Com novo celular, Google quer bater Apple

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Com novo celular, Google quer bater Apple

Além de smartphone premium próprio, empresa anunciou diversos dispositivos de entretenimento e assistência doméstica


5 de outubro de 2016 - 11h42

Do Advertising Age

A dona do sistema para smartphones Android entrou de vez no negócio de hardware. O Google revelou seus novos celulares na terça-feira, 4: Pixel e Pixel XL. A ideia é competir com o iPhone, da Apple.

Linha de novos devices do Google (Crédito: Divulgação)

Linha de novos devices do Google (Crédito: Divulgação)

Os smartphones são finos, produzidos em alumínio e vidro, nas cores preta, prateado ou azul (uma série limitada para o mercado americano). O modelo menor sai por US$ 649 com 32 GB e tela de cinco polegadas, enquanto o modelo XL custa US$ 769 com tela de 5.5, mesmas dimensões do iPhone 7 Plus. Há também uma versão deste com 128 GB de memória por US$ 869. Outras configurações incluem display de alta resolução, câmeras de 12 e oito (frente) megapixel, processadores Snapdragon, da Qualcomm e o sistema Android Nougat (“torrone”) 7.1, com a nova versão do assistente digital.

Os modelos Pixel são os primeiros celulares totalmente criados, desenhados e testados internamente pela empresa. Assim como a Apple faz com a Foxconn na China, o dispositivo do Google é montado pela HTC.

Além de concorrer em funcionalidades e preço, o Pixel oferece uma transferência automática de dados, como fotos e contatos, de um iPhone. A Apple também havia inserido uma opção em seus dispositivos no ano passado, permitindo puxar dados de smartphones Android.

Os primeiros mercados anunciados para receber o dispositivo são EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá e Alemanha neste mês e Índia em novembro.

Home, Ultra, Daydream e Wifi
O Google também anunciou uma caixa de som inteligente, chamada Home, para competir com o Echo, da Amazon. O objetivo do dispositivo é realizar buscas na internet via comando de voz e interagir com o usuário. A tecnologia é sincronizada à nova interface de assistente pessoal do Android e a dispositivos de marcas como Philips, Samsung e Nest (que também pertence à Alphabet, empresa mãe do Google). A Apple também está trabalhando numa caixa de som integrada a seu assistente Siri.

O novo dispositivo vem de um esforço do Google em aumentar a produção própria de hardware destinado ao ambiente doméstico. Sua primeira iniciativa foi o Chromecast, que permite conectar o televisor à internet e, graças ao preço acessível, foi sucesso de vendas. O Home deverá seguir modelo semelhante, sendo vendido por US$ 129 no mercado americano.

O Google também lançou uma nova versão do Chromecast, o Ultra, capaz de reproduzir streaming em alta definição 4K por meio da rede wi-fi. O aparelho custa de US$ 69.

A empresa anunciou ainda o óculos de realidade virtual Daydream View. O dispositivo funciona sincronizado a um smartphone e custa US$ 79 – preço muito mais acessível em comparação a aparelhos HTC (Vive) ou Facebook (Oculus). O novo headset vai muito além do Cardboard — device do Google que era ainda mais barato –, permitindo mais experiências em VR, como games e filmes.

Para se utilizar de tantos aparelhos é necessária uma banda larga robusta. Logo, a empresa também anunciou o Google Wifi, que usa tecnologia sem fio para intensificar o sinal de internet no ambiente. O dispositivo é uma espécie de roteador wifi mais poderoso, num mercado agitado por dezenas de startups. Novamente, o preço inicial é altamente competitivo, custando US$ 129 a unidade e US$ 299 três aparelhos.

Veja a seguir o vídeo de apresentação do Pixel:

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