Estudo questiona segmentação geracional pelas marcas

Buscar
Publicidade

Comunicação

Estudo questiona segmentação geracional pelas marcas

Departamento estratégico da Mutato apresenta estudo que aponta alternativas para comunicação de uma marca

Valeria Contado
17 de março de 2022 - 10h11

Proposta da empresa é levar em considerações outros pilares, além do ano de nascimento (Crédito: DisobeyArt/shutterstock)

A partir do questionamento sobre os estereótipos relacionados a geração, e trazendo à pauta questões como diversidade cultural, e geográficas, entre outras aspectos, a Mutato lança, com auxílio da área voltada ao planejamento estratégico, o Tato, um estudo a respeito dos interesses e hábitos de consumo dos diferentes públicos.

Com uma análise que leva em consideração artigos e pensamentos de especialistas, a empresa busca entender como o comportamento dos consumidores e seus interesses podem ajudar as marcas a produzirem uma comunicação mais relevante.

Batizado de “Repensando o conceito de gerações”, o estudo questiona as análises por faixa etária por entender que este é um recorte arbitrário que, com frequência, acaba encaixando um número considerável de pessoas como um grupo homogêneo, o que nem sempre condiz com a realidade. Um ponto comum entre os especialistas ouvidos para o levantamento é de que o ano de nascimento é um parâmetro importante para definir características de um grupo de pessoas — ou de um indivíduo — mas não o único.

O sociólogo Philip Cohen, mencionado no estudo, até chegou a pedir em uma carta aberta ao Pew Research Center que pesquisadores parem de usar termos como Gen Z e Millennials em seus reports.

Por isso, o estudo Gerações traz perspectivas baseadas em três pilares, a começar pelo “mood”, que leva em consideração gatilhos emocionais dos consumidores. A partir daí, traz como soluções iniciativas como contar histórias autênticas que obedecem não mais a características como idade e classe social, e mais ao humor da pessoa em determinado momento. Essa abordagem é chamada de “manutenção do relacionamento”, algo parecido com o que já é feito pelo Spotify com as playlists, ou a ferramenta da Vevo, que ajuda as marcas a atingirem os consumidores de acordo com os sentimentos de cada um.

O segundo pilar é baseado nas comunidades, que são formadas em torno dos comportamentos culturais, como saúde, beleza, games entre outros. Um exemplo trazido pela Mutato é sobre o grupo de pessoas que jogam Minecraft, já que o Brasil é a quarta maior comunidade do jogo no mundo, atrás de China, EUA e Rússia.

Por último, a agência fala sobre a importância de encontrar pontos de encontro nos quais as pessoas se reúnem para trocar ideias e compartilhar experiências. Nesse segmento, o importante é que a marca consiga conversar de forma atrativa por meio de ferramentas já disponíveis e, desta forma, construa relacionamentos em torno de interesses em comum.

A Mutato aposta nestes três caminhos para contornar a segmentação temporal e, desta forma, fazer com que as marcas estejam mais sintonizadas aos interesses culturais, valores éticos e sentimentos de pertencimento das pessoas — e, em contrapartida, mais distantes dos estereótipos na comunicação.

Publicidade

Compartilhe

Veja também