Morre Petrônio Corrêa, aos 84 anos

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Morre Petrônio Corrêa, aos 84 anos

Velório ocorre nesta segunda-feira, 2, a partir das 7h, no cemitério Gethsemani, no Morumbi, com enterro às 17h

Alexandre Zaghi Lemos
1 de dezembro de 2013 - 3h30

Morreu em São Paulo neste domingo, 1° de dezembro, Petrônio Corrêa, um dos mais importantes nomes da história do mercado publicitário brasileiro. Nascido em São Sepé, no Rio Grande do Sul, no dia 28 de dezembro de 1928, estava prestes a completar 85 anos. Ele se sentiu mal em casa e foi levado ao Hospital Oswaldo Cruz, onde faleceu por volta das 12h, após sofrer uma parada cardíaca. O velório está marcado para esta segunda-feira, 2, a partir das 7h, no cemitério Gethsemani, no Morumbi, em São Paulo, com enterro no mesmo local, às 17h.

Corrêa teve seu primeiro emprego no mercado de comunicação aos 20 anos, como redator do jornal A Nação, de Porto Alegre. Sua entrada para o setor de agências se deu em 1954, como gerente da filial gaúcha da Grant Advertising. Em 1957, ao lado dos sócios Luiz Macedo e Antonio Mafuz, Corrêa fundou a MPM Propaganda, que ganhou fôlego no Sul, transferiu sua sede para São Paulo em 1965 e, uma década depois, tornou-se a maior agência do País, liderando o ranking brasileiro por 15 anos. Depois disso, em 1991, a MPM foi vendida para o Grupo Interpublic, que a fundiu com a Lintas.

No início dos anos 2000, já não usada mais pelo Interpublic, a marca MPM foi comprada pelo Grupo ABC, como parte do projeto do chairman Nizan Guanaes, que queria reeditar os anos de glória em uma nova operação com capilaridade nacional. Em 2003, o ABC lançou a MPM, presidida pela empresária Bia Aydar. Em 2009, a holding nacional resolveu fundir a MPM com a Loducca. Inicialmente, a agência adotou o nome Loducca MPM, mas as três letras de Macedo, Petrônio e Mafuz foram aposentadas alguns meses depois.

A ativa participação em entidades do mercado foi um traço marcante na carreira de Corrêa, um dos expoentes da geração que trabalhou pela profissionalização e valorização da atividade publicitária no Brasil. Ele foi presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) entre 1979 e 1981 e participou do grupo que fundou o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), tendo sido seu primeiro presidente, entre 1981 e 1988. Foi também o primeiro presidente do Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp), fundado em 1998, e comandou a entidade por 11 anos.

Em 2010, recebeu uma homenagem especial do Prêmio Caboré, por sua contribuição ao mercado brasileiro. No ano passado, Corrêa teve sua biografia narrada no livro No Centro do Poder, da jornalista Regina Augusto, diretora-editorial de Meio & Mensagem, lançado pela Editora Livros de Safra.

Em agosto de 2013, Corrêa pediu desligamento completo do Conselho Consultivo do Cenp, instância que presidia desde dezembro de 2009, quando passou a presidência executiva a Caio Barsotti, atual ocupante do cargo.

Assista abaixo reportagem de novembro de 2012 da TV Meio & Mensagem sobre a noite de autógrafos do livro No Centro do Poder, incluindo entrevista com Petrônio Corrêa.

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