Souza Cruz contra o mercado ilegal de cigarro

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Souza Cruz contra o mercado ilegal de cigarro

Empresa se une a cinco entidades varejistas para divulgar a Lei do Preço Mínimo

Nathalie Ursini
24 de abril de 2012 - 5h03

Nesta terça-feira 24, a Souza Cruz em parceria com sete entidades varejistas apresentou a campanha pelo cumprimento da Lei do Preço Mínimo de cigarro no Brasil. A lei, sancionada no fim de 2011 pela presidente Dilma Roussef, estabelece que o menor preço que o cigarro pode ser comercializado é de R$ 3,00. À partir de 1º de maio, quando entra em vigor, os estabelecimentos que venderem o produto abaixo desse preço estarão infringindo a lei e serão punidos com apreensão de mercadorias, proibição de comercializar cigarros por cinco anos e, dependendo da origem do produto, até processo criminal. 

Fato é que a maiorias dos cigarros vendidos em estabelecimentos como padarias e bares custa mais que tal valor. A marca mais vendida no Brasil, por exemplo, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, é a Derby, pertencente a indústria brasileira Souza Cruz, no valor de R$ 4,75. 

A campanha de iniciativa da Souza Cruz em parceria com a ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação), ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação), Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo), FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação) e Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes) diz claramente: “Cigarro abaixo de R$ 3,00 é ilegal”. 

“Acreditamos que essa iniciativa é muito importante para a redução do mercado ilegal”, explica o presidente da Souza Cruz, Andrea Martini, e continua, “os produtos que não recolhem os impostos são esses comercializados a menos de R$ 3,00”. Segundo dados do mercado, 28% do comércio de cigarro é ilegal no País o que representa a comercialização de 32 bilhões de maços de cigarro contrabandeados ou produzidos ilegalmente. Uma perda de R$ 2 bilhões em arrecadação de tributos pelo governo.

Foram investidos R$ 5 milhões na comunicação que visa tanto o comerciante quanto o consumidor. A campanha foi criada pela G2, agência que cuida da conta da Souza Cruz, e terá desde cartazes no ponto de venda, adesivos, folhetos explicativos, e também anúncios nos grandes veículos de circulação nacional como revistas, jornais e rádio.

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