca que aproveita somente as consoantes. “Fui construído aqui e ajudei a construir essa cultura, que faz parte da minha vida. E não quero jogar isso fora. Não há uma nova agência, mas sim uma nova gestão, um novo olhar, sem perder a essência”, disse. Vencedor do prêmio Caboré de Profissional de Criação em 2009, e já tendo figurado nesta lista de destaques do ano em 2011, Guga iniciou carreira na publicidade em 1997, como redator na Escala, em Porto Alegre. Dois anos depois, mudou-se para São Paulo e ingressou na Loducca, onde está há 16 anos — com um curto intervalo na Talent, em 2004. Desde 2007 é sócio da agência que acaba de ter seu controle acionário transferido do Grupo ABC para o norte-americano Omnicom.

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João Livi
No ano em que completa 35 anos, a Talent fez vários movimentos de modernização. Em outubro, passou a usar o sobrenome Marcel, entrando para a nova rede da Publicis Worldwide. O escritório de São Paulo é o quarto da Marcel, que tem sede em Paris e outras bases em Nova York e Cidade do México. Segundo o CEO global Arthur Sadoun, a adesão à rede Marcel foi ideia do até então CCO e COO, João Livi, escolhido por ele para ser CEO da nova Talent Marcel. “Queremos ampliar o produto criativo com uma visão ‘no line’, ou seja, sem distinção entre publicidade online e off-line. Além disso, a gestão será mais colaborativa, com o conceito de inteligência coletiva”, garante Livi, que substituiu no posto José Eustachio, agora chairman. Livi está na Talent há 16 anos e já figurou nesta lista de destaques do ano em 2012, quando assumiu como CCO e ganhou o Caboré de Profissional de Criação e o Grand Prix de Radio no Festival Internacional de Criatividade de Cannes, o primeiro e único do Brasil na área — com o case “Rádio Repelente”, para a revista Go Outside. Desde 2014, ele integra o conselho criativo global da Publicis Worldwide.

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Jones+Tino
Jones+Tino, sócios de Mario Peixoto na Stink São Paulo, são os diretores mais premiados da publicidade brasileira em 2015. Seu belíssimo “100”, criado pela F/Nazca S&S para Leica, foi o primeiro brasileiro da história a conquistar o Grand Prix de Film no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. No mesmo evento, faturaram ainda mais 2 Leões de Ouro, incluindo o de direção em Film Craft, e 3 Leões de Prata. A lista de troféus de “100” requer fôlego: 2 Ouros, 1 Prata e 1 Bronze no Clio; 2 Ouros e 2 Pratas no One Show; 1 Ouro, 1 Prata e 2 Bronzes no Festival de Londres; 1 Grand Prix, 3 Ouros e 1 Prata no Wave; e 6 Ouros e 1 Prata no Festival do Clube de Criação… Foram assim recompensados os cinco meses de trabalho no filme rodado no Uruguai em 2014. Jones+Tino começaram a trabalhar juntos em 2004, como dupla de criação na F/Nazca. Em 2011, deixaram a agência e passaram a se dedicar exclusivamente a carreira de diretores de filmes. Em outubro de 2012, entraram como sócios na Stink — a dupla e Peixoto têm juntos 51% da operação brasileira, que responde por 15% do faturamento global da Stink, presente também em Londres, Paris, Los Angeles, Berlim, Moscou e Xangai. “Para evoluirmos, precisamos arriscar mais. É possível fazermos um trabalho de nível internacional no Brasil e esperamos que esse Grand Prix possa inspirar outras pessoas e criar um ciclo positivo”, diz Jones.

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Kiki Moretti
A jornalista Kiki Moretti é um dos principais exemplos da valorização da área de relações públicas no Brasil nos últimos anos. No ano passado, ela vendeu parte minoritária para o Grupo Omnicom da sua In Press, agência fundada em 1988 e que já mantinha acordo operacional com a rede Porter Novelli desde 1999. Com isso, aumentou a parceria com a multinacional norte-americana, lançando ainda em 2014 uma base no Brasil da rede FleishmanHillard, conduzida pela diretora-executiva Junia Nogueira de Sá. No mês passado, Omnicom e In Press inauguraram mais uma operação, a Critical Mass, agência digital de design experience liderada por Alfredo Reikdal. “O segmento de PR como um todo precisa de uma capacidade criativa que, naturalmente, ande lado a lado com o digital para dar vida a essas experiências”, diz Kiki. O grupo de empresas comandado por ela inclui também a VBrand (vídeos multiplataformas) e a InPress Análise & Perspectiva (mensuração), além de acordos operacionais com a brasiliense Oficina (relações públicas) e a carioca MediaGuide (esportes). Antes de fundar a agência, Kiki foi repórter e editora de revistas na Abril e na Bloch, e chefe de imprensa nacional da Embratur. Em 20015, representou o Brasil no júri de PR do Festival de Cannes e foi eleita por executivos de comunicação e marketing como a profissional de relações públicas mais destacada do País na pesquisa PRScope, do Grupo Consultores.

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Marcio Callage
Em 2015, a atuação de Marcio Callage ganhou mais importância dentro do Grupo ABC. Ele foi escolhido para ser o diretor-geral da nova Pereira & O’Dell Brasil, reforçada pela incorporação da DM9Sul, agência que ele comandava em Porto Alegre desde 2011. Aliás, a notícia do fechamento da DM9Sul causou grande comoção no mercado do Rio Grande do Sul, pelo estilo de trabalho implementado pela equipe liderada por Callage e seu sucesso meteórico, comprovado pelos quatro Leões conquistados no Festival de Cannes — até então a publicidade gaúcha somava três troféus em toda a história do evento. “Isso acabou nos projetando rapidamente de uma maneira muito positiva no mercado, conseguimos relevância no volume de negócios e reconhecimento do nosso trabalho. Grande parte da nossa receita não estava mais baseada em Porto Alegre”, comenta Callage, que manteve na capital gaúcha apenas um hub de conteúdo e tecnologia. Antes de inaugurar a DM9Sul, ele foi durante sete anos gerente de marketing da Olympikus, uma das principais marcas do grupo Vulcabras Azaleia, hoje cliente da Pereira & O’Dell Brasil, cujo controle acionário foi recém-transferido do ABC para o Omnicom — a POD EUA, fundada em 2008 por PJ Pereira e Andrew O’Dell, mantém participação de 49%. Com apenas 37 anos, Callage trabalhou por oito anos na DCS, agência gaúcha na qual seu pai era um dos sócios. Também estagiou na sede londrina da BBH e foi um dos fundadores da escola de criação Perestroika.

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Rodolfo Medina
Um dos raros exemplos de sucessão familiar benfeita na publicidade brasileira, Rodolfo Medina preside desde 2006 a Artplan, agência fundada por seu pai, Roberto Medina, em 1967. Com notável performance na área de novos negócios nos últimos anos, a Artplan é uma das duas únicas operações controladas pelo capital nacional entre as 20 maiores do mercado brasileiro — a outra é a Propeg. Em 2015, Rodolfo Medina começou implementar um ousado plano que visa colocar a Artplan entre as dez agências mais desejadas do País até 2018 . “Temos metas ousadas. Nosso plano estratégico foi construído pelas principais lideranças para os próximos três anos. Um dos pilares fundamentais é a comunicação integrada”, diz Rodolfo. Dando de ombros para a crise, inaugurou uma nova sede de 2,5 mil metros quadrados no Casa Shopping, na Barra, onde abriga os 240 funcionários atuantes no Rio de Janeiro. Além disso, investe anualmente R$ 1 milhão na Academia Artplan, mantida em parceria com Dom Cabral, Estácio e Ibmec, voltada para formação de lideranças na agência e pela qual já passaram mais de 200 profissionais. Com operações também em São Paulo e Brasília, o Grupo Artplan, adicionou mais uma empresa em 2015: a produtora digital Outra Coisa, que se junta à também digital Gruda e a agência de marketing promocional e eventos Dream Factory. Além disso, o grupo realizou em setembro a edição que comemorou os 30 anos do Rock in Rio. 

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Relembre os destaques profissionais de comunicação nos anos anteriores:

10 Profissionais de Comunicação de 2014

Dez profissionais de comunicação de 2013

Dez Profissionais de Comunicação de 2012

Os 10 profissionais de comunicação de 2011

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