Como a tecnologia tem revolucionado o mercado de beleza de luxo?

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Opinião

Como a tecnologia tem revolucionado o mercado de beleza de luxo?

Com a IA, a digitalização e a realidade aumentada, podemos oferecer experiências mais personalizadas, inclusivas e integradas


7 de novembro de 2023 - 8h31

(Crédito: KDdesignphoto/Shutterstock)

Ostentação, bling bling? Não mais! O luxo hoje se preocupa cada vez mais com questões como sustentabilidade, diversidade e acessibilidade. Como dizemos muito no nosso time, “o luxo deve ser exclusivo e não excludente”. Esse é quase um mantra para nós. E uma das ferramentas que tem permitido o luxo ser cada vez menos excludente é a tecnologia.

Por meio da inteligência artificial, da digitalização, dos dados e da realidade aumentada, conseguimos oferecer experiências de beleza mais personalizadas, inclusivas e integradas para os nossos consumidores. Entregas mais “sob medida” para as necessidades das pessoas, seja a partir de produtos ou de serviços inovadores. Vivemos uma revolução do mercado de beleza, que se torna cada vez mais Beautytech, especialmente no segmento de luxo.

E, quando falamos do Brasil, percebo um mercado com um potencial gigante. Primeiro, porque já somos o quarto maior mercado de beleza no mundo, segundo a Euromonitor Internacional, e, de acordo com o relatório da Mintel, mais de 50% dos consumidores nacionais afirmam que teriam interesse em experimentar coisas no metaverso ou em realidade aumentada. Além disso, somos um país altamente conectado às redes sociais. Pela primeira vez na história, assumimos o primeiro lugar no mundo em termos de consumo diário de redes sociais, com a média de quase 4 horas por dia, segundo o Report Global 2023 de Social Media Trends do portal GWI.

Diante desse cenário, parece-me cada vez mais óbvio que hoje não basta apenas oferecer produtos com a mais alta inovação, e sim expandir para a promoção de experiências – também conhecido como “storyliving”. E, claro, ao liderar marcas que atuam nos segmentos de skincare, fragrância e maquiagem, temos um céu de oportunidades para oferecer experiências imersivas e soluções personalizadas – complementando a jornada do consumidor e elevando a experiência de beleza para outro patamar.

Por exemplo, em Lancôme, uma das marcas da L’Oréal Luxo, temos um gadget de diagnóstico da pele que, em 20 minutos, revela um panorama completo da saúde da epiderme a partir da medição de poros, rugas, tons desiguais, hidratação, elasticidade e vermelhidão. Um outro dispositivo ajuda a identificar a tonalidade de base que melhor corresponde ao tom de pele do rosto, sendo capaz de identificar mais de 22.5 mil tonalidades e analisar seu respectivo tom e subtom. Quando falamos de acessibilidade, já temos um device que ajuda pessoas com limitações nos movimentos dos braços e mãos ou com deficiência física a passar maquiagem. Em YSL, um gadget permite que o consumidor faça o seu próprio tom de batom do conforto da sua casa. Um sonho, não?

Essas inovações não apenas atraem os consumidores, mas também os fidelizam, criando uma conexão emocional que os mantém leais à marca. À medida que os formatos online e offline continuam a se fundir, cada vez mais pensamos em serviços e experiências de beleza que unem o online, o offline e o omnicanal, o que tem sido chamado de estratégia “o + o + o”.

O luxo sempre ditou tendências e revolucionou o mercado. Para criarmos o luxo do futuro, precisamos sempre pensar à frente, fazer mais e de modo diferente. A tecnologia é uma ferramenta essencial nesse sentido, trazendo uma personalização cada vez maior, aprimorando a jornada de compra e impulsionando a experiência do consumidor a níveis inimagináveis. Como diz aquela velha campanha: não é magia, é tecnologia@

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