Eletromidia abre espaço para startups e projetos de inovação

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Eletromidia abre espaço para startups e projetos de inovação

CEO da empresa, Eduardo Alvarenga conta que a companhia quer se aproximar de empresas que ofereçam soluções complementares à estrutura do out-of-home

Bárbara Sacchitiello
4 de maio de 2021 - 16h58

Eduardo Alvarenga, CEO da Eletromidia: “abrimos os caminhos para startups de inovação” (Crédito: Arthur Nobre)

Primeira empresa de publicidade brasileira a abrir capital na Bolsa, em fevereiro deste ano, a Eletromidia, agora, começa a direcionar a aplicação dos cerca de 750 milhões arrecadados no IPO para a ampliação de sua atuação no segmento de out-of-home, que compreende tanto a expansão da rede de telas como o desenvolvimento de tecnologia para a diversificação de soluções oferecidas aos anunciantes e às pessoas.

No âmbito tecnológico, está nos planos da Eletromidia se aproximar de startups e empresas de inovação que possam fornecer ferramentas para o negócio do out-of-home e outras possibilidades de serviços e conteúdos para a população. De acordo com o CEO da companhia, Eduardo Alvarenga, existe uma área adicional de negócios que podem ser beneficiadas a partir da Eletromidia.

“Temos a lógica de transformar as cidades a partir dos ambientes. Basicamente, isso significa identificar oportunidades de negócios complementares ao nosso nos ambientes em que temos contratos. Pensamos em soluções para condomínios, estações, cidades, ruas e temos esse viés de como oferecer contrapartidas às pessoas”, explica o executivo.

Após o processo do IPO, a empresa vem se estruturando para a expansão dos negócios e pretende, nos próximos meses, dobrar a equipe destinada a produção e criação de soluções tecnológicas. Atualmente, o sistema de publicação, veiculação e operação das telas da companhia é proprietário. A ideia, no entanto, é aproveitar outras tecnologias e soluções do mercado. Segundo Alvarenga, a empresa está sempre acompanhando a evolução das tecnologias internacionais do segmento de OOH, sobretudo em mercados como Israel e Estados Unidos. “Iremos também nos voltar para negócios adicionais de interatividade, buscando expertises em outras companhias que não, necessariamente, estejam em nossa geografia. Abrimos os caminhos para startups de inovação para conseguir montar essa dinâmica de relacionamento”, diz Alvarenga.

A ideia de se aproximar de empresas que criem soluções e propostas diferentes no ambiente do OOH vai ao encontro da projeção da empresa de auxiliar na transformação da paisagem urbana por meio da mídia out-of-home. Alvarenga argumenta que, sendo um canal de veiculação publicitária, é necessário que essa mídia ofereça algum tipo de contrapartida à população, por meio de conteúdos, serviços e iniciativas que ajudam na evolução das cidades. “Quando pensamos nos modelos das smart cities, por exemplo, enxergamos que existe um gap entre a forma de viver e a forma como a cidade é concebida. Há uma série de serviços que precisam ser viabilizados e é aí que vem o modelo ganha-ganha: é possível oferecer esses serviços com o diálogo da publicidade”, acredita.

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