Meta identificará imagens geradas por IA nas suas redes sociais

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Meta identificará imagens geradas por IA nas suas redes sociais

Nos próximos meses, a big tech exibirá etiquetas de inteligência artificial (IA) em "todos os idiomas compatíveis com cada aplicativo"


6 de fevereiro de 2024 - 17h19

A Meta anunciou, nesta terça-feira, 6, que “nos próximos meses” identificará imagens geradas por inteligência artificial (IA) que apareçam em suas redes Facebook, Instagram e Threads.

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Meta apresentará uma ferramenta para identificar imagens geradas por IA nas suas redes (Crédito: TY-Lim_Shutterstock)

“Nos próximos meses, rotularemos as imagens que os usuários publicarem no Facebook, Instagram e Threads sempre que pudermos detectar indicadores, conforme as normas da indústria, que revelem se são geradas por IA”, revelou Nick Clegg, responsável por assuntos internacionais da Meta, em blog.

Vale ressaltar que a big tech lançou, em dezembro de 2023, uma ferramenta, a Meta IA, que identifica imagens feitas por robôs. A diferença é que, a partir de agora, a empresa quer fazer o mesmo com “conteúdos criados com ferramentas de outras empresas”, como Google, OpenAI, Microsoft, Adobe, Midjourney ou Shutterstock, de acordo com o executivo.

Neste sentido, nos próximos meses, a Meta começará a aplicar etiquetas em todos os idiomas compatíveis com cada aplicativo da companhia.

Minimizando os impactos

O aumento na utilização das ferramentas de IA generativa tem despertado preocupação em vários âmbitos da sociedade, mas principalmente, no político, visto que quase metade da população mundial irá votar em 2024.

Esse crescimento da IA também desperta preocupação em relação ao fluxo incontrolável de conteúdos degradantes que ela é capaz de gerar, segundo ativistas e reguladores.

Um grande exemplo disso são as deepfakes pornográficas de artistas famosas, como a da cantora Taylor Swift, que foi vista 47 milhões de vezes no X (ex-Twitter) em cerca de 17 horas, no final de janeiro, até ser removida.

Em comunicado, Clegg ressaltou que a nova ferramenta da Meta não eliminará totalmente o risco de imagens falsas, mas “certamente minimizará” sua disseminação “dentro dos limites do que a tecnologia permite atualmente”.

“Não é perfeito, não vai cobrir tudo, a tecnologia não está totalmente pronta. Mas, até agora, é a tentativa mais avançada a fornecer transparência significativa a bilhões de pessoas em todo o mundo”, garantiu Clegg à agência de notícias Agence France-Presse.

O executivo ainda enfatizou que ao lançar essa ferramenta, a Meta quer incentivar o restante da indústria a trabalhar junto para desenvolver padrões comuns. Ele também ressaltou estar disposto a “compartilhar” sua tecnologia aberta “da forma mais ampla possível”.

Neste sentido, a OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou o lançamento de recursos para combater a desinformação.

 

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