O seu cachorro está feliz?

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O seu cachorro está feliz?

A única coisa que sei, com certeza, é o que o Panda está


9 de abril de 2020 - 16h36

(Crédito: lechatnoir/istock)

O meu está! Panda é um border collie de cinco anos que, nestes últimos dias de Covid-19, fica andando pela casa só olhando e se aproximando dos moradores que têm ficado em casa direto. Antes, era só à noite ou no final de semana. Agora, é full time. Ele está adorando isso! Temos em casa um escritório de paisagismo e arquitetura, um home office do marketing de uma multinacional e dois distance learning de universidades paulistas (FGV e ESPM). E lógico que estou na sala fazendo a gestão deste coworking familiar.

Já nos acostumamos? Não sei… Vai durar muito tempo? Não sabemos… Mas uma coisa eu tenho certeza. Passar por esta experiência mundial de revermos todos os nossos hábitos profissionais e de lazer será um divisor de águas para todos os mercados. Sem exceção.

Como todos, temos tempo para refletir. Cheguei a algumas conclusões que gostaria de dividir.

Famílias em confinamento
Podem existir os dois extremos, na minha opinião. União fraternal e harmônica em alguns casos e divisão e conflito, em outros. É como um daqueles programas de TV que fazem reforma do ambiente doméstico. Sempre existe uma situação familiar ou econômica que levou à degradação ou ao esquecimento e daí, como em um passe de mágica, a renovação a partir do ambiente físico. Se você e sua família, antes do confinamento, já tinham alguma situação mal resolvida, com certeza o “extreme stay home” no ambiente físico familiar fez as coisas piorarem. Se a situação era positiva antes da crise, a chance é que a situação ampliou ainda mais os laços positivos existentes entre os membros da família. É aguardar para ver como várias semanas nesta situação podem evoluir este quadro.

Empresas em home office
Alguns ficando angustiados, outros aumentando a sua produtividade exponencialmente com o uso do Teams ou do Zoom. Aqueles que não conseguem ou não podem fazer o tal do home office, estão se sentindo excluídos. Novos códigos de convivência e utilização da tecnologia sendo “escritos” ao vivo. Aqueles de perfil mais expansivo e sedentos do ambiente em grupo achando que “novos tempos vem aí”. Outros, mais reflexivos e introspectivos, achando que “estes novos tempos estão vindo aí com tudo”.

Será que as salas de descompressão já ficaram obsoletas? Nossa, nem chegaram ainda….

Sociedade
Será que vamos alterar as nossas percepções de relevância? O que realmente importa para cada um de nós? Seremos uma sociedade mais “japonesa”, valorizando os professores e os idosos? Ou seremos uma sociedade mais hedonista onde o DJ fazendo uma “roof party” é a coisa mais importante da semana? Com certeza, os millennials são a geração a enfrentar pela primeira vez nas suas vidas algum tipo de privação. Será que eles vão entender que o #euqueroissoagora vai evoluir para uma simples ordem mundial #ficaemcasaagora? Depois desta crise, iremos dar mais importância àqueles que fazem os tais dos “serviços básicos” funcionarem ou continuaremos sem dar oi aos enfermeiros e padeiros?

Marcas
Faremos listas em 2021 sobre as marcas que souberam capitalizar durante a crise? Ou vamos criar o termo “covid wash” para aquelas marcas oportunistas? Ou teremos marcas que realmente souberam ampliar e evoluir o seu brand proposition e proposta única de venda (USP) de tal forma que nem parece que existiu uma crise econômica? Quais marcas vão sucumbir aos efeitos da crise? Muitas dúvidas em relação ao comportamento das marcas durante uma época tão difícil.

A única coisa que sei, com certeza, é o que o Panda está muito feliz.

**Crédito da imagem no topo: Sturti/iStock

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