Consumidor confia mais em conhecidos do que em publicidade

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Consumidor confia mais em conhecidos do que em publicidade

Estudo da Nielsen também indica que as opiniões do consumidor postadas online têm mais crédito do que a colocação de produtos na televisão e publicidade externa


25 de novembro de 2021 - 6h00

Brasil e Argentina são os países da América Latina que mais confiam em publicidade veiculada na TV (Crédito: StockStyle/shutterstock)

Segundo a pesquisa Confiança em Publicidade (Trust in Advertising) realizada pela Nielsen, na América Latina, a população confia 65% mais em recomendações de pessoas conhecidas do que em publicidade em mensagens de texto no telefone. O boca a boca lidera o ranking de tipos de publicidades julgadas confiáveis, seguido por sites de marcas e eventos esportivos. Apesar de a publicidade digital, em geral, ser vista como menos confiável em comparação com outros tipos de mídia, as opiniões do consumidor postadas online têm mais crédito do que a colocação de produtos na televisão e publicidade externa.

“Quando um consumidor expõe sua opinião, ele traz para a realidade a experiência com o produto. No mundo conectado e digital, isso equivale a uma recomendação boca a boca. Esta mensagem fala de algo real, verdadeiro, que deve ser levado em consideração”, diz a líder de mensuração da Nielsen Brasil, Sabrina Balhes.

A pesquisa foi realizada em setembro de 2021 com 40 mil respondentes de 48 mercados e apontou o Brasil como o país da América Latina que mais confia em publicidade veiculada na TV, assim como a Argentina, com 57%, seguidos por Colômbia (54%) e México (52%). Dentre os anúncios que mais geram impacto, se destacam as temáticas de saúde (68%), situações da vida real (69%) e familiares (58%).

Este é um padrão global, nas outras regiões do estudo, os anúncios dessas três temáticas inspiram mais confiança na audiência do que produtos apoiados por celebridades e esportistas. Os dados ainda mostram que um terço dos entrevistados diz que não age quando é impactado por publicidade no telefone celular ou por banners online, 32% afirmam não tomar decisões a partir de campanhas publicitárias em revistas e pouco mais de 30% em jornais, rádios ou mídias físicas externas.

“As pessoas confiam e se identificam em mensagens que geram impacto verdadeiro. Tudo o que soa falso perde credibilidade. Por isso, a temática de saúde, família e o bom e velho boca a boca se destacam na confiança”, afirmou Sabrina.

Cada geração um impacto
O estudo também teve um olhar para as diferentes influências que a publicidade tem em cada geração.  Os dados mostram que os homens da geração Z, de 15 a 20 anos, e da geração Y, de 35 a 49 anos, preferem conteúdos humorísticos, que em geral impactam melhor na Argentina e no Peru.

No Brasil, os baby boomers, de 50 a 64 anos, são os que mais confiam em anúncios de televisão, com 61% de aceitação. Em seguida, aparecem os jovens de 15 a 20 anos, com 60%, acompanhados da geração Y (55%), mesmo percentual das pessoas com mais de 65 anos. Os millennials, de 21 a 34 anos, são o grupo com menor aceitação (54%).

*Crédito da imagem do topo: Lidiia/shutterstock 

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