Corporate Venture: agências na mira do ecossistema

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Corporate Venture: agências na mira do ecossistema

O modelo voltado para objetivos estratégicos com objetivo de gerar inovação tem chamado atenção das grandes corporações que buscam se aproximar das startups


24 de abril de 2019 - 11h44

 

(crédito: reprodução)

Cada vez mais, as grandes companhias  percebem que as startups estão revolucionando o mercado como um todo. Compreender a maneira como estas empresas operam, seja no mindset, nos investimentos em capital humano, nos modelos enxutos de gestão, fluxo de operação e outros fatores que retratam esta inovação corporativa disruptiva podem proporcionar muito mais eficiência, rapidez de crescimento e economia.

Isso porque as startups são empresas novas que, através de aportes de fundos de investimentos, têm como meta crescer em até sete anos o que na indústria convencional levariam de 20 a 30 anos. O conceito de Venture Capital, originado no Vale do Silício, que se baseia em injeções anabolizantes em períodos estratégicos que vão do Seeding (capital semente pra a criação da empresa), Product Market Fit (testar o produto no mercado), e Growth (crescer e escalar o business), vem sendo olhado com interesse, uma vez que, gigantes como Facebook, Apple, Amazon e Google demonstraram e criaram com base nestas vertentes de crescimento, a nova economia mundial.

Mas diferente do Venture Capital, onde o objetivo é o retorno financeiro dos investimentos, o Corporate Venture está voltado mais para objetivos estratégicos, a fim de gerar inovação para o negócio das empresas. São os peixes grandes criando peixes menores internamente, com a criação de unidades de negócios próprias, ou externamente, investindo ou se associando a startups para ajudar estes negócios a terem êxito, podendo, caso funcione, fazer o spin-off, ou seja, a aquisição da empresa, que é então incorporada ao grupo empresarial.

Esse fenômeno também tem impactado e muito o mercado de fornecedores. No momento em que grandes incorporações entendem que eles querem trazer esse modelo de negócios para dentro, eles buscam investigar também quem são as empresas terceirizadas e fornecedoras. Eles entendem que estas empresas, agências e prestadores de serviço já sabem melhor do que os demais como atuar nesse mercado, com intensidade e compreensão de um modelo win-win (crescer juntos), diferentemente dos fornecedores de grandes empresas, que engessam processos de fornecimento de produtos e serviços, tendo como características marcantes a lentidão e o encarecimento de projetos.

É aí que, no caso das empresas fornecedoras com foco em startups, as demandas das grandes empresas por seus serviços crescem significativamente. No caso das agências de PR, por exemplo, o advento de Corporate Venture tem gerado grande interesse e curiosidade destas corporações, entendendo não somente que os valores de contratação destes serviços são mais em conta, mas a intensidade e compreensão da maior velocidade de entrega. Esta relação custo-benefício faz com que as agências com foco em startups entrem na mira de grandes players, ou seja, agências menores dando preferência para clientes grandes que podem deixar de se sentir “1 em 100” e passarem a ter uma importância e dedicação bem mais significativas. Em suma, se as grandes empresas da indústria querem saber porque o modelo de gestão e eficiência das startups vem mudando o mundo, elas têm o maior interesse em descobrir quem são os fornecedores de serviço dessa nova economia, que têm capacidade e entendimento do que é necessário para crescer exponencialmente.

Com isso, o movimento das grandes empresas contratarem grandes agências vem mudando. O modelo ganha-ganha, fees mais em conta, transparência, pró-atividade, parceria sustentável, mais atenção e dedicação normalmente oferecido pelas agências que pertencem ao universo de startups, vem se destacando frente o modelo mais pálido, engessado, burocrático e de processos menos flexíveis e auto-suficientes oferecidos por grandes agências.

Assim como as startups, os fornecedores terceirizados como agências de PR, publicidade, mídia social, produtoras, entre outras, estão lutando por seu espaço ao sol, tentando sobreviver para crescerem dentro de um ecossistema ao qual elas também pertencem. Por isso normalmente fazem esforços mais intensos para provar seu valor e dar a sua contribuição para esse pujante cenário, que está apenas começando no Brasil. É a inovação, procurando por inovação.

*Crédito da foto no topo: RawPixel/Pexels

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