Conexão Nova York

A digitalização deixou de ser promessa para se tornar o agora

Entre comitivas e algoritmos, o desafio, agora, é transformar a inspiração de Nova York em execução digital

Tiago Brito

CEO da LedWave 12 de janeiro de 2026 - 11h47

A NRF Retail’s Big Show 2026 começa com uma constatação que já se tornou tradição, mas que ganha novos contornos este ano: a presença massiva da delegação brasileira. O pavilhão do Javits Center em Nova York respira português, com comitivas gigantescas de diversos nichos de mercado em busca de inspiração para uma era que já tem suas bases muito bem definidas.

Se em anos anteriores discutíamos o que poderia acontecer, em 2026 a pauta é pragmática e está centrada em dois pilares indissociáveis: inteligência artificial (IA) e a digitalização plena do varejo,
para além do retail media.

Embora o termo retail media esteja no topo da agenda, prefiro olhar para esse movimento sob a ótica da digitalização da operação. Limitar o debate apenas à mídia é ignorar a complexidade do que está acontecendo nas lojas. Quando uma operação se torna verdadeiramente digital, abrimos as portas para uma orquestração muito mais sofisticada que inclui:

– Ações de Branding e Awareness: O PDV como plataforma de conteúdo.
– Trading e Ativações de Lançamento: Agilidade na execução de parcerias com a indústria.
– Experiência do Cliente (CX): Onde a tecnologia serve à conveniência.

A simbiose entre Digital e IA

A grande tendência desta edição é a combinação da infraestrutura digital associada à IA. Não se trata apenas de automatizar processos, mas de criar uma inteligência capaz de interpretar o comportamento do consumidor em tempo real e reagir a ele. Essa “nova era” não é mais uma aposta para o futuro ou uma tendência de laboratório. É a realidade de quem está ganhando mercado hoje. Se você ainda não parou para refletir sobre como essa revolução impacta o seu modelo de negócio, saiba que o tempo de espera acabou. O futuro do varejo não está chegando; ele já se instalou.