DPZ&T mapeia demanda reprimida em estudo

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DPZ&T mapeia demanda reprimida em estudo

Em parceria com a consultoria Dcode, agência lança pesquisa que mede impactos da pandemia no consumidor e em seu comportamento

Renato Rogenski
19 de agosto de 2020 - 6h00

(Crédito da imagem: littlehenrabi/iStock)

Como tentativa de mapear quinzenalmente os impactos da Covid-19 no dia a dia do consumidor brasileiro, a DPZ&T, em parceria com a consultoria de live research Dcode, desenvolveu o MAP – Mapa de reações e expectativas do consumidor brasileiro durante a pandemia. A ideia é que o estudo acompanhe a evolução de cenários de consumo de diferentes perfis e regiões e consiga monitorar e mensurar as reações das pessoas durante a crise, suas expectativas sobre o futuro próximo e como isso impacta em seus comportamentos. De acordo com Eduardo Simon, CEO da DPZ&T, tais dados poderão auxiliar o mercado na tomada de decisão sobre negócios e comunicação das empresas, tanto neste momento de crise quanto sob o ponto de vista da retomada do consumo. Para tornar isso possível, o MAP monitora dois eixos, além de outros temas que irão variar a cada onda quinzenal, sempre com uma base de três mil entrevistados.

Em julho, a primeira onda do estudo mostrou as pessoas moderadamente pessimistas e privilegiando produtos com boa relação custo-benefício. Já na segunda onda, concluída na semana passada, há uma tendência de deslocamento para um consumo um pouco mais hedônico, ainda que prevaleçam iniciativas que indicam maior controle e planejamento de gastos. Além de itens essenciais, como café, alimentos para café da manhã, lanches e leite, educação, internet móvel e investimentos são itens de bastante relevância nesse momento de pandemia. Outros, como reflexo do momento de quarentena, se mostraram menos necessários, como os combustíveis e o uso de aplicativos de mobilidade urbana.

No recorte do estudo que mostra a demanda reprimida do consumidor, entre os produtos que pontuaram mais alto estão aqueles geralmente associados com a experiência presencial, como roupas, cosméticos e educação, além daqueles, como já mencionado, que são considerados de pouca utilidade neste momento de isolamento social, como combustíveis e aplicativos de mobilidade. Outros dois itens no topo da lista chamaram a atenção de Fernando Diniz, chief strategy officer da DPZ&T: investimentos e fast food. “Um momento desse, de insegurança, talvez faça com que as pessoas entendam que investir é algo importante. Já no caso do fast food, é interessante notar que, apesar de algumas lojas fechadas, as pessoas não pararam de consumir, por conta do delivery, e mesmo assim pretendem aumentar esse consumo”.

Nesta segunda onda da pesquisa, as marcas apontas, em menções não estimuladas, como as que mais estão ajudando as pessoas foram Itaú, Ambev, Magazine Luiza, Natura, Santander e iFood.

A íntegra desta reportagem está publicada na edição semanal de Meio & Mensagem, que até o fim do mês pode ser acessada gratuitamente pela plataforma Acervo, onde é possível consultar ainda todas as edições anteriores que circularam nos 42 anos de história da publicação. Também está aberto a todo o público, até o final do mês, gratuitamente, o acesso à versão digital das edições semanais de Meio & Mensagem, no aplicativo mobile, disponível para aparelhos com sistema iOS e Android.

Crédito da imagem de topo: piranka/iStock

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