Plataformas veem social commerce como porta para a experiência

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Plataformas veem social commerce como porta para a experiência

Por meio de ferramentas de compra e venda, redes sociais como Facebook, Instagram e Pinterest engajam usuários ao mesmo tempo em que fomentam comércio eletrônico


21 de julho de 2022 - 11h28

Do escambo e da criação de moedas tendo metais como base à Revolução Industrial, a prática milenar de compra e venda de itens ganhou novos intermediários com a tecnologia. Longe de servirem apenas com a finalidade de manter relações sociais, as plataformas vêm se tornando também uma nova extensão do social commerce.

Tendo crescido durante o período de pandemia, a atividade vem fazendo com que empresas como Meta – detentora do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger –, Pinterest e Twitter deem atenção especial a esse segmento e direcionando investimentos para enriquecer a experiência do usuário. No mês passado, o Twitter anunciou uma funcionalidade que notifica os consumidores da plataforma sobre lançamentos futuros de marcas. Ainda em fase de testes nos Estados Unidos, o Product Drops permite que os tweets das marcas sejam curtidos, retuitados, marcados como favoritos e compartilhados, segundo informações do The Verge.

 

Experiência de shopping do Pinterest é resolução para anseio de usuários (Crédito: Divulgação)

No Facebook, a evolução de produtos anunciados em grupos recebeu a adição de recursos como lojas – o que também foi levado para o Instagram –, e mensageria como WhatsApp Business e Messenger, permitindo que as empresas tenham um canal direto de comunicação com os consumidores não apenas para atendimento, mas de venda, conforme relembra André Sabioni, head de indústria da Meta. “Foram as pessoas que definiram o ‘social commerce’, inicialmente postando fotos de itens que tinham em casa em seus próprios feeds com a legenda ‘à venda’”, diz o executivo. “Ao longo dos anos, a família de aplicativos da Meta tornaram-se ferramentas essenciais para que as empresas transformassem a jornada de compra do consumidor em algo mais dinâmico e principalmente personalizado”, acrescenta.

Ainda que as plataformas não cobrem taxas ou recebam porcentagem sobre as vendas realizadas, a relevância do serviço é traduzida em novas possibilidades para o marketing e eficiência para as empresas, sobretudo as de grande porte. Sabioni comenta que pessoas e marcas querem construir uma relação, contudo, isso não é possível só com um grande anúncio: “Quando ajudamos as marcas de todos os tamanhos a criar relações com clientes, se conectar com quem se interesse pelo que elas oferecem e vender mais, a experiência para o usuário é positiva”.

Um exemplo da funcionalidade dos serviços de compra e venda pôde ser visto no estudo Facebook IQ, realizado pela Meta para o Dia dos Pais. O relatório constatou que 60% dos respondentes apontaram que os aplicativos da companhia os auxiliaram na descoberta de um produto que poderia ser um presente para celebrar a data. Além disso, metade dos entrevistados disseram que os aplicativos da Meta têm relevância na decisão de compra.

União estável: inspiração e compra

Para além da busca por referências e inspiração, o core do Pinterest, a integração de ferramentas de social commerce à plataforma ressignificou a experiência do usuário dentro do aplicativo. Entre outubro e novembro do ano passado, a companhia apresentou ao mercado a funcionalidade orgânica de shopping, abrindo as portas para uma agenda de investimentos para lançar novos produtos e refinar a experiência do, agora, comprador.

André Loureiro, diretor geral do Pinterest na América Latina, conta que a ferramenta de shopping chegou como uma resolução a uma dúvida frequente dos usuários: onde encontrar os itens que apareciam nos feeds. “Em geral nossos usuários vinham ao Pinterest com esse objetivo de buscar referência, se inspirar, sempre tendo uma intenção por trás”, cita, salientando o planejamento para a realização de compras e refinamento de busca que a plataforma permite.

“Conectar essa experiência de busca de referência e inspiração com a capacidade das pessoas de realizarem e poderem comprar, acharem marcas e produtos de uma maneira mais fluida foi uma resposta natural para um anseio dos nossos usuários, e isso vem ganhando mais força conforme a gente vem conseguindo integrar essa experiência de uma maneira ainda mais rica”, declara Loureiro. Por meio de sua competência central, o Pinterest se propõe a oferecer a experiência em diversas categorias enquanto endossa a importância desta etapa para o início da jornada de consumo, uma vez que conduz o cliente à compra.

Assim como as demais plataformas de redes sociais que contam com a vertente de social commerce, o Pinterest também vê o lucro de compra e venda de produtos sendo revertido em oportunidades estratégicas para a empresa, inclusive sobre o pilar de anúncios. “A partir do momento em que há uma experiência mais rica e sólida, há uma dinâmica mais orgânica e isso potencializa a atração de marcas e investimentos para que as marcas construam seus espaços e vitrines dentro da plataforma”, pontua o diretor geral.

O ponto de vista de experiência é reforçado por André Sabioni, da Meta: “Enquanto acessam Feed, Stories, Reels e tantos outros formatos de conteúdo que disponibilizamos nas nossas plataformas, as pessoas estão naturalmente em modo de descoberta – a compra é uma etapa integrada ao acesso a um conteúdo de interesse das pessoas”, afirma.

Colaboração e evolução em pauta

As parcerias são investidas também em criadores de conteúdo. Durante o Festival de Cannes Lions 2022, o Pinterest introduziu uma solução voltada para criadores de conteúdo. Uma estratégia parecida será adotada pelo YouTube. Na última terça-feira, 19, a empresa anunciou uma parceria com o Shopify, que permitirá que creators comercializem produtos por meio de ferramentas de compra ao vivo. A plataforma já é conhecida pela realização do chamado live commerce. Nos últimos meses, o YouTube realizou seu Festival de Beleza anual, por exemplo, com itens disponíveis para compra em tempo real.

Inevitavelmente, os próximos passos do social commerce são guiados pela evolução tecnológica. Para o head de indústria da Meta, o metaverso para o comércio é uma forte tendência do segmento para os próximos anos. “Ele vai ser imersivo, é interconectado, permite que pessoas transitem entre plataformas e entre os mundos real e virtual. A previsão é que mais de um bilhão de pessoas poderão estar neste universo dentro dos próximos 10 anos”, declara Sabioni. “O metaverso trará uma infinidade de oportunidades para os negócios, onde compradores e vendedores vão se conectar de uma nova maneira com marcas e produtos – físicos ou totalmente digitais”, frisa.

A Adidas é uma das marcas que já está presente no metaverso (Crédito: Reprodução)

Ainda que a implementação completa do metaverso demore mais alguns anos para acontecer, já é possível experimentar alguns artifícios tecnológicos que se integram com a vida real, como filtros de realidade aumentada disponíveis no Facebook e Instagram que realizam a projeção de elementos virtuais. No Pinterest, por exemplo, o avanço do desenvolvimento de AR e machine learning gera oportunidades para que a plataforma evolua suas ferramentas de compra e venda por meio da integração on-line e off-line.

Contudo, as relações do mundo real não podem ser deixadas de fora: “Nós somos uma plataforma onde as pessoas vêm para buscar, nas mais diferentes vertentes, inspiração e referência, e é esse tipo de ecossistema que estamos construindo do ponto de vista de conteúdo, além de, por outro lado, reforçar nossas alianças com os e-commerces, lojas, varejistas, e fazer com que a gente tenha um mix mais rico possível de produto”, complementa o diretor geral do Pinterest.

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