Os dez profissionais de comunicação de 2017

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Os dez profissionais de comunicação de 2017

Veja a lista elaborada pela redação de Meio & Mensagem com os destaques do ano

Alexandre Zaghi Lemos
20 de dezembro de 2017 - 8h10

Ao longo do último mês, a equipe de jornalistas de Meio & Mensagem se reuniu para elaborar 10 listas com profissionais e acontecimentos que marcaram os mercados de comunicação, marketing e mídia. Veja, a seguir, em ordem alfabética, os dez profissionais de comunicação destacados pela redação.

Eduardo Simon, da DPZ&T (crédito: Arthur Nobre)

Eduardo Simon
Nos últimos anos, Eduardo Simon encarou a difícil missão de liderar a fusão entre duas tradicionais agências brasileiras compradas pelo Publicis Groupe: a icônica DPZ e a Taterka, onde fez quase toda sua carreira. O ano de 2017 marcou a consolidação deste trabalho e trouxe avanços importantes, como a conquista da conta da Petrobras, que motivou a reabertura do escritório carioca. Seu projeto de redefinição de lideranças mudou o time diretivo, com Elvio Tieppo assumindo a vice-presidência de operações e Daniel Jotta passando a responder como vice-presidente de atendimento e novos negócios. O desempenho criativo da DPZ&T também foi notável, com a equipe do CCO Rafael Urenha colocando na rua trabalhos elogiados para Itaú, McDonald’s, Natura e Vivo, entre outros. E o ano não poderia ter terminado melhor para Simon. No início de dezembro, ele recebeu o primeiro Caboré da DPZ&T após a fusão, e ainda comemorou a conquista de Fernando Diniz, chief strategy officer da agência, na categoria de Profissional de Planejamento.

Fernando Musa, CEO da Ogilvy (crédito: divulgação)

Fernando Musa
Logo no início do ano, Fernando Musa foi promovido a presidente do Grupo Ogilvy, em substituição a Sérgio Amado, que passou a responder como chairman. O movimento coroa a carreira vitoriosa de 22 anos na empresa, onde Musa ingressou em 1995, na área de atendimento. Ele também se manteve como CEO da Ogilvy Brasil, posto que ocupa desde 2011, e liderou a implementação no País da reestruturação global por qual passa a rede. Chamado de “One Ogilvy”, o projeto une em uma única agência disciplinas antes tratadas por empresas diferentes, como OgilvyOne, OgilvyPR e Ogilvy Healthworld. Além disso, no redesenho operacional, Musa inseriu novas áreas de atenção, com a criação do Content Studio, estrutura de criação, produção e monitoramento de conteúdo digital da Ogilvy Brasil, e o lançamento de um escritório nacional da OgilvyRED, braço internacional de consultoria estratégica e inovação inaugurado pela rede em 2011. No final do ano, mais um desafio: Musa assumiu uma terceira função e como chairman da David terá a missão de planejar o futuro da agência sem os fundadores Anselmo Ramos e Gastón Bigio.

Hugo Rodrigues, chairman e CEO da WMcCann (crédito: divulgação)

Hugo Rodrigues
Na sempre intensa dança das cadeiras do mercado de agências, Hugo Rodrigues protagonizou o principal movimento de 2017. Depois de 18 anos na Publicis, sendo os últimos três na presidência, ele assumiu em novembro como chairman e CEO da WMcCann, enfrentando, entre outros, os desafios de suceder a Washington Olivetto na liderança criativa e de reerguer a agência após um período de baixa. Houve perda de clientes importantes, como o Bradesco (em parte para a Publicis), e a diminuição no investimento em mídia de outros, como Seara, após delação na Operação Lava Jato e prisão dos donos da JBS. No ranking da Kantar Ibope Media, que mede a compra de mídia, mas não leva em conta os descontos negociados por anunciantes e agências com os veículos, a WMCCann caiu da segunda posição em 2016 para a décima no período de janeiro a setembro de 2017. A chegada de Rodrigues implica mudanças organizacionais, no quadro diretivo e na equipe criativa da WMcCann, sendo a primeira delas a contratação do vice-presidente de criação André Marques, ex-diretor de marketing do Habib’s.

Marcelo Lobianco, da Sapient AG2 (crédito: divulgação)

Marcelo Lobianco
O Publicis Groupe escolheu Marcelo Lobianco para comandar no mercado brasileiro a fusão entre suas duas maiores marcas digitais: SapientNitro e AG2 Nurun, que ele já presidia desde 2015. O desafio foi o de unificar em uma agência as diversas capacidades das redes globais e das empresas nacionais adquiridas nos últimos anos pela holding francesa. A Sapient AG2 é resultado da soma do que já foram no passado seis agências: AG2, SapientNitro (ex-iThink), Digitas, Razorfish, Tribal e Publicis Dialog. Durante o processo de fusão, o escritório de desenvolvimento e tecnologia da AG2 em Pelotas, no Rio Grande do Sul, passou a abrigar a Prodigious, produtora digital do Publicis Groupe, dedicada a design, conteúdo para canais digitais e branded content. Lobianco é peça fundamental no projeto que a companhia chama de The Power of One, com o qual pretende aumentar a integração entre as suas diversas empresas. O trabalho de liderança de Lobianco também possibilitou o lançamento da Deepline, startup de adtech que nasceu dentro da AG2 em um projeto piloto da multinacional.

Mario D’Andrea, presidente da Abap (crédito: divulgação)

Mario D’Andrea
Em maio, Mario D’Andrea assumiu a presidência da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap). Desde então, lidera um grupo de executivos que não só pretende dar uma cara nova à entidade como tem a missão de desatar nós como os das discordâncias com a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) em relação ao futuro do mercado. D’Andrea conduziu a reaproximação e retomada no diálogo entre as duas entidades, inclusive no debate interno que definirá os rumos da atuação do Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) na arbitragem da relação comercial entre as partes. Um marco desse movimento foi o artigo conjunto publicado em novembro, no Meio & Mensagem, e escrito a quatro mãos com João Branco, presidente da ABA, em que prometem “brigar contra a desvalorização da atividade”. Dentro da Dentsu Aegis Network (DAN), D’Andrea ganhou nova função, como presidente do Dentsu Creative Group, que além da Dentsu Brasil, que ele já comandava, inclui também a operação da McGarryBowen. Em junho, no Festival Internacional de Criatividade de Cannes, presidiu o júri do Radio Lions.

Miriam Shirley, copresidente da Publicis Brasil (crédito: divulgação)

Miriam Shirley
Em 2017, Miriam Shirley entrou para o pequeno grupo de mulheres CEOs de agências de publicidade no Brasil. Com a saída de Hugo Rodrigues para a WMcCann, foi promovida a copresidente da Publicis Brasil, função de divide desde novembro com Eduardo Lorenzi, até então vice- presidente de planejamento. A nova dupla de líderes começou optando por uma estrutura mais horizontalizada e integrada, fazendo diversas promoções nas áreas de mídia, planejamento, atendimento e criação. Na mídia, que Miriam comandava como vice-presidente, ela passou o bastão à Viviana Maurman, nova head da área. Mesmo antes de assumir como CEO, Miriam já vinha tendo um ano de destaque, como comprovam a eleição como Mídia do Ano no Prêmio Desafio Estadão e escolha como representante do Brasil no júri de Media do Festival Internacional de Criatividade de Cannes. Para coroar um período movimentado como este, Miriam venceu o Prêmio Caboré na categoria Profissional de Mídia, conquistando a coruja já em sua primeira indicação, após mais de 20 anos de mercado.

Nizan Guanaes, chairman do Grupo ABC (crédito: Celina Filgueras)

Nizan Guanaes
Para enfrentar uma fase ruim de negócios na DM9DDB, o chairman do Grupo ABC chamou a responsabilidade para si. Em fevereiro, Nizan Guanaes voltou a dar expediente diário na agência que comprou em 1989, transformou em uma das principais marcas da publicidade brasileira e atualmente pertence integralmente ao Grupo Omnicom. A agência havia caído da 10ª posição no fechamento de 2015 para a 24ª no consolidado de 2016, no ranking da Kantar Ibope Media, que mede a compra de mídia mas não leva em conta os descontos negociados com os veículos. Considerando o apurado até setembro de 2017, já há uma recuperação significativa, com a DM9 em 18º. Além disso, a agência conseguiu manter e ampliar seu atendimento ao Walmart, após uma acirrada concorrência, ao propor ao cliente um novo formato, através de uma agência exclusiva, a Tamboré, com liderança da DM9 e participação de outras empresas. Entre as novas contas conquistadas no período, destaque para a marca Subaru, representada no Brasil pela Caoa. Nizan também promoveu mudanças na equipe da agência, como a contratação do vice-presidente de criação digital Eduardo Battiston (Ex-Isobar).

Pedro Reiss, da Wunderman (crédito: divulgação)

Pedro Reiss
A principal rede digital global do WPP precisou mudar sua liderança no Brasil em 2017. Depois de 14 anos no comando da Wunderman, Eduardo Bicudo se transferiu para a direção executiva da Accenture Interactive para a América Latina. A busca pelo substituto foi conduzida por Mark Read, CEO global da Wunderman e do WPP digital, a área que mais cresce dentro da holding — o que credencia Read como uma das principais opções do grupo para a sucessão de Martin Sorrell. Sua escolha recaiu sobre Pedro Reiss, até então Co-CEO da Fbiz, agência brasileira comprada pelo WPP em 2011, na qual o profissional atuava há 17 anos e onde dividia a presidência com Roberto Groisman, que se manteve como único ocupante do cargo. Com o novo desafio, Pedro Reiss ganha protagonismo dentro do WPP e as missões de manter e ampliar o escopo de atuação da Wunderman no ambiente digital, através, inclusive, de maior sinergia com a operação da Pmweb, que atua na área de inteligência de dados há 20 anos e foi adquirida no início do ano.

Renata D´Avila, presidente do Grupo de Planejamento (crédito: divulgação)

Renata D´Avila
Desde março presidente do Grupo de Planejamento, Renata D’Avila conduziu na entidade um dos projetos de maior repercussão do ano: o estudo “Hostilidade, silêncio e omissão: o retrato do assédio no mercado de comunicação de São Paulo”, também coordenado por Ana Cortat (cofundadora da Hybrid Colab), Ulisses Zamboni (CEO da Santa Clara) e Ken Fujioka (ex-sócio da Loducca). Desde a divulgação, no mês passado, o tema é um dos mais debatidos no mercado de comunicação e marketing. Paralelamente, Renata é peça chave no novo modelo operacional implementado pela Fbiz, onde chegou em janeiro para inaugurar o posto de chief strategy officer, que a agência não tinha anteriormente. A partir de julho, o CEO Roberto Grosman instituiu três hubs que concentram a atuação da Fbiz: o de estratégia, sob comando de Renata, agrupou as áreas de planejamento, mídia e insights; o de criatividade, liderado pelo CCO Guilherme Jahara; e o de negócios, sob tutela de Juliana Nascimento (ex-R/ GA), que assumiu a cadeira até então inexistente de chief business officer.

Sérgio Gordilho, copresidente da Africa (crédito: divulgação)

Sérgio Gordilho
A recente conquista do Prêmio Caboré de Profissional de Criação coloca Sérgio Gordilho no seleto grupo dos profissionais que ostentam duas corujas na estante — considerando somente a categoria dos criativos, apenas Marcello Serpa e Eugênio Mohallem têm dois Caborés, e Washington Olivetto tem três; e mesmo ampliando para os criativos premiados também como dirigentes, a lista não aumenta muito, com a adição de Alexandre Gama, Fábio Fernandes, Hugo Rodrigues e Nizan Guanaes. O troféu coroa um grande ano para a Africa, que Gordilho copreside com Marcio Santoro desde 2010 e onde atua desde a data de fundação, há 15 anos. Embora, mesmo não tendo participado por muitos anos, já tivesse 30 Leões na bagagem de edições anteriores, a Africa somou mais sete em 2017, incluindo o primeiro Ouro da história da agência no Festival Internacional de Criatividade de Cannes, para o case “The debut”, desenvolvido para Budweiser e ESPN. A equipe de Gordilho também fez bonito durante o ano em campanhas para Brahma, Itaú e Mitsubishi, entre outros.

 

 

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