Carnaval terá receita recorde maior que R$ 14 bi, segundo CNC
Estimativa prevê alta de 3,8% e 39,2 mil novas vagas temporárias com o impulso do turismo internacional

Recorde de 1,42 milhão de estrangeiros e câmbio favorável impulsionam receita histórica no Carnaval 2026 (Créditos: Luciano Luppa/Shutterstock)
O Carnaval de 2026 deve consolidar a trajetória de ascensão do setor de serviços no Brasil. Segundo projeções divulgadas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a maior festa popular do país deve movimentar R$ 14,48 bilhões em receitas. Se confirmado, o valor representa um recorde histórico e um crescimento real de 3,8% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação.
O otimismo do setor é sustentado por um tripé econômico: o fluxo recorde de turistas internacionais, a estabilização de preços de serviços essenciais e a manutenção do pleno emprego no mercado interno. Atualmente, o faturamento do turismo brasileiro já opera em um patamar 13% superior ao registrado em fevereiro de 2020, o último grande ciclo antes da pandemia de Covid-19.
O mapa do consumo e a força do turismo internacional
A divisão das receitas evidencia o protagonismo do setor de alimentação fora do domicílio, que deve concentrar a maior parcela do faturamento no período. O segmento de bares e restaurantes lidera o ranking, com uma movimentação esperada de R$ 5,77 bilhões, seguido pelas empresas de transporte rodoviário e aéreo, com R$ 3,73 bilhões, e pelos serviços de hospedagem, que somam R$ 1,44 bilhão. Juntos, esses três eixos fundamentais representam mais de 74% da receita total projetada para a festividade em 2026.
Um dos principais diferenciais para 2026 é a projeção de 1,42 milhão de visitantes estrangeiros entrando no país em fevereiro — uma alta de 4% frente ao Carnaval de 2025. Esse fluxo é reflexo do desempenho robusto observado ao longo de todo o ano de 2025, que registrou um salto de 37,1% na chegada de turistas internacionais (majoritariamente da Argentina, Chile e EUA) até o mês de outubro.
A demanda sazonal também deve gerar 39,2 mil vagas de emprego temporário. O setor de alimentação lidera as contratações (27,9 mil vagas), seguido por transporte e hotelaria.