Apple registra trimestre histórico e avança em IA
Big tech faturou US$ 42,1 bilhões no final de 2025, 16% a mais que o ano anterior; empresa ainda anunciou aquisição da Q.ai
A Apple registrou um lucro de US$ 42,1 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrado no final de dezembro. O valor é o maior já registrado no período, com um aumento de 16% em comparação com o ano anterior.
A receita trimestral também bateram recorde para o intervalo: US$ 143,8 bilhões, também 16% acima do último período.

Receita do primeiro trimestre fiscal de 2026 foi de US$ 143,8 bilhões (Crédito: TonyV3112/Shutterstock)
Em comunicado, o CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que os resultados estão muito acima das expectativas. Os números ainda surpreenderam Wall Street, que projetava uma receita trimestral de US$ 138,38 bilhões, bem como um lucro de US$ 39,49 bilhões.
O resultado foi impulsionado pelas vendas de seu principal produto, o iPhone, levando à baixa dos estoques. “O iPhone teve seu melhor trimestre de todos os tempos, impulsionado por uma demanda sem precedentes, com recordes históricos em todos os segmentos geográficos”, escreveu Cook.
Entre os lançamentos de 2025, o destaque vai para o iPhone Air e a reformulação do iPhone Pro. A receita oriunda da venda dos aparelhos foi de US$ 85,3 bilhões, 23% a mais que o mesmo período de 2024.
Destaque também para o desempenho, especialmente das vendas do iPhone 17, na China, mesmo frente às tarifas enfrentadas para a exportação. As vendas alcançaram US$ 25,5 bilhões no mercado chinês, um crescimento de 38%.
Investimentos em IA
A Apple vem enfrentando dificuldades para acompanhar a concorrência acirrada pela inteligência artificial (IA). No início do mês, anunciou uma parceria com o Google para utilizar a base tecnológica da big tech, como modelos do Gemini e serviços de cloud.
Em meio à tendência dos assistentes pessoais, a Siri deverá ser beneficiada e a empresa promete atualizações importantes para a tecnologia ao longo do ano.
Já na última quinta-feira, 29, a companhia comunicou a compra da Q.ai, startup israelense especializada em IA para áudio. Segundo a Reuters, o acordo avaliou a empresa em cerca de US$ 1,6 bilhão. Os usos da tecnologia deverão incluir o aprimoramento de captação de áudio e melhoria do som de acordo com o ambiente, por exemplo.
A Q.ai, fundada por Aviad Maizels (que responde por CEO), Yonatan Wexler e Avi Barliya, conta com 100 colaboradores, que serão integrados ao quadro da Apple.