Como os Jogos Pan-americanos alcançaram as pessoas sem a TV?

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Como os Jogos Pan-americanos alcançaram as pessoas sem a TV?

Em entrevista, diretor do Comitê Olímpico Brasileiro, Paulo Conde, admite que televisão fez falta, mas celebra o alcance da competição no digital e os negócios gerados


13 de novembro de 2023 - 15h37

Jogos Pan-Americanos foram transmitidos pelo Canal Olímpico e pela CazéTV (Crédito: Divulgação)

A edição 2023 dos Jogos Pan-americanos, que aconteceu em Santiago, no Chile, chegou a 283 milhões de views. Sem transmissão em canais de TV aberta ou por assinatura, a competição contou com o Canal Olímpico, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), e com a CazéTV.

Essa foi a primeira vez que a competição foi exibida de forma 100% digital e veio de uma necessidade que o comitê encontrou para levar as diferentes modalidades para o Brasil.

Com recorde de medalhas para o País (205), os canais exibiram 700 horas de conteúdo ao vivo. Assim, o Canal Olímpico garantiu 43 milhões de visualizações, com mais de 140 mil novos inscritos no canal.

Além disso, as redes sociais do Time Brasil cresceram. O Instagram, que recebeu conteúdo sobre o tema, teve mais de 100 mil seguidores, chegando à marca de 1 milhão.

Pan na CazéTV

Já a CazéTV foi a responsável por levar os Jogos Pan-Americanos para 240 milhões de views. O canal do streamer Casimiro Miguel firmou uma parceria com o COB para a transmissão dos jogos após ser o responsável por transmitir competições como a Copa do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Ginástica.

O canal teve uma média de 16 milhões de views por dia com a competição. Na Copa do Mundo feminina, por exemplo, as transmissões geraram 12 milhões de visualizações por dia, enquanto na competição masculina, essa média ultrapassou os 40 milhões.

Fabio Medeiros, head de conteúdo da LiveMode, diz que essa foi a primeira vez que o canal fez uma transmissão de tantos esportes e de forma tão intensa, e está diz satisfeito com o resultado. “Atrair tantas pessoas novas e conectá-las ao esporte olímpico eram parte dos nossos objetivos. O Pan na CazéTV não se restringiu às transmissões. Ele migrou para as redes sociais, para os cortes, para as páginas dos atletas, para a repercussão que ultrapassou os limites do canal”, afirma.

Essa transmissão do Pan também foi um experimento para o COB. O diretor do comitê, Paulo Conde, explica como foi a primeira experiência do Canal Olímpico com as  transmissões no ambiente digital.

Experiência e aderência do público

Meio & Mensagem – Como foi a experiência da realização da transmissão dos Jogos Pan-Americanos?

Paulo Conde – Montamos uma equipe de reportagem e transmissão em tempo recorde. Considerando que nós somos um comitê olímpico nacional, conseguimos bons números.

M&M – Qual foi a aderência do público à transmissão online? Superou ou ficou aquém das expectativas?

Paulo – A transmissão online superou as nossas expectativas. Tivemos mais de 43 milhões de visualizações, com cerca de 8 milhões de usuários únicos, no YouTube. Consideramos isso um número consistente. Além disso, somando com os dados da CazéTV, foi bem próximo do que esperávamos, talvez até superior ao que seria em um canal de televisão fechada.

Atendendo expectativas

M&M – A transmissão pela TV fez falta nesses Jogos Pan-Americanos?

Paulo – A transmissão pela TV fez falta. Não era a nossa ideia realizar a exibição dos jogos. Compramos os direitos de forma não exclusiva, então, estava aberto para quem quisesse comprar. O COB não quer concorrer com nenhuma emissora. Ficamos preocupados, mas o ideal é ter transmissão em TV aberta, TV fechada, streaming e outros canais. Esse é o nosso objetivo. Quanto mais brasileiros estiverem em contato com o esporte olímpico e Pan-americano, melhor.

M&M – O que representou para o esporte brasileiro os números alcançados? O que o resultado indica para Paris 2024?

Paulo – Em termos de transmissão, o principal objetivo foi cumprido, que foi dar aos brasileiros condições de assistir aos jogos Pan-americanos. Se não fosse essa movimentação, não teria transmissão para o Brasil. Na parte esportiva foi um recorde de medalhas. Quase 40 a mais do que na edição anterior (em Lima 2019), além de recorde de medalhas de ouro. Tivemos muitas vagas olímpicas distribuídas.

Relações comerciais nos Jogos Pan-Americanos

M&M – Com relação ao entendimento comercial da entidade, o fato de terem sido os detentores dos direitos de transmissão abriu alguma possibilidade diferente para as marcas parceiras?

Paulo – Abrimos algumas possibilidades diferentes para as marcas parceiras, principalmente para os nossos patrocinadores que puderam investir em um outro pacote de Pan com a CazéTV. Desse modo, tivemos algumas marcas que não patrocinam o COB, mas que entraram nessa jogada e patrocinaram os Jogos. Além disso, foi um retorno positivo o canal de Casimiro Miguel ter vendido nove cotas. O streamer contou com Cônsul, CSN, Havaianas, Medley, Netshoes, PixBet, SmartFit, Unicesumar, XP como patrocinadores.

M&M – O Time Brasil teve recorde de marcas no ciclo olímpico anterior. Qual tem sido o peso do aumento do número de patrocinadores nos resultados olímpicos e Pan-americanos do Time Brasil?

Paulo – Estamos nos aproximando de 20 patrocinadores. Quanto mais recurso você tem, mais pode investir nas modalidades ou em ações que atraiam e melhorem a imagem do movimento olímpico. Assim, conseguimos ter melhores resultados. Desse modo, o número de patrocinadores que temos hoje nos dá um indicativo de credibilidade. Mostra que o trabalho que tem sido feito é respeitado e nos dá bons sinais para Paris, em 2024.

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