O que está por trás do game que virou case no Brasil

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O que está por trás do game que virou case no Brasil

Sucesso no País, Free Fire foi responsável pela live mobile de maior audiência no YouTube; receita do jogo ultrapassa US$ 1 bilhão

Luiz Gustavo Pacete
28 de janeiro de 2020 - 6h00

 

O Free Fire já ultrapassou a marca de 50 milhões de jogadores (Crédito: Reprodução)

Lançado em dezembro de 2017 especificamente para o mobile, o jogo da categoria battle royale Free Fire se tornou um case no Brasil. Nos últimos meses, o game vem acumulando recordes entre os brasileiros. Em julho do ano passado, a primeira final da liga de Free Fire no Brasil registrou uma audiência de quase 800 mil usuários simultâneos em uma transmissão ao vivo no YouTube. O dado que chamou a atenção e configura um recorde foi o percentual de 93% que assistiram a live por meio de um dispositivo móvel.

A Garena, empresa detentora do Free Fire, com base nesses números e no crescimento dos usuários do jogo no País, vem investindo no Brasil. Na semana passada, anunciou a criação de uma liga brasileira e confirmou a segunda edição do Campeonato Mundial de Free Fire. No início de janeiro, a brasileira Loud faturou o título da Copa América de Free Fire, realizada na Cidade do México. Bruno PlayHard, streamer de jogos mobile como Free Fire Battlegrounds e Clash Royale, e criador da equipe Loud, explica ao Meio & Mensagem o que está por trás do sucesso do jogo e quais as perspectivas para marcas neste contexto.

Bruno Playhard

Meio & Mensagem – Por que Free Fire tem feito tanto sucesso, inclusive no mainstream?
Bruno Playhard – O Free Fire não criou algo revolucionário, vários jogos já dominavam outros mercados globais com o mesmo gênero, o Battle Royale. O fator que fez o sucesso do game no Brasil foi a acessibilidade. Milhões de gamers observavam o movimento da comunidade em direção ao Battle Royale e ainda não tinham um título que pudesse trazer a mesma experiência para a palma das suas mãos. O Free Fire é um jogo leve, com controles simplificados, que roda em celulares de entrada e sem muito consumo de dados e bateria. Somando isso à uma comunidade de influenciadores engajada e eventos de e-sports frequentes temos a fórmula de sucesso para um jogo no Brasil.

“O Free Fire não criou algo revolucionário, vários jogos já dominavam outros mercados globais com o mesmo gênero, o Battle Royale. O fator que fez o sucesso do game no Brasil foi a acessibilidade.”

Quais as oportunidades para marcas no e-sports mobile? Como entrar, de que maneira investir? Como desenvolver parcerias?
Como o mercado mobile de e-sports é uma tendência com menos de um ano de vida, marcas têm as mesmas possibilidades de qualquer novo canal de marketing. Como em todo novo mercado, quem se posiciona primeiro está apostando no crescimento, consequentemente tendo um retorno maior e posicionando suas marcas como referências. Olhando para o mobile hoje, é o mercado de maior alcance, pessoas passam horas utilizando seus dispositivos e a geração atual de gamers é mobile first. O que as marcas realmente precisam considerar antes de tudo é: Como se posicionar? Em qual aspecto suas marcas podem se conectar com essa audiência através dos e-sports? Para cada produto as respostas são diferentes, e para desbravar esse novo segmento encontrar os parceiros com a experiência necessária para contar essas histórias e a chave de uma parceria de sucesso.

“Como o mercado mobile de e-sports é uma tendência com menos de um ano de vida, marcas têm as mesmas possibilidades de qualquer novo canal de marketing.”

Você vê muitas diferenças dos jogos de e-sports tradicionais e os de mobile? Tecnicamente e conceitualmente, o que muda?
Os gêneros mais populares de jogos estão presentes hoje tanto no mobile quanto em outras plataformas. A qualidade gráfica dos jogos de celular hoje está evoluindo rapidamente. Em alguns gêneros como o Moba, para um leigo assistindo um campeonato chega a ser difícil de perceber em qual dispositivo está sendo jogado. Acredito que hoje os fãs de e-sports tradicionais sejam um pouco mais engajados por estarem em um mercado mais estabelecido, principalmente no Brasil, mas por outro lado, os e-sports mobile são um novo mercado com muito mais alcance de pessoas e que tem demonstrado muito potencial nos últimos anos.

O que você diria para as marcas em relação a todo esse cenário tanto no sentido de evolução e oportunidades quanto no cuidado ao se aproximar e se associar com os players e fãs?
Diria que e-sports como um todo ainda é um mercado novo e fértil que precisa de parceiros atuando de forma contínua. O segredo esta em ter o parceiro certo para tomar decisões em conjunto e desenvolver entregas customizadas à quatro mãos, que vão se relacionar com players e fãs com a maior transparência e verdade possível.

*Crédito da foto no topo: Divulgação Loud

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