Morre Enio Mainardi, aos 85 anos

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Morre Enio Mainardi, aos 85 anos

Vítima de complicações causadas pela Covid-19, publicitário faleceu em São Paulo, neste sábado, 8 de agosto

Alexandre Zaghi Lemos
8 de agosto de 2020 - 19h06

Morreu neste sábado, 8 de agosto, em São Paulo, o escritor e publicitário Enio Mainardi, vítima de complicações causadas pela Covid-19. Pai do jornalista Diogo Mainardi, ele foi um dos principais nomes da publicidade brasileira nos anos 1970 e 1980.

Enio Mainardi nasceu em Pindorama (SP), em 24 de maio de 1935. Iniciou sua carreira como repórter no jornal Correio Paulistano. Na década de 1960, migrou do jornalismo para a publicidade, estreando como redator na Norton Publicidade. Passou temporadas na Espanha, Israel, México e Estados Unidos.

No Brasil, integrou a equipe da agência Denison e fundou a Proeme, que presidiu até 1978, saindo após a venda da empresa para o grupo Interpublic. Sob direção de Mainardi, a Proeme criou campanhas históricas, como a que transformou o personagem Jotalhão, de Maurício de Sousa, em garoto propaganda do extrato de tomate Elefante; e “Roda baleiro”, famosa pelo jingle interpretado pelo cantor Renato Teixeira, para a bala de leite Kid’s.

Na década de 1980, o publicitário lança a Enio Mainardi Associados, onde cria o slogan mais famoso de sua carreira: “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”. Outros slogans clássicos desenvolvidos por Enio são “Bonzo. Não é ração, é refeição” e “Old Eight. O bom whisky você conhece no dia seguinte”.

Em 1989, Enio Mainardi fundou a Mainardi Propaganda, que vendeu em 1999 a Roberto Justus. A agência passou a integrar o Grupo NewcommBates, comandado por Justus, e Enio chegou a atuar na holding.

Polêmico e irreverente, Enio é autor dos livros Nenhuma poesia é inocente (2007), O moedor (2013) e Nix (2014). Afastado da publicidade, Enio era muito ativo nas redes sociais, onde mantinha posicionamento político alinhado com a direita e os grupos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

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