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COP 28: Como as marcas podem se preparar para 2025?

Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas chegou ao fim com ideias e urgências para para os setores público e privado


13 de dezembro de 2023 - 6h00

 

A COP 28 chega ao fim nessa semana sem muitas ambições, dizem especialistas (Crédito: Divulgação)

A COP 28 chega ao fim nessa semana sem muitas ambições, dizem especialistas (Crédito: Divulgação)

A COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, terminou nessa terça-feira, 12, em maio a críticas sobre quais deveriam ser os temas prioritários. Ao encerrar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, os setores públicos e privados se comprometeram em colaborar com o arrefecimento da temperatura global.

Porém, com o Brasil eleito para sediar a COP 30, o que resta é saber como as marcas podem contribuir para o País atingir as metas sobre meio ambiente. Antes disso, contudo, a edição de 2024 da Conferência Climática está marcada para novembro do próximo ano, no Azerbaijão.

Durante a COP28, a Gerdau participou de quatro debates sobre descarbonização e oportunidades na economia verde. “Esse é um dos eventos mais importantes nas discussões que envolvem o clima e o combate às alterações climáticas”, diz Pedro Torres, diretor de comunicação e relações institucionais na Gerdau.

Além disso, a Gerdau tem investido em equipamentos de produção sustentáveis e faz estudos sobre o uso de caminhões elétricos de grande capacidade. Atualmente, mais de 70% do aço produzido pela empresa são oriundos de programas de reciclagem, o que converte 11 milhões de toneladas de sucata em aço.

Também em Dubai, a LATAM assinou os termos de intenção de compensar 400 mil toneladas de CO2 com a Future Carbon a partir da geração de créditos de carbono. Para os próximos dez anos, o projeto Itamarati, que integra o programa de NetZero da companhia aérea, financiou preservação de 22 mil hectares na Amazônia e no Cerrado, no Mato Grosso.

Como as marcas podem se engajar na COP?

Para coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS), Marcus Nakagawa, a economia verde é possível. A substituição dos combustíveis fósseis por fontes renováveis depende muito, segundo ele, dos interesses em discussão na COP. “No documento que estão redigindo não consta efetivamente a palavra ‘eliminação’, que é tão aguardada pelos ativistas ambientais”, pontua.

Segundo o especialista, é preciso que pequenas e médias empresas também sejam colocadas na régua de investimento em sustentabilidade. “Precisamos sair dos projetos pilotos e fazer deles mainstream. Temos dois anos para isso, se as empresas quiserem se mostrar como grande sucesso na COP 30. Porque projeto piloto, temos um monte, mas eles representam 0,001% do portfólio”, opina.

Quais os próximos passos?

Para as marcas e as empresas que buscam se preparar para COP 30 (que acontecerá na cidade de Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025), o primeiro passo é tentar alinhar os planejamentos de negócio às ODS, diz Nakagawa.  Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um grupo de metais globais estabelecidos pela ONU para ampliação dos Direitos Humanos e equidades sociais até 2030.

Além disso, o Nakagawa destaca que as marcas podem criar novos mercados e interesses no consumidor pelo marketing. “Se você desenvolveu uma demanda por produtos e serviços, por que não fazer isso com os produtos sustentáveis também? Por quê não agregar um brand love para esse tipo de coisa?”, ressalta.

Todavia. ainda durante os primeiros dias da Conferência deste ano, a ONG Alana e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) criaram uma campanha com 25 depoimentos de crianças ao redor do mundo. No material, que teve participação da Fbiz, as crianças pedem para as marcas e empresas olharem para as emergências climáticas com seriedade.

O que é mercado de carbono?

Em 2020, o Banco Mundial e o Brasil lançaram o projeto Partnership for Market Readiness. Um dos objetivos era apoiar países na implementação de estratégias para a criação de mercados regulados de carbono. No Brasil, a implantação do mercado de carbono regulado pode resultar no acréscimo do PIB em 2,25% em 2030, além de mais investimentos e redução da pobreza.

No mercado regulado, o Estado institui quais emissores de Gases de Efeito Estufa (GEE) deverão estabelecer limites de emissões, o que possibilita a eventual comercialização de superávits dessas emissões. Porém, em paralelo, o mercado voluntário se desenvolve como alternativa para marcas e empresas, no geral. Nesse segmento, os créditos podem ser acessados por qualquer pessoa ou empresa que possui o inventário de emissões de carbono.

Para a head of Advocacy & Engagement da Biofílica Ambipar, Annie Groth, a neutralização de emissões é uma forma de ação climática imediata, pois permite a compensação  de emissões residuais que ainda são inevitáveis. Nesse sentido, a Biofílica Ambipar é uma das empresas que desenvolvem projetos de carbono florestal e e outras soluções baseadas na natureza (SbN). Também conhecidos como Nature-Based Solutions, o conceito foi definido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e contempla práticas de preservação do ecossistema a partir da economia verde. No Brasil, a empresa é parceira de diversas marcas, como Latam Airlines, Cielo, Localiza, Natura Cosméticos, Renner, Arezzo e Banco do Brasil.

“Com relação à COP30, consideramos que os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil e para a Amazônia. Será uma oportunidade única para que as empresas brasileiras mostrem a sustentabilidade de suas respectivas cadeias de produção e ‘se sentem à mesa’ das discussões”, diz. Em 2023, a Biofílica Ambipar assinou vendas de mais de 1,2 milhão de créditos de carbono.

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