Borghi muda nome e fecha agência de Brasília

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Borghi muda nome e fecha agência de Brasília

Agência eleva André Gomes a co-CEO, ocupando mesmo posto de José Henrique Borghi


1 de junho de 2015 - 2h19

A Borghi/Lowe passa a se chamar Mullen Lowe Brasil. Segundo o Mullen Lowe Group, a mudança faz parte do processo de migração de nome da rede Lowe para a identidade Mullen Lowe, consequência da decisão do grupo Interpublic de unificar as operações das redes Mullen e Lowe and Partners.

O plano da Mullen Lowe é que todas as agências da rede no mundo migrem para a marca nova. O Brasil é o terceiro escritório a promover a mudança, após Nova York e Londres.

Adeus Brasília

A agência brasileira passará ainda por mudanças estruturais, a começar pelo encerramento da operação de Brasília, cujas relações com Ministério da Saúde e Caixa colocaram o nome da agência nas investigações da Operação Lava Jato. O ex-vice-presidente da operação brasiliense da agência, Ricardo Hoffmann, foi preso pela Polícia Federal.

O fechamento do escritório está atrelado ao encerramento dos contratos com Ministério da Saúde e TSE, que não serão renovados. Já o acordo com a Caixa, que estava suspenso desde a polêmica da Lava Jato, segundo a agência, também está encerrado.

A Borghi continua operando com seus escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro.

Cargo de CEO dividido

A agência passará por mudanças também na liderança. André Gomes, então vice-presidente dos escritórios do Rio de Janeiro e Brasília, está sendo promovido a co-CEO. Ele passa a dividir a função antes ocupada apenas por José Henrique Borghi. Desde março, Gomes, que liderava apenas a operação carioca, passou a gerenciar o polêmico escritório de Brasília, antes a cargo de Hoffmann.

Pela divisão de funções, Gomes assume responsabilidade de gerenciar a operação da agência, enquanto Borghi se dedicará às áreas de criatividade e inovação. “A promoção de André para dividir a liderança da Mullen Lowe Brasil reforça nossos processos gerenciais e permitirá à agência focar em sua maior fortaleza: a criatividade”, diz Borghi.

Abaixo de Borghi e Gomes, os executivos mais importantes são Valdir Barbosa, vice-presidente executivo e diretor-geral, e Fernando Nobre, vice-presidente de criação. Ambos mantêm seus cargos anteriores.

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Mudanças no Interpublic

O Grupo Interpublic anunciou em maio a união das operações da Mullen e da Lowe and Partners no Mullen Lowe Group, que terá como CEO Alex Leikikh, egresso da primeira.

A nova rede global contará com executivos de ambas as empresas em seu comando e manterá o colombiano José Miguel Sokoloff como presidente do Conselho Criativo Global, cargo que ele ocupava na Lowe.

Todas as agências da Lowe nos principais mercados internacionais se reportarão ao Mullen Lowe Group e deverão adotar a nova marca até 2016.

Com parte da mudança, Michael Wall, até então CEO da Lowe, deixa o grupo e ingressa na Mother, onde será sócio e irá inaugurar o posto de CEO global da rede que tem agências em Londres, Nova York e Buenos Aires. Outro sócio da Mother é o criativo brasileiro Gustavo Sousa, atualmente baseado no escritório norte-americano, onde dirige a criação global para Stella Artois.

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