Com foco em cloud, Oracle investe US$ 5 bilhões

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Com foco em cloud, Oracle investe US$ 5 bilhões

Em conferência global, empresa anuncia portfólio de produtos e planos para bater Amazon, líder do setor

Igor Ribeiro
20 de setembro de 2016 - 10h47

A Oracle está investindo intensamente para liderar o setor de produtos, serviços e infraestrutura em nuvem. “Os tempos de sossego da Amazon acabaram: estamos vindo com produtos muito competitivos”, anunciou Larry Ellison durante o painel de abertura do Oracle Open World, evento global da empresa dedicado a desenvolvedores, clientes, colaboradores e mídia, que ocorre nesta semana em San Francisco, nos Estados Unidos. O fundador e atual CTO detalhou como sua empresa tem se preparado para ganhar share do líder e de outros fortes competidores do setor de tecnologia em cloud, como IBM, Salesforce e Microsoft.

Larry Ellison durante keynote de abertura do Oracle Open World 2016 (Crédito: Charlotte Fiorito/ Divulgação)

Larry Ellison durante keynote de abertura do Oracle Open World 2016 (Crédito: Charlotte Fiorito/ Divulgação)

“Storage é commodity, assim como eletricidade e combustível. Quando se compra isso, preço é primordial, busca-se baixo custo e alto desempenho”, disse, enquanto descrevia um dos muitos produtos que a Oracle está anunciando em seu evento. Um deles é o Cloud@Costumer, serviço de assinatura que dispensa a compra de hardware, software e até mesmo de espaço específico na nuvem. É instalado atrás do firewall do cliente e promete entregar rapidez e estabilidade com custo competitivo. “São soluções compatíveis e portáteis para outras plataformas”, afirmou Larry, destacando a tecnologia aberta em que operam, outro diferencial em relação aos concorrentes, segundo o executivo.

Para se ter comparação, a empresa investia, em 2010, US$ 3,1 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. Neste ano fiscal, estão previstos US$ 5,1 bilhões. São mais de 20 produtos novos só neste ano. Preveem mais de US$ 2 bilhões de vendas neste ano. No último trimestre fiscal da empresa, junho a agosto, teve quase US$ 815 milhões de receita só em cloud, crescimento de 82% na comparação com o mesmo período de 2015.

Olho no Brasil

Na segunda-feira, 19, minutos antes do painel de abertura, Judy Sim, CMO da Oracle, apresentou uma prévia do evento. Cerca de 60 mil pessoas de 141 países se inscreveram para a conferência. No decorrer da semana ocorrem mais de 2,2 mil painéis que mostram, em sua maioria, soluções aplicadas da Oracle, não raro com depoimentos de clientes.

 

Mark Hurd, CEO da Oracle (Crédito: Charlotte Fiorito/ Divulgação)

Mark Hurd, CEO da Oracle (Crédito: Charlotte Fiorito/ Divulgação)

Ricardo Cayuela, chief information officer do setor de Oil & Gas da General Electrics, foi um deles. O executivo brasileiro (sediado em Dubai) subiu ao palco principal para explicar como as soluções em nuvem da Oracle colaboraram na padronização de sistemas de todas suas plataformas, otimizando recursos e processos.

O Brasil, aliás, foi citado diversas vezes e de forma espontânea pelos principais executivos da Oracle. Quase sempre positivamente. Larry disse que o Brasil é uma região que capitaliza “grandes e importantes negócios”. Mark Hurd, CEO da Oracle, afirmou que a Oracle “não está desapontada com a recessão no Brasil. Acreditamos que é uma fase e queremos ajudar nossos clientes a superá-la”.

Segundo o executivo, a austeridade econômica leva as empresas a cortarem despesas enquanto trabalham pelo retorno das vendas. As soluções em cloud da Oracle, argumenta Mark, são 20% mais baratas e dez vezes mais velozes que o concorrente.

Em agosto de 2015 a multinacional inaugurou um datacenter em Campinas (SP), seu primeiro na América Latina. Até ano passado, seus 19 complexos mundo afora realizavam cerca de 34 bilhões de transações diárias. Esse número já chegou a 50 bilhões neste ano e a capacidade do datacenter brasileiro atingiu o limite. Outro prédio será erguido no País até ano que vem para suprir a demanda crescente. “Cerca de 40% dos nossos pedidos hoje são para cloud e queremos liderar esse mercado em um ano”, diz Luiz Meisler, vice-presidente executivo da Oracle América Latina.

Cyro Diehl afirma que o crescimento regional foi acelerado pela crise, mas há muita oportunidade no mercado. “Não só é mais barato para o cliente como é um ambiente muito mais seguro”, explica o presidente da Oracle Brasil. “Vencido o desafio de mostrar à empresa que o ambiente é tão estável a ponto de atrair projetos de migração de multinacionais financeiras como o HSBC, a conversão é quase certa.”

Porém, o projeto de liderança é ousado. Segundo dados da Synergy Research Group citados pela Computer World, mais da metade desse mercado se concentra nas mãos de Amazon, Microsoft, IBM e Google. A ponto positivo para a Oracle é que ela reúne soluções em software, infraestrutura e plataforma, enquanto nenhum concorrente oferece o pacote completo.

*O jornalista viajou a San Francisco a convite da Oracle

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