Mulheres são pouco representadas em veículos e agências

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Mulheres são pouco representadas em veículos e agências

Poliana Sousa, da P&G Brasil, reconhece que do lado dos anunciantes a liderança feminina já é realidade

Luiz Gustavo Pacete
9 de junho de 2016 - 11h31

Representante de um dos maiores anunciantes do País, responsável por um investimento em compra de mídia de R$ 369.472 milhões em 2015, segundo o Agências & Anunciantes, Poliana Sousa, diretora de marketing e comunicação e mídia da P&G Brasil, realizou uma contagem entre os vinte profissionais de liderança no marketing e identificou nove mulheres. Para ela, é um sinal de que do lado das empresas a questão da presença feminina evoluiu, no entanto, isso precisa ser estendido a toda a indústria.

poliana ena

Poliana Sousa fala sobre a presença feminina no mercado da comunicação no Ena 2016

“Hoje, quando vou às agências o que encontro são majoritariamente homens, quando vou negociar mídia nos veículos, majoritariamente homens, minha provocação é quando vamos começar a ver mulheres bem representadas em todas as áreas da indústria da comunicação”, disse a executiva em sua participação no Ena 2016, nesta quarta-feira, 8, evento anual da Associação Brasileira dos Anunciantes (ABA).

Para Poliana, a comunicação ainda não mostra a mulher da melhor maneira possível. “Nosso cuidado é de não apresentar a mulher como objeto ou de forma desrespeitosa e usar nossas campanhas para mostrar que elas podem ser e fazer mais”, ressalta. A P&G ganhou destaque no ano passado com a campanha Like a Girl, de Always, que esteve entre as mais premiadas em Cannes. A empresa deu continuidade a esse case com o vídeo Girl Emojis, lançado em março deste ano em que meninas questionam emojis que reproduzem mulheres em situações estereotipadas.

Ainda de acordo com Poliana, as campanhas que abordam o tema não podem ser apenas por modismo elas precisam trazer consigo um significado. Ela lembra de uma campanha que Always lançou em alguns países da África, em 2011, após identificar que as adolescentes deixavam de ir às escolas em período de menstruação. “Nossa equipe de campo identificou que existia esse problema, o desenvolvimento educacional dessas crianças estava sendo atingido pelo fato de elas não usarem absorventes e incorporamos à comunicação não somente o produto, mas o uso do empoderamento”, diz Poliana.

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