Geração Z, uma vida desprendida e a Open Talent Economy

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Opinião

Geração Z, uma vida desprendida e a Open Talent Economy

Atender aos anseios pessoais e profissionais dos jovens de hoje não é uma opção, mas sim uma obrigação


15 de julho de 2022 - 6h00

A geração Z: chamados nativos digitais, mais ágeis e famintos por liberdade, autonomia e focados em qualidade de vida (Crédito: Reprodução/Shutterstock)

A passos da beira da praia. Em vans viajando pelo mundo. Hoje em solo brasileiro, amanhã conhecendo Machu Picchu. Daqui a dois dias em Los Angeles. Enfrentando o fuso horário na China. Assim é a geração Z, que não quer fixar raízes e tem sede de liberdade. Não à toa, o crescimento dos nômades digitais tem criado uma rede de possibilidades para os novos “jovens”.

Em outros tempos, quando as pessoas eram perguntadas a respeito de sua grande motivação profissional, muitas diriam desempenho financeiro e reconhecimento dentro do mercado de trabalho. Felizmente, essa tendência de resposta passou a ser repensada pelos nascidos entre 1995 e 2010, e o leque de alternativas aumentou drasticamente. A pandemia, inclusive, encorpou esse questionamento, provocando mudanças positivas e reflexões dentro de estruturas laborais.

Ao encontro dessa nova realidade, os princípios por trás da Open Talent Economy ganharam força. Empresas, agências e companhias, de pequeno a grande porte, precisam estar informadas sobre esse conceito, principalmente no que tange às formas de trabalho mais justas e condizentes com o século XXI. A Open Talent Economy é o que podemos chamar de via de mão dupla, cujos benefícios para empregados e empregadores são recíprocos. É a chance de pessoas ligadas aos setores da economia criativa — como música, games, comunicação, tecnologia, publicidade, design e moda, entre outros — romperem o status quo e irem atrás da realização não apenas profissional, mas pessoal.

Processos mais leves, flexíveis, disruptivos e que dão resultado. Essa é a engrenagem que move o conceito e ajuda a fomentar a economia criativa, segmento que se fosse considerado país, apresentaria o 4º maior PIB do mundo, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento. No Brasil, conforme levantamento do Observatório Itaú Cultural, cujos dados foram divulgados em junho, são 7,4 milhões de trabalhadores brasileiros empregados nesse setor.

A pesquisa do Instituto ilustra o cenário do primeiro trimestre do País, em 2022, e revela uma perspectiva otimista: houve um crescimento de 12% na comparação com os três primeiros meses de 2021, quando eram 6,5 milhões de profissionais da economia criativa. Novamente, verificamos tendências que dialogam com a Open Talent Economy, modelo densamente explorado em um artigo da empresa de consultoria Deloitte, em 2013. Os talentos, agora, possuem um caminho mais estruturado e próspero para buscarem satisfação pessoal e profissional, unindo criatividade e qualidade de vida, sem deixar de entregar resultados aos empregadores.

Precisamos nos adequar e entender de ponta a ponta o mundo contemporâneo. A geração Z — os chamados nativos digitais, mais ágeis e famintos por liberdade, autonomia e focados em qualidade de vida — está aí, pronta para questionar. Atender aos anseios pessoais e profissionais dos jovens de hoje não é uma opção, mas sim uma obrigação. Caso contrário, vamos perder a chance de potencializar talentos, ao invés de aproveitá-la.

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