Para a TIM, confiança é o que conecta marcas e pessoas
Operadora aposta em música, esporte, creators e IA para ampliar presença cultural e relações com o público

Marcos Lacerda, vice-presidente de marca e comunicação da TIM, no ProXXima 2026 (Créditos: Máquina da Foto)
A confiança é a principal aposta da TIM na construção de sua estratégia de marca, estruturada a partir da presença contínua em territórios como entretenimento, música e esporte, além do trabalho com criadores de conteúdo e do uso de inteligência artificial.
Segundo Marcos Lacerda, vice-presidente de marca e comunicação da TIM, o movimento reflete uma mudança na forma como as marcas se relacionam com o público.
“A gente deixou de falar sobre exposição e passou a falar sobre relação. Existe uma diferença importante entre falar e falar com as pessoas. Em um ambiente de excesso de conteúdo, o desafio não é falar mais, é ser relevante. Gerar conversa cria troca e constrói comunidade”, afirmou Lacerda, em apresentação no Proxxima 2026.
“Isso não é apenas uma questão de mídia, mas de índice de confiança, de como a marca se relaciona com as pessoas. Um alicerce bem construído depende da forma como você se propõe a fazer parte dessas conversas e desses contextos”, destaca o executivo.
Para esse ano, no entretenimento, o destaque foi o Big Brother Brasil, com uma estratégia de comunicação que combinou presença digital e campanhas, além do uso de personalidades como Tatá Werneck, Iza e Kerline para ampliar a visibilidade.
A operadora foi apontada como a marca mais comentada entre os patrocinadores do BBB, segundo monitoramento da Stilingue by Blip iniciado em 2023, com mais de 2,3 milhões de menções ao longo da edição, e registrou aumento de 32% nas vendas do plano TIM Controle durante o período de exibição do programa.
Na frente de música, a TIM iniciou seu calendário com o Festival de Verão de Salvador e segue para o Rock in Rio, em setembro, no Rio de Janeiro, além de outras ativações em eventos regionais.
Já no esporte, a estratégia inclui patrocínio de mídia no Brasileirão, parceria de conectividade com a MotoGP em Goiânia e com o Sail GP, além do patrocínio da seleção brasileira de Rugby.
O papel dos creators na confiança
Com essa estratégia, a creator economy passa a ser tratada como uma “economia de confiança”, na qual a proximidade entre marca, creators e audiência é determinante para a efetividade das campanhas.
“Existe uma possibilidade cada vez maior de medir se estamos apoiando nossas premissas e estratégias. E, nesse cenário, faz ainda mais sentido usar pessoas e talentos para falar sobre aquilo em que acreditamos”, destacou o executivo.
Como parte dessa estrutura, a TIM instituiu a Mesa Criativa, plataforma voltada ao relacionamento com creators e à amplificação de conteúdos em diferentes contextos culturais, além de lançar uma plataforma proprietária de creators e conteúdos gerados por usuários (UGC), administrada pela Mynd e pela Stage Digital.
A inteligência artificial também aparece como uma camada de apoio para organização e escala das interações, enquanto o elemento humano segue como prioridade na construção de significado e vínculo com o público.
“Mais do que ampliar alcance, o foco está em construir relações consistentes. A confiança se fortalece quando há continuidade, quando creators, marcas e público conseguem estabelecer uma troca que faz sentido ao longo do tempo”, finalizou.