Envolvidos no caso Vivo se manifestam

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Envolvidos no caso Vivo se manifestam

Cris Duclos, ex-diretora de imagem e comunicação da operadora, e as três agências que atendem a conta falam da polêmica sobre desvios financeiros na área de marketing


29 de julho de 2016 - 19h29

Vivo-logo

Por Alexandre Zaghi Lemos e Bárbara Sacchitiello

Nesta sexta-feira, 29, as partes envolvidas nas supostas investigações que a Vivo estaria fazendo de seus fornecedores da área de marketing – informação que foi negada pela operadora de telefonia em resposta à questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – falaram pela primeira vez sobre o assunto.

Cris Duclos, ex-diretora de comunicação e imagem da Vivo, que foi demitida da companhia no mês passado, usou seu perfil pessoal no Facebook para se posicionar sobre o caso. Cris é casada com o diretor de criação da AlmapBBDO, Ricardo Chester, atualmente afastado de suas funções na agência.

Envolvidos na polêmica, eles publicaram resposta na rede social na qual se dizem “vítimas de um ataque de reputação arquitetado a partir de histórias fantasiosas e falsas acusações” e que não há nada de errado com patrimônio do casal (“Tudo foi conquistado de forma honesta”). O texto finaliza dizendo que “o caso está entregue a advogados que já colocaram em prática todas as providências necessárias e cabíveis”.

AOS NOSSOS AMIGOS.
Eu e meu marido somos vítimas de um ataque de reputação arquitetado a partir de histórias fantasiosas e falsas acusações.
Tentaram nos levar aquilo que de mais valioso um ser humano carrega.
Tentaram levar a nossa honra.
A verdade é que não há nada de errado com o nosso patrimônio.
Tudo foi conquistado de forma honesta. Honesta como somos e como deve ser.
Nunca adquirimos nada com recursos não provenientes de remuneração justa e declarada do nosso trabalho.
Temos duas carreiras longas e bem sucedidas.
Vinte e seis anos no meu caso, trinta anos no caso do meu marido.
É penoso sermos vitimados por pura boataria.
Mais difícil ainda é termos que nos explicar por algo que nunca fizemos.
Apesar deste atentado à nossa integridade, ela segue conosco. Intacta.
Aos que manifestaram apoio, um sincero agradecimento.
O caso está entregue a advogados que já colocaram em prática todas as providências necessárias e cabíveis.
É o que podemos dizer até o momento.
Cris Duclos e Ricardo Chester”


Resposta das agências

Também no início da noite desta sexta-feira, 29, as agências Africa, DPZ&T e Y&R, que dividem a conta publicitária da Vivo, enviaram resposta conjunta ao Meio & Mensagem. Citando vários trechos do comunicado enviado pela Telefônica à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – no qual a operadora negou a existência de auditoria para avaliar as finanças da área de marketing – as três agências declararam que “atuam seguindo as mais rígidas normas de conduta e compliance” e ressaltando que seus respectivos contratos e atividades com o anunciante estão mantidos.

Leia a íntegra:

A Africa, DPZ&T e Young & Rubicam (Y&R) estão entre as agências mais renomadas e admiradas do país e atuam seguindo as mais rígidas normas de conduta e compliance. Nosso trabalho é amplamente reconhecido pelos prêmios que recebemos ao longo dos anos e, principalmente, pela confiança de nossos muitos clientes, parceiros e colaboradores.
Em seu comunicado público a Telefônica esclareceu que “trabalhos internos relacionados com auditorias e revisões, sejam eles de processos, procedimentos e contratos são atividades rotineiras e correspondem a ferramentas (…) compatíveis com as melhores práticas de mercado”.
No mesmo documento, a empresa afirmou que “não há procedimento em curso com as características referidas (…)” qual seja “acerca de suposta preocupação específica da Companhia quanto à área de marketing, trazendo referência a uma possível auditoria geral em relação a essa área, com a adoção de códigos e manuais de boa conduta específicos, assim como a revisão de todos os contratos e acordos dos prestadores de serviços da referida área, com vistas a possíveis descredenciamentos”.
Ainda no documento, a empresa reforçou que “adota procedimentos de controles internos aplicáveis às suas operações e atividades, os quais estão em constante atualização e aprimoramento, com vistas a manter os mais altos padrões de excelência”.
É dentro deste ambiente que as agências Africa, DPZ&T e Young & Rubicam (Y&R) mantém suas atividades normalmente com a empresa.

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