As preocupações geopolíticas na agenda dos líderes brasileiros

Buscar

As preocupações geopolíticas na agenda dos líderes brasileiros

Buscar
Publicidade

Marketing

As preocupações geopolíticas na agenda dos líderes brasileiros

Pesquisa global da Weber Shandwick indica que mudanças climáticas são o fator menos importante para gestores, enquanto segurança nacional guia negócios


26 de janeiro de 2022 - 17h22

Líderes brasileiros são os mais preocupados com bem-estar de funcionários (Crédito: fizkes/shutterstock)

Para que exerça bem sua função e, consequentemente, gere resultados positivos para a empresa em todos os seus âmbitos, líderes devem ter uma visão macro de todos os aspectos que envolvem os negócios. A questão cultural é um fator que pesa para as decisões estratégicas e que, por este motivo, podem diferir entre líderes mundiais exercendo mais peso entre empresas multinacionais, sobretudo em um cenário pós pandemia. 

Realizado pelo grupo de estratégia e riscos geopolíticos da Weber Shandwick em parceria com a KRC Research, o estudo “País de Origem como Stakeholder: O Crescente Risco Geopolítico para Líderes de Negócios” mostra que cerca de seis a cada dez executivos de empresas nacionais apontam que a origem de sua empresa é um stakeholder de alta importância para a tomada de decisão sobre seus posicionamentos. Ao todo, foram ouvidos mais de 1.200 gestores de 12 nações, dos quais 102 são executivos brasileiros, com cargos a nível de diretoria ou mais. Destes, 80% afirmam que a empresa mãe tem mais peso do que clientes e parceiros de negócios, ambos com 90% das respostas.

O grupo do Brasil foi o de destaque entre os países respondentes acerca do alinhamento das decisões de negócio aos valores nacionais do país de origem da empresa (88%), ficando na frente de indianos e mexicanos (ambos com 79%). Segundo Michelle Giuda, vice-presidente executiva do grupo de estratégia & riscos geopolíticos da Weber Shandwick, os entrevistados afirmam que a responsabilidade corporativa inclui a responsabilidade nacional e que os líderes devem considerá-la em seu planejamento. “Conforme os líderes corporativos redefinem suas estratégias para uma nova era geopolítica pós-Covid, eles estão considerando como entregar e comunicar mais valor aos stakeholders em seus países de origem”, completa.

O tema de maior preocupação entre os executivos do Brasil é a segurança nacional para a tomada de decisões, citado por 74% deles. Na sequência aparecem Canadá com 58% e China, chegando a 67%. Enquanto isso, para 57% as mudanças climáticas são a temática menos relevante — destaque para a os líderes indianos, que aparecem em primeiro lugar com 63% de respondentes sobre a questão. Quando comparados às demais nações, os gestores de empresas no Brasil ão os que mais se atentam ao bem-estar de seus colaboradores. O resultado indica 32 pontos percentuais a mais que o Canadá e lidera no ranking, que conta ainda com Alemanha, Suécia, Reino Unidos e Estados Unidos.

A pandemia do coronavírus se mostra, atualmente, como um ponto de preocupação de gestores de multinacionais no País: 79% deles são propensos a se preocupar com a crise sanitária e outras de saúde pública no geral, 75% com a corrupção e 74% com a privacidade de dados. Também, devido ao cenário político instável, o Brasil aparece como uma das nações que inclui a questão no ranking dos cinco principais riscos geopolíticos para suas companhias. Já a desigualdade de renda aparece no top 10 (63%). 

Ainda em relação a riscos geopolíticos, a gestão da crise é algo a ser levado em consideração. 74% dos mais de mil entrevistados — e 78% dos brasileiros — dizem que suas empresas são mais reativas do que proativas sobre o gerenciamento de tais riscos. Neste sentido, a China é o país com maior índice de negócios reativos (93%), enquanto o menor índice foi registrado na Coreia do Sul (64%). Um reflexo disso é que conselhos de administração e líderes de nível sênior não estão bem preparados para lidar com a questão, englobando 55% e 56% da média de respostas globais, respectivamente. Entre os pesquisados, o Brasil é o mais confiante.

*Crédito da imagem do topo: Yurchanka Siarhei/shutterstock

Publicidade

Compartilhe

Veja também

  • Masp vai hastear bandeira LGBT+ durante a Parada de São Paulo

    Masp vai hastear bandeira LGBT+ durante a Parada de São Paulo

    Iniciativa inédita foi idealizada pelo Castro Festival e viabilizada pela marca Amstel

  • Para líderes, investimento em ESG está conectado à reputação

    Para líderes, investimento em ESG está conectado à reputação

    Pesquisa indica motivações de CEOs e C-level para adoção de práticas de ESG; alta gestão aponta, ainda, imagem da marca e melhora na gestão da empresa