Janaína Torres e relação entre cozinha e publicidade

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Janaína Torres e relação entre cozinha e publicidade

Premiada como a melhor chef mulher do mundo pelo 50 Best, empresária defende que profissionais criativos precisam estar na rua e vivenciar as comunidades


28 de maio de 2024 - 16h19

Em março, a brasileira Janaína Torres foi eleita a melhor chef mulher do mundo pelo 50 Best. O prêmio de gastronomia é escolhido a partir da votação de mais de mil especialistas da indústria e de restaurantes. Nesta terça-feira, 28, a chef foi a convidada da segunda edição do Blue Connections.

Janaina Torres

Janaína Torres, no Blue Connections (Crédito: Carolina Huertas)

O evento é uma parceria do Meio & Mensagem com o Blue Note São Paulo e reúne cerca de 200 líderes, membros do Círculo Liderança, que possuem Assinatura Corporativa do Meio & Mensagem. No palco, Janaína dividiu sua história com a publicidade que começou quando, aos 10 anos, ela foi convidada por uma produtora para atuar em campanhas da Brinquedos Estrela.

“Isso me fez crescer como pessoa nesse mundo do marketing e da publicidade que é tão importante para divulgar nosso trabalho. Principalmente, do Brasil lá fora”, apontou. Pouco depois, ela iniciou sua trajetória na cozinha. Aos 12, Janaína começou a vender coxinha e iogurte natural. Mais tarde, teve uma barraca de comida na Praça da República, em São Paulo.

Hoje, chef e dona de cinco restaurantes, ela conta que sempre prezou por construir uma relação com os clientes que os fizessem lembrar e escolher os seus pratos. “Quando você está criando um menu, desenvolvendo o conceito de um restaurante, precisa ter responsabilidade emocional com o outro. Como é que ele vai chegar ao seu restaurante e se sentir acolhido, amado. Nós somos responsáveis pela felicidade das pessoas”, defende.

Para ela, a emoção é o que une os trabalhos criativos bem-sucedidos. “Você colocar o conceito e a sua emoção, o que você está vivendo e o que o mundo está precisando naquele momento”, aponta. Nesse sentido, a fonte para essa emoção estaria nas vivências em comunidade.

“As pessoas que são mais emocionadas tiveram vivências maiores dentro dos coletivos. Pessoas que andam pela rua. Todo publicitário, chef de cozinha, fotógrafo precisa ir para a rua vivenciar as comunidades e experiências”, explica.

Acessibilidade e novos projetos

Essa experiência de coletivo também se aplica à maneira como a chef encara a acessibilidade dentro da alta gastronomia e a dedicação à cultura brasileira. “Bati muito o pé na cozinha brasileira, nas minhas técnicas ancestrais e nas técnicas do dia a dia. Eu não me vendi para nenhuma outra técnica. Isso foi um reconhecimento não para essa Janaína, mas para as muitas Janaínas que estão nas suas portinhas, fazendo moqueca, feijoada, galinhada”, citou em referência ao prêmio de melhor chef.

Hoje, Janaína faz parte da liderança dos restaurantes A Casa do Porco, Bar da Dona Onça, Hot Pork, Sorveteria do Centro, Merenda da Cidade e prepara um novo projeto, batizado de A Brasileira.

O espaço, também na região central de São Paulo, reunirá um supermercado com produtos nacionais de pequenos produtores, área dedicada ao bem-estar, um restaurante autoral, espaço dedicado à exibição de documentários e uma biblioteca de gastronomia nacional.

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