Grupo de Mídia do Rio mira o futuro e convoca mercado

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Grupo de Mídia do Rio mira o futuro e convoca mercado

Fátima Rendeiro comenta o evento que marcou os 45 anos da entidade

Teresa Levin
31 de janeiro de 2017 - 10h24

Fatima

Fátima Rendeiro, presidente do Grupo de Mídia do Rio (Crédito: Divulgação)

A ideia foi reunir lideranças e profissionais do mercado publicitário para discutir o futuro. Para isso, Fátima Rendeiro, presidente do Grupo de Mídia do Rio de Janeiro, promoveu, com uma série de parceiros, o evento Marco Zero, na última semana, no Museu do Amanhã, no Rio. A data não foi escolhida ao acaso: este mês do Grupo de Mídia do Rio completa 45 nos de atividades. Em entrevista ao Meio & Mensagem, Fátima comenta as lições que ficaram do evento que foi amplamente prestigiado, mas vai além, levantando os desafios de um setor que vive seu marco zero e pode optar como olhar para este momento: aceitando os novos rumos e abraçando sua relevância, ou assumindo uma postura mais pessimista. Ela também aproveita e conclama o segmento a se unir e investir em iniciativas que reforcem a sua importância. Confira abaixo trechos da entrevista.

 Meio & Mensagem – Como presidente do Grupo de Mídia do Rio de Janeiro, você promoveu o Marco Zero, evento que reuniu diversas lideranças e profissionais do setor, em comemoração aos 45 anos da entidade. Por que esta iniciativa?

Fátima – Temos que considerar a transformação que estamos vivendo, é impressionante o quanto tudo mudou em três anos. Aproveitamos os 45 anos do Grupo para celebrar o que podemos fazer reunindo estas pessoas, promovendo a troca, a discussão, falando abertamente das incertezas que estão afligindo o mercado. Desenhei um Fórum que tem a ver com o que acredito como profissional de mídia e comunicação. Tenho obrigação de estar conectada, estudando, tentando entender o que está acontecendo e a velocidade das coisas acontecendo exponencialmente, a gente não acompanha. O que esta angústia está trazendo? Este medo de não saber o que é o futuro. Falta uma discussão maior sobre o modelo de negócio, discutir porque debatemos tanto a confiança. Por que esta palavra que é importante é um ativo tão difícil de ter? Na verdade está atrelado a conquistar credibilidade, ter mais relevância, o que está muito difícil no nosso mercado, é quase como se tivessem em direções opostas.

M&M – Por isso a escolha do nome Marco Zero?

Fátima – Eu abri o evento com a música “Volta”, da banda autoral Baleia (confira o clipe abaixo) porque ela fala de um personagem que volta do caos renascido. De como não podemos nos agarrar a certeza nenhuma e sim estar constantemente nos encontrando e buscando nossa essência. Há a necessidade de participar mais. A música foi uma forma que achei de transmitir ao público que todos estão convidados a participar do novo momento. O Marco Zero não significa que temos que esquecer o passado mas, a partir dos aprendizados deste passado, construir algo novo. Vivemos um momento único que pode ser muito bom ou ruim. Dependendo da lente que você colocar, se olha para o futuro com um olhar que tem mil oportunidades acontecendo baseadas na mudança e transformação que vivemos. A chance de aproveitar e surfar esta onda se concretiza. Espero que tenha plantado sementes que vão florescer no sentido de outras iniciativas surgirem.

M&M – Que tipo de iniciativas?

Fátima – O Grupo de Mídia é uma entidade mas existem outros que podem promover discussões, encontros. Uma palavra muito importante na minha vida é união, eu não teria este evento se não tivesse a parceria de todo mundo que ajudou. E esta união é o que acho que falta hoje. Adoraria que Abap, ABP, Fenapro, Sinapro, Clube de Criação, GAP, todos pudessem efetivamente estar pensando juntos para um mercado que não é Rio e São Paulo, mas o mercado. Sou uma entidade que está no Rio, mas na verdade não importa se é Rio, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Minas, mas um mercado riquíssimo, com um potencial gigante. E ai? O que acontece? O que estamos fazendo para nos preparar?

M&M – Que ações neste sentido podemos esperar do Grupo de Mídia do Rio?

Fátima – Queremos engajar cada vez mais e mais profissionais de mídia, fazer com que participem das nossas atividades. E meu desafio é criar atividades cada vez mais relevantes para que eles possam ter o desejo de participar. Eu sei que não é fácil, as agências são hoje ambientes de muito trabalho, cobrança, pressão. O profissional de mídia trabalha muitas horas, mas ao mesmo tempo tem o equilíbrio na vida, que é um desafio de todos. Como o Sergio Valente (Globo) falou no evento: temos obrigação de fazer coisas relevantes e pretendo continuar nesta linha.

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